Mel garante geração de emprego e renda e segurança alimentar

17/03/2015 12h28

Um dos alimentos mais populares do mundo, o mel ajuda a combater tosse, dores de garganta, prisão de ventre e uma série de outros problemas. Age como um antibiótico natural, tem ação antisséptica, antiinflamatória, antioxidante e antimicrobiana, além de ser uma reconhecida fonte de energia. Suas propriedades afastam o risco de desenvolver doenças cardiovasculares, melhoram o desempenho imunológico, o funcionamento intestinal e a digestão. E também garante sustentabilidade, aliando geração de emprego e renda e a segurança alimentar, fomentada pela assistência técnica.

“O Pará é o maior produtor de mel da região Norte e ocupa a décima colocação no ranking nacional, que é encabeçado pelo Rio Grande do Sul. E como há um investimento de associações e cooperativas para a expansão do setor, o estado deverá estar em uma posição de destaque nos próximos 10 anos”, avalia o técnico em agropecuária da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado do Pará (Emater), Wanderley Ribas.

A Emater tem em curso um mapeamento de criadores de abelhas no estado, por meio do Programa Nacional de Georreferenciamento e Cadastro de Apicultores e Meliponicultores. Esse trabalho possibilita o acesso dos apicultores a políticas públicas para o fomento à atividade.

Já estão cadastrados no programa 123 apicultores de Capitão Poço, Santa Bárbara, Bragança, Igarapé-Açu, Bujaru, Castanhal, Ourém, Primavera, Tracuateua e Nova Timboteua, no nordeste paraense. Em 2013, esses produtores foram responsáveis pela geração de 137 toneladas de mel, sendo que Capitão Poço foi o município que mais produziu, com 47 toneladas.

Para o apicultor João Roberto da Silva, da Associação de Criadores de Abelha de Castanhal, o cadastramento no programa garante o controle da atividade e ainda ajuda a dinamizar a cadeia, tanto no aspecto da produção quanto da colheita do mel”. A associação da qual Silva faz parte gera emprego e renda a 18 famílias. 

De acordo com Wanderley Ribas, houve um crescimento da atividade desde 2010, que resultou no aumento da produção de mel em quase 20%. “Isso se deve à inserção dos produtores nos programas de Aquisição de Alimentos (PAA) e de Alimentação Escolar (Pnae) e também pelo trabalho de assistência técnica”, explica.

Além da inserção ao Pnae e ao PAA, 30% dos produtores cadastrados no Programa Nacional de Georreferenciamento e Cadastro de Apicultores e Meliponicultores acessaram recursos para investimento na cadeia produtiva pelo Programa Nacional de Fortalecimento à Agricultura Familiar (Pronaf).

Entre as principais vantagens da apicultura estão a contribuição para a preservação do meio ambiente, a boa rentabilidade da atividade - que não exige um grande investimento de área e utiliza mão de obra familiar - e o fato de que o Pará é um estado que tem disponibilidade de território para a criação de abelhas. “A Emater orienta os produtores no manejo dos enxames, por exemplo, o controle de insetos - como a traça, que destrói os favos - e a distribuição das colméias que deve obedecer a distância de centros populosos e animais em confinamento”, explica o técnico em agropecuária.

De acordo com a Federação de Associações de Apicultores do Pará (Fapic) o estado produz, por ano, mil toneladas de mel, ocupando a liderança de produção na região Norte. O Pará tem três mil produtores de mel e a região nordeste é a principal referência, com destaque para os municípios de Capitão Poço, Viseu e São João de Pirabas.

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Por Redação - Agência PA (SECOM)