'Operação Rastros' prende quatro pessoas por roubo à agência bancária em Igarapé-Miri
Ação foi da Delegacia de Repressão a Roubos a Bancos e Antissequestro (DRRBA), da Polícia Civil
A Delegacia de Repressão a Roubos a Bancos e Antissequestro (DRRBA) da Polícia Civil do Pará cumpriu mandados de prisão temporária e de busca e apreensão contra quatro integrantes de um grupo criminoso investigado pelo roubo a uma agência bancária ocorrido em julho do ano passado, no município de Igarapé-Miri. Deflagrada nos dias 3 e 4 de novembro de 2026, a operação “Rastros” é resultado de uma investigação desenvolvida pela DRRBA e Divisão de Repressão ao Crime Organoizado (DRCO), iniciada após a prisão em flagrante de um dos autores, no próprio dia do crime.
O caso
No dia 14 de julho de 2025, cinco criminosos armados e encapuzados invadiram a residência de um dos vigilantes da agência bancária, renderam a vítima e restringiram a liberdade de seus familiares. Mediante grave ameaça, obrigaram o homem a acompanhá-los até o estabelecimento bancário, onde renderam um segundo vigilante e subtraíram quantia em dinheiro, além de duas armas de fogo, pertencentes à empresa de segurança.
Durante as primeiras diligências, o suspeito foi abordado em frente à sua casa, sendo encontrados em seu poder aproximadamente R$14 mil, como conta o delegado Felipe Castro, responsável pela operação.
“O investigado confessou que o dinheiro era proveniente da divisão dos valores subtraídos da agência bancária e que sua função na ação criminosa consistia em monitorar a movimentação nas proximidades do estabelecimento, alertando os comparsas sobre eventual aproximação das forças de segurança”, informou o delegado.
A partir da prisão, a equipe policial aprofundou as investigações, realizando diligências de campo e análises de informações que possibilitaram identificar outros integrantes da organização criminosa, individualizar suas respectivas funções e reconstruir a dinâmica de planejamento, preparação e execução do roubo. As investigações apontaram a participação de outros quatro indivíduos.
“Os elementos reunidos durante a investigação evidenciaram indícios de divisão de tarefas, planejamento prévio e atuação coordenada entre os investigados, com funções específicas relacionadas à coordenação e comando da ação criminosa, levantamento de informações, vigilância, transporte, fornecimento de ferramentas, apoio logístico e execução direta do roubo”, explicou Felipe Castro.
Diante do conjunto das informações, a polícia solicitou à Justiça a decretação das prisões temporárias e a expedição de mandados de busca e apreensão, medidas que foram cumpridas.
“A operação ‘Rastros’ representa mais uma etapa do trabalho investigativo desenvolvido pela DRRBA/DRCO, voltado à identificação e responsabilização dos integrantes de grupos criminosos especializados em ataques a instituições financeiras no Estado do Pará”, disse o delegado Felipe Castro.
Foram feitos os procedimentos legais, e os suspeitos permanecem à disposição da Justiça. As investigações seguem para identificar outros possíveis envolvidos e esclarecer integralmente a atuação do grupo criminoso.
Texto: Rebeca Reis, estagiária sob supervisão de Jeniffer Terra / Ascom PCPA

