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HRPA fortalece a saúde pública e reafirma a descentralização da obstetrícia no primeiro nascimento de 2026

Unidade em Redenção garante assistência humanizada e acesso regionalizado às gestantes da Região de Integração Araguaia

Por Governo do Pará (SECOM)
03/01/2026 17h25

O Governo do Pará reforça a regionalização da saúde pública ao garantir assistência obstétrica de qualidade no Hospital Regional Público do Araguaia (HRPA), em Redenção. A unidade iniciou 2026 com o primeiro nascimento registrado no dia 1º de janeiro, reafirmando o papel estratégico do hospital na descentralização dos serviços e no cuidado humanizado às gestantes da Região de Integração Araguaia, sem a necessidade de longos deslocamentos até a capital.

José Miguel foi o primeiro bebê a nascer no HRPA em 2026, após um parto cesariano. A mãe, Ana Melo, de 29 anos, é moradora do município de Cumaru do Norte, localizado a cerca de 94 quilômetros de Redenção. Para ela, a proximidade do atendimento foi fundamental para vivenciar o momento com tranquilidade e segurança.

“Fiquei surpresa com a notícia de o meu filho ser o primeiro bebê de 2026 no hospital. Estou feliz e satisfeita pelo bom atendimento que recebi, que resumo como uma assistência humanizada, com profissionais atenciosos. Realizar o parto do meu bebê na região foi um fator muito positivo, porque a volta para casa será mais rápida, sem transtornos. Não precisarei enfrentar horas de estrada com um recém-nascido, como seria se fosse para a capital”, destacou a puérpera.

O diretor-geral do HRPA, Ricardo Arruda, ressaltou a importância da unidade para ampliar o acesso da população aos serviços de saúde e garantir um cuidado mais próximo e eficiente.

“O HRPA acolhe a população de diversas formas, não apenas proporcionando saúde e bem-estar. Ter um hospital próximo de casa facilita o acesso aos serviços, reduz custos com deslocamento e torna todo o processo mais tranquilo, especialmente para as gestantes. Essa logística contribui para que o parto ocorra de forma mais segura, minimizando possíveis complicações”, afirmou o gestor.

Suporte às mães indígenas

Referência em maternidade na Região de Integração Araguaia, o HRPA realizou, em 2025, um total de 563 partos, entre cesarianas e partos normais. A unidade também se destaca no cuidado voltado aos povos originários, com atendimento a gestantes indígenas das etnias Kayapó e Karajá. No ano passado, foram realizados 19 partos de mulheres indígenas no hospital.

Segundo a gerente de enfermagem do HRPA, Jéssica Machado, o fluxo de atendimento é estruturado para garantir segurança e respeito às especificidades culturais. “As gestantes indígenas de alto risco são incluídas no pré-natal de alto risco. Já as gestantes de risco habitual são acolhidas no HRPA a partir da 36ª semana de gestação. Nesse período, passam por avaliação do médico obstetra e da enfermeira obstetra, com a construção do partograma, possibilitando a realização do parto no hospital. Todos os cuidados do puerpério são oferecidos no centro obstétrico. Assim, as gestantes indígenas da região realizam o parto no HRPA, seja de alto risco ou de risco habitual, por meio da regulação”, explicou.

Texto: Palmer Barros