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Com requalificação da BR-316, governo adota medidas para facilitar vida do cidadão

Por Redação - Agência PA (SECOM)
28/01/2019 10h41

A BR-316, principal acesso rodoviário da capital paraense, passará nos próximos 19 meses pela maior intervenção estrutural desde que ganhou o atual formato de 6 pistas (três pistas de entrada e três pistas de saída da cidade). Alguns trechos possuem, inclusive, oito pistas. A obra de ampliação foi feita na decáda de 80, pelo Governo Federal. Desde então, a via passou por várias revitalizações de menor porte, como ocorreu no trecho entre a Prefeitura de Ananindeua e a sede do Clube Associação Atlética Banco do Brasil (AABB), na época em que o atual governador do Pará, Helder Barbalho, era prefeito do município da região metropolitana de Belém.

O projeto de Requalificação da BR-316 começou a ser desenvolvido pelo Governo do Estado no último dia 15 de janeiro, e precisou do apoio de uma estrutura preparada, emergencialmente, para minimizar, ao máximo, os impactos que uma grande obra provoca na vida do cidadão. Por isso, foi criada uma pista adicional na área do acostamento para garantir fluidez no trânsito no momento em que a pista principal estiver fechada para a obra; além disso, é realizada a manutenção preventiva das vias alternativas quando há necessidade de desvio do tráfego da BR, ou abertura e fechamento de retornos, e ainda, a execução de desvios, conforme o avanço das obras.

Também houve ampliação nas sinalizações, fiscalização e orientação do trânsito, sendo colocada nas ruas uma grande campanha para difundir informações de todo o cronograma dos trabalhos, para que o cidadão não seja surpreendido com mudanças ou intervenções ao longo da rodovia. Até o momento, as medidas foram bem aceitas por motoristas, pedestres, ciclistas e até ambulantes, pois o cidadão passou a ser visto como parte integrante de todo o processo de Requalificação da BR-316.

Crescimento – O caminhoneiro Carlos Jorge Azevedo, por exemplo, diz estar ciente sobre os benefícios e transtornos que obras como essa podem proporcionar para a população, mas adianta que as melhorias sempre são sempre bem-vindas. "Trabalho desde 1995 nessas estradas do Pará, e na BR há muito tempo não se faz uma grande obra. A região cresceu e a estrada precisa acompanhar esse crescimento", frisa.

Segundo o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), a BR-316 recebia, há 38 anos, quando ganhou o atual formato, um fluxo de 15 a 20 mil veículos por dia. Hoje são cerca de 70 mil veículos por dia, podendo triplicar nos períodos de feriados prolongados.

Para a Secretaria de  Estado de Transportes (Setran), a requalificação da rodovia vai otimizar a mobilidade interna, hoje fortemente prejudicada pelo aumento desse fluxo de transporte, pelo alto incremento de veículos na frota do Estado, e pela falta de um serviço eficiente de transporte público. "Dados do DNIT apontam que, na década de 80, cerca de 100 mil pessoas viviam ao longo da BR-316, na Região Metropolitana de Belém, quando houve a ampliação há quase 40 anos. Atualmente, esse número é superior a 400 mil pessoas, assim como o volume de veículos, que praticamente triplicou, tornando a requalificação da via essencial para a melhoria da mobilidade na região", diz o secretário de Transportes, Antônio de Pádua Andrade.

 Nova BR ganhará projeto paisagístico completo

A intervenção é feita para, posteriormente, ser implantadas pistas com três faixas de rolamento com pavimento flexível nos dois sentidos; uma faixa em cada sentido exclusiva para o BRT (Bus Rapid Transit); duas ciclovias, sendo uma em cada sentido; gramado próximo à ciclovia; dois passeios para circulação de pedestres com 2,5 metros de largura; faixa de piso tátil; rampas de acessibilidade e mobiliário urbano.

Também serão instaladas estações de passageiros e passarelas de pedestres ao longo do canteiro central. Além disso, estão previstos, dois terminais do BRT; o Centro de Controle Operacional; quatro túneis de acesso subterrâneo aos terminais e o viaduto de Ananindeua, que permitirá a ligação direta entre as áreas ao sul da BR, como os conjuntos Julia Seffer e Aurá à Cidade Nova.

O Departamento de Trânsito do Estado do Pará (Detran) também atua com o trabalho de conscientização e educação de condutores nos retornos que são bloqueados e liberados no perímetro entre os quilômetros 4 e 6. "Estamos com viaturas no local sinalizando para que as pessoas se habituem aos retornos fechados. Continuamos fazendo a fiscalização em todo o trecho de nossa responsabilidade, pois o governador Helder Barbalho, junto com a população, são os nossos principais fiscais da obra. Inclusive, aumentamos o tempo do semáforo que fica próximo ao retorno que está liberado, perto de uma casa de pães, no sentido crescente, para a melhor fluidez do trânsito”, destacou o diretor-geral do órgão, João Guilherme Macedo. 

Alternativa – A requalificação da BR-316 vai garantir serviço de transporte público para atender uma população de cerca de um milhão de pessoas. A estimativa é que, quando concluído, contribua para reduzir, pela metade, o tempo da viagem até o centro de Belém.

Segundo o diretor geral do Núcleo de Gerenciamento de Transporte Metropolitano (NGTM), Eduardo Ribeiro, as obras vão além da implantação do ônibus de trânsito rápido. “É uma obra fundamental para a racionalização do transporte coletivo de uma região que está em expansão, que é a Metropolitana de Belém. A nova BR receberá melhorias de mobilidade urbana que inclui passarelas, estações de passageiros, ciclovia, passeio para pedestres e faixas de tráfego, além das vias exclusivas”, explica.

A experiência da modalidade de transporte expresso na via é apontada como boa alternativa para a BR-316 pelo motorista de ônibus Isaías Souza, que faz a linha Júlia Sefer/ Presidente Vargas. Ele diz que a viagem pelo sistema expresso é muito mais rápida. "Com certeza, o BRT pode diminuir muito o tempo dos passageiros dentro dos ônibus, que hoje é, em média, de quase duas horas", diz.

O projeto das obras do Sistema Troncal de Ônibus da Região Metropolitana de Belém abrange trechos que cruzam os municípios de Belém, Ananindeua e Marituba, somando 10,8 quilômetros de extensão. Para o ambulante Eronilo Viana e sua esposa, Maria José da Mata, que há cinco anos trabalham com a venda de café da manhã em um trecho da BR-316 onde é feita a obra de requalificação, a maior preocupação é que a obra não se estenda por um prazo além do programado."Com certeza teremos mais clientes se a via estiver reformada e o serviço de ônibus for melhor, mas só quero que não demore tanto como todas as obras feitas nas ruas do BRT de Belém", pede.

Mudanças – O projeto prevê ainda a construção de 26 estações de passageiros e 13 passarelas de pedestres ao longo do atual canteiro central da via, dois terminais do BRT e o Centro de Controle Operacional (CCO), que será construído e instalado em prédio novo, exclusivamente destinado a essa função. Abrigará mão-de-obra qualificada; equipamentos e sistemas eletrônicos para rede de comunicações (incluindo sistemas para monitoramento de segurança); bloqueios de acessos a estações e terminais; painéis de mensagens; controles de portas automáticas e contagem de passageiros; além de centralizar o controle dos semáforos. Essa estrutura vai gerir todo o Sistema de Controle Operacional do BRT, ou seja, o Metropolitano e o Municipal.

Para garantir fluidez e segurança no trânsito, foi necessária a concepção de passagens subterrâneas de acesso aos Terminais de Ananindeua e Marituba, e viaduto sobre a BR-316 em frente à sede campestre do clube da AABB. Nesses terminais serão ofertados serviços à população, como acesso a internet sem fio (wi-fi) ou da “Estação Cidadania”, que reúne atendimentos prestados por vários órgãos.

Sebastião Oliveira, que trabalha com carga e descarga em uma empresa localizada na BR-316, utiliza a bicicleta para ir ao trabalho, mas garante que se houver um sistema de ônibus melhor, com certeza irá utilizar o serviço. "Se o trânsito estiver melhor, os ônibus mais rápidos e bem conservados, é claro que eu vou preferir vir de BRT, é mais seguro", disse.

Tráfego de veículos pesados - Outra medida adotada para minimizar os impactos da obra entrará em vigor a partir do dia 1º de fevereiro, quando o horário de entrada e saída de veículos pesados em Belém pela rodovia BR-316 passará a ser restrito: de 7h às 10h e de 17h às 21h. Os motoristas de caminhão poderão usar o traslado de cargas por balsa desde a Alça Viária até os portos de Belém, que terá preço da passagem reduzido.