Agência Pará
pa.gov.br
Ferramenta de pesquisa
ÁREA DE GOVERNO
TAGS
REGIÕES
CONTEÚDO
PERÍODO
De
A
INCLUSÃO

Governo do Estado entrega mais de 200 CNHs Pai D'égua para mães atípicas

Beneficiárias de Belém, Ananindeua e Marituba já podem utilizar a habilitação para facilitar a locomoção

Por Leidemar Oliveira (DETRAN)
28/01/2026 13h32

O Governo do Estado realizou a primeira entrega de Carteiras de Habilitação do Programa Social CNH Pai D'égua para mães atípicas do Pará. Ao todo, 217 mulheres de Belém, Ananindeua e Marituba receberam o documento e agora estão habilitadas para conduzir veículo. A cerimônia ocorreu nesta quarta-feira, 28, no Palácio do Governo, em Belém, e reuniu diversas beneficiárias do programa. 

O CNH Pai D'égua Mães Atípicas é uma edição especial do programa e foi idealizada em 2025 para estender esse benefício a mulheres, a maioria chefe de família, que possuem filhos com deficiência. Nesta edição especial, são ofertadas 4 mil vagas para todo o estado, exclusividade para primeira habilitação na categoria B (carro). O Programa tem como objetivo principal contribuir para a inclusão dos beneficiários no mercado de trabalho. 

A vice-governadora Hana Ghassan lembrou o custo alto para se tirar uma CNH e a importância do CNH Pai D'égua para permitir o acesso totalmente gratuito ao documento. Segundo ela, a meta é chegar em 60 mil carteiras entregues em todo o Pará. “É um programa realmente transparente e estamos a todo momento ampliando o número de vagas, conforme a capacidade, para que outras pessoas tenham acesso”, explicou a vice-governadora.

Hana destacou a coragem das mães atípicas de lutarem pela CNH gratuita diante de tantas barreiras cotidianas no acompanhamento e tratamento dos filhos, já que muitas precisam abandonar o trabalho para se dedicarem aos cuidados das crianças.

“Quero parabenizá-las por terem se inscrito, confiado na gente e acreditado que iam conseguir essa carteira. Vocês são mulheres inspiradoras, que enfrentam o dia-a-dia e o que precisamos é de pessoas que lutem por mais igualdade”, enfatizou a vice-governadora. 

Segundo a vice-governadora, são diversas as iniciativas do Governo do Estado para a assistência de pessoas com deficiência, entre elas, a criação da Coordenação Estadual de Políticas para o Autismo, a implantação e ampliação dos Nateas (Núcleo de Atendimento ao Transtorno do Espectro Autista) e, em breve, estender esse atendimento paras as Usinas da Paz. 

Para as mães atípicas, além de possibilitar a geração de renda, o CNH Pai D'égua pode oportunizar a aquisição de um veículo para facilitar o deslocamento das famílias durante o tratamento clínico, oferecer mais autonomia, mobilidade e inclusão social para mães que dedicam grande parte de sua rotina ao cuidado de filhos com deficiência.

Alessandra Ferreira

Mãe de duas crianças autistas, a Alessandra Ferreira, de Ananindeua, discursou em nome de todas as beneficiárias presentes e destacou a grandiosidade do programa para a vida das mães atípicas. “Sabemos o caminho longo que seguimos para chegar até aqui. Só nós entendemos o quanto esse momento é importante nas nossas vidas, já que andar de ônibus com nossos filhos para as terapias é complicado, pois eles ficam agitados e pagar corrida de aplicativo nem sempre é possível. Hoje, graças a Deus e ao Governo do Estado, é um começo de uma grande mudança nas nossas vidas”, comentou.

Durante a cerimônia, foram entregues as carteiras para beneficiárias de Belém, Ananindeua e Marituba, primeiros municípios a realizar as inscrições nesta edição especial. “O processo todo foi muito tranquilo, lá em casa além do meu esposo, eu também vou poder dirigir e agora vamos tentar comprar um carro pra facilitar a nossa locomoção para o tratamento clínico do nosso filho”, afirmou a maquiadora e penteadista, Thainara Sobral.

Ana Célia Dias Gomes

Mãe de gêmeos autistas níveis de suporte 1 e 3, a Ana Célia Gomes, também de Ananindeua, afirmou que a CNH abriu portas para que ela possa dirigir o carro da família, oportunidade que não seria possível sem o programa do Governo do Estado. “Nossa, estou muito! Agora, parei de pagar condução e já consigo levá-los para as terapias com tranquilidade. Se eu fosse pagar pela CNH não daria por ser muito caro, então essa carteira é um sonho realizado”, garante. 

A diretora-geral do Detran, Renata Coelho, falou da importância do acompanhamento clínico das pessoas com deficiência e da necessidade de políticas públicas que ajudem as famílias a assegurar o tratamento necessário. “É preciso esse olhar inclusivo do poder público para que as mães não se sintam tão sozinhas em meio a tantas dificuldades. E, nesse sentido, o CNH Pai D'égua veio para ficar, porque se tornou um instrumento de inclusão e oportunidades”.