Agência Pará
pa.gov.br
Ferramenta de pesquisa
ÁREA DE GOVERNO
TAGS
REGIÕES
CONTEÚDO
PERÍODO
De
A
'O MAR PERDIDO DE PIRABAS'

Exposição no Planetário conta história paleontológica do Pará

Resultado de parceria entre Uepa e UFPA, iniciativa oferece experiência imersiva sobre o antigo mar que cobria parte do território paraense há mais de 20 milhões de anos

Por Monique Hadad (UEPA)
03/06/2026 15h55
″O Mar Perdido de Pirabas″ é baseada no acervo de fósseis de sítio geológico formado há mais de 20 milhões de anos

Contribuir para a valorização e a preservação do patrimônio natural da região, por meio de uma exposição que conduz os visitantes pela história paleontológica do Pará. Esse é um dos objetivos da mostra "O Mar Perdido de Pirabas", cuja primeira etapa foi inaugurada em maio no Centro de Ciências e Planetário do Pará (CCPPA) e permanece aberta ao público às quartas-feiras, das 14h30 às 17h30, com entrada gratuita, e aos sábados, das 8h30 às 11h30, com ingressos a R$ 10 (inteira) e R$ 5 (meia-entrada). A exposição também pode ser conferida durante as visitas escolares, realizadas de terça a sexta-feira.

A mostra é resultado de uma parceria entre a Universidade do Estado do Pará (Uepa), por meio do CCPPA, e a Universidade Federal do Pará (UFPA). A exposição foi desenvolvida pelos integrantes do projeto de extensão Paleoexploradores, dedicado ao estudo, à divulgação e à preservação do patrimônio paleontológico, com o objetivo de ampliar o conhecimento sobre a paleontologia, por meio de ações acadêmicas, científicas e educativas.

Na manhã desta quarta-feira (3), alunos do 1º ano do Ensino Médio da Escola de Ensino Técnico do Estado do Pará (Eetepa) Juscelino Kubitschek de Oliveira, localizada em Marituba, visitaram o CCPPA e conheceram a exposição. Para a estudante Natacha Cristina Oliveira, de 15 anos, a experiência foi marcante. Ela contou que ainda não conhecia a história do Mar de Pirabas e destacou a importância da mostra. “Achei muito legal a exposição e, na minha opinião, é muito importante termos iniciativas como essa. Todo mundo está gostando bastante”, afirmou.

Para a estudante Natacha Cristina Oliveira, de 15 anos, a experiência foi marcante

"O Mar Perdido de Pirabas" é baseada no acervo de fósseis da Formação Pirabas, um importante sítio geológico formado há mais de 20 milhões de anos, muito antes do surgimento da espécie humana. Nesse antigo mar, que cobria áreas que hoje correspondem a importantes destinos turísticos do Pará, como Algodoal, São João de Pirabas e Salinópolis, viviam animais como megalodontes, tartarugas marinhas, arraias, peixes-boi, crocodilos e uma grande diversidade de invertebrados gigantes.

Experiência Imersiva

Professor da UFPA e um dos organizadores da exposição, Joelson Soares, diz que exposição é experiência de imersão

Conforme o professor da UFPA e um dos organizadores da exposição, Joelson Soares, a mostra busca proporcionar aos visitantes uma experiência imersiva, capaz de transmitir a sensação de um mergulho no oceano. “Os visitantes terão contato com a rica biodiversidade que habitava os antigos mares que inundavam as atuais porções continentais do nordeste do Pará, durante o período geológico conhecido como Mioceno. Esse cenário está registrado nos abundantes fósseis de crustáceos, moluscos, mamíferos, peixes e tubarões que viveram em mares quentes, límpidos e rasos”, detalhou.

A pesquisadora Laura Rojas integra o projeto de extensão Paleoexploradores e afirma que transformar o conhecimento paleontológico em uma experiência imersiva é fundamental para aproximar a sociedade da ciência de forma sensível, visual e interativa. “Muitas vezes, a paleontologia é percebida como algo distante ou restrito ao meio acadêmico, e a exposição busca justamente romper essa barreira, permitindo que o público ‘entre’ nos ambientes antigos e compreenda como era a vida no Pará há milhões de anos”, explicou.

Segundo Laura, o diferencial de "O Mar Perdido de Pirabas" é unir ciência, acessibilidade e imersão. “A exposição utiliza fósseis, paleoarte, cenografia e recursos interativos para tornar a paleontologia mais próxima e acessível, valorizando o patrimônio fossilífero amazônico e a ciência produzida na região”.

Para a pesquisadora Laura Rojas, transformar o conhecimento paleontológico em experiência imersiva é fundamental

Para o diretor do Centro de Ciências e Planetário do Pará (CCPPA), José Roberto Silva, a exposição reforça o compromisso da instituição com a difusão do conhecimento científico e demonstra a importância de parcerias para expandir o acesso da população à ciência.

“O CCPPA vem buscando parcerias para ampliar a sua missão de divulgação do conhecimento científico. Nesse sentido, a parceria com a UFPA para a exposição 'O Mar Perdido de Pirabas' foi recebida com muita satisfação, pois oportuniza ao nosso público uma excelente oportunidade de aprofundar o conhecimento sobre a história paleontológica do Pará. Inaugurada na 24ª Semana Nacional de Museus, ela é mais um atrativo disponível no nosso espaço e que tem encantado o público com seus recursos visuais imersivos”.