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Ciência, sustentabilidade e protagonismo estudantil marcam Feira do Meio Ambiente em escola de Belém

Com projetos que unem educação ambiental, inovação e empreendedorismo, estudantes da Escola Estadual Ruth dos Santos Almeida apresentaram soluções sustentáveis desenvolvidas a partir de problemas reais da comunidade

Por Ivana Barreto (SEDUC)
03/06/2026 18h47

Em alusão ao Mês do Meio Ambiente, a Escola Estadual Ruth dos Santos Almeida realizou, nesta quarta-feira (3), a II Feira do Meio Ambiente – Ciência e Ação: Quando o Saber Encontra o Fazer. A programação reuniu estudantes, professores e a comunidade escolar em uma mostra de projetos voltados à sustentabilidade, à preservação ambiental e ao protagonismo juvenil. Localizada no bairro Maguari, em Belém, a unidade desenvolve ao longo do ano diversas iniciativas ambientais integradas às atividades pedagógicas.

De acordo com o vice-diretor da escola, Antônio Salles, a feira é resultado de um trabalho contínuo desenvolvido em sala de aula e nos projetos educacionais da instituição. “A feira é um momento em que nossos estudantes compartilham com a comunidade tudo o que aprendem sobre educação ambiental. Trabalhamos essa temática de forma transversal, envolvendo diferentes componentes curriculares, além dos projetos de afinidade e das disciplinas eletivas. É uma oportunidade de mostrar como ciência, sustentabilidade e empreendedorismo podem caminhar juntos”, destacou.

Segundo o educador, os projetos são construídos a partir de desafios reais vivenciados pela própria comunidade escolar. “Nosso objetivo é mostrar aos estudantes que muitos materiais considerados lixo podem ser transformados em novos produtos e soluções sustentáveis. Eles aprendem a cuidar do meio ambiente enquanto desenvolvem criatividade, consciência social e espírito empreendedor”, explicou.

Projetos que geram conhecimento e consciência ambiental

Entre os trabalhos apresentados, o projeto Cultivando Saberes destacou-se pela produção de velas aromáticas feitas a partir do reaproveitamento de óleo de cozinha usado, além do cultivo de plantas medicinais e da produção de alimentos sustentáveis.

A estudante Marianny dos Santos ressaltou a importância da experiência para a formação dos participantes. “Participar desse projeto é muito gratificante. Aprendemos a reaproveitar materiais que poderiam poluir o meio ambiente e transformá-los em produtos úteis. É muito bom perceber que podemos contribuir para um mundo melhor e compartilhar esse conhecimento com outras pessoas”, afirmou.

Outro destaque da feira foi o projeto Fazendo o Meu Papel, que transforma papéis descartados em esculturas, objetos decorativos e peças artísticas produzidas pelos próprios estudantes. “Me sinto realizada participando desse projeto. Conseguimos transformar materiais que seriam descartados em obras criativas. Aprendi que arte e sustentabilidade podem andar juntas, além de descobrir novas formas de expressar minha criatividade”, contou a estudante Jéssica Luísa.

Sustentabilidade aplicada à prática

O projeto Química Verde apresentou blocos ecológicos produzidos com materiais recicláveis, como poliuretano (PU) e poliestireno expandido (EPS), conhecidos popularmente como espuma e isopor.

Segundo o estudante Arthur Rodrigo, a iniciativa busca reduzir os impactos ambientais provocados pelo descarte inadequado desses resíduos. “Utilizamos materiais que normalmente levariam muitos anos para se decompor na natureza. Ao reaproveitá-los na produção dos blocos ecológicos, contribuímos para reduzir a poluição e demonstramos que existem alternativas sustentáveis para diversos tipos de resíduos”, explicou.

Além dessas iniciativas, a feira reuniu projetos voltados à compostagem, reciclagem de papel, jardinagem, hortas escolares, produção de sabão ecológico, química sustentável e documentação audiovisual sobre memória, meio ambiente e transformação social, reforçando o compromisso da escola com a formação cidadã e a conscientização ambiental.