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Hospital de Clínicas mobiliza 106 doadores de sangue em campanha realizada em Belém

Ação em parceria com o Hemopa facilita o acesso à doação, fortalece os estoques de sangue e incentiva a solidariedade entre pacientes, acompanhantes e profissionais de saúde

Por Governo do Pará (SECOM)
20/10/2026 18h49

O Hospital de Clínicas Gaspar Vianna (HC), em Belém, mobilizou 106 doadores de sangue durante uma campanha realizada nesta terça-feira (20), no Serviço de Ambulatório Médico, em parceria com a Fundação Centro de Hemoterapia e Hematologia do Pará (Hemopa). A iniciativa do Governo do Pará buscou ampliar o acesso à doação voluntária e contribuir para o atendimento de pacientes que necessitam de transfusões na rede pública de saúde.

Esta foi a segunda campanha promovida pelo ambulatório do hospital em 2026. A primeira, realizada em maio, registrou 119 doadores. Somadas, as duas mobilizações contabilizaram 225 doadores ao longo do ano.

A iniciativa reforça a importância da doação regular, considerando que uma única bolsa de sangue pode beneficiar até quatro pessoas após o processamento em diferentes hemocomponentes.

Campanha aproxima doação da população

A coordenadora do ambulatório do Hospital de Clínicas, Jaciara Cruz, destacou que a realização da campanha dentro da unidade facilita a participação de pacientes, acompanhantes, familiares e colaboradores.

Segundo ela, o ambulatório recebe diariamente entre 200 e 250 pacientes, o que torna o espaço estratégico para ações de conscientização sobre a importância da doação de sangue.

“É fundamental conscientizar os pacientes durante o atendimento e incentivar a participação nas campanhas realizadas no próprio ambulatório. Dessa forma, facilitamos o acesso à doação, especialmente para acompanhantes, familiares e colaboradores que nem sempre conseguem se deslocar até o Hemopa”, explicou.

Além das campanhas, a equipe do hospital realiza mensalmente atividades de orientação na recepção do ambulatório.

Quem não conseguiu participar da mobilização pode procurar diretamente o Hemopa e informar o código 467, utilizado para identificar as doações vinculadas ao Hospital de Clínicas.

Solidariedade que salva vidas

A enfermeira do Hospital de Clínicas e professora de Enfermagem Milene Tyll ressaltou que a doação de sangue é essencial para pacientes submetidos a procedimentos cirúrgicos e para pessoas com doenças que exigem transfusões frequentes.

“Doar sangue é um ato de amor. É oferecer uma parte de si para alguém que depende dessa doação para viver”, afirmou.

A profissional também destacou a importância de envolver estudantes da área da saúde nas campanhas, incentivando a formação de futuros profissionais comprometidos com a conscientização da população.

Entre os participantes estava Rubi Bragança Corrêa, de 25 anos, estudante de Enfermagem e natural de Altamira, no sudoeste paraense.

Convidada pela professora Milene Tyll, Rubi participou da campanha pela segunda vez como doadora. A primeira doação havia sido realizada em seu município de origem.

“Doar sangue é um ato de compaixão e de cuidado com o próximo”, destacou a estudante.

Para Milene, a participação dos acadêmicos contribui para ampliar o alcance das campanhas e incentivar novas doações.

“Essa corrente do bem é muito importante. Os estudantes podem compartilhar informações e estimular outras pessoas a participar”, ressaltou.

Hemopa orienta sobre critérios para doação

A assistente social do Hemopa, Alice Loureiro, explicou que a doação de sangue é voluntária e que os candidatos devem estar em boas condições de saúde, alimentados e descansados, além de apresentar documento oficial de identificação com foto.

Antes da coleta, todos passam por uma triagem clínica, que avalia as condições de saúde e a aptidão para doar.

Alice também destacou atualizações nos critérios de doação, incluindo os prazos de espera após procedimentos como tatuagem, endoscopia, colocação de piercing, cirurgia bariátrica e procedimentos múltiplos.

Segundo a assistente social, algumas mudanças reduziram os períodos de impedimento temporário, considerando as condições em que cada procedimento foi realizado e os critérios de segurança aplicáveis.

No caso das tatuagens, ela explicou que o prazo pode variar conforme as condições de segurança do estabelecimento.

“Antes, o período de espera era de um ano, depois passou para seis meses. Agora, quando é possível comprovar que a tatuagem foi realizada em local seguro, o prazo pode ser de sete dias. Se não houver essa garantia ou existir alguma dúvida, o período é de quatro meses”, explicou.

A assistente social também mencionou mudanças relacionadas à avaliação de candidatos com mais de 70 anos, ressaltando que a possibilidade de doação depende da análise individual realizada pelos profissionais durante a triagem.

“A pessoa que está em boas condições de saúde pode procurar o Hemopa para receber orientações. As situações específicas são avaliadas durante a triagem, sempre considerando a segurança de quem doa e de quem recebe o sangue”, reforçou.

Gincana Cidadã incentiva participação dos servidores

A campanha também integra a mobilização da 9ª Gincana Cidadã de Doação de Sangue, promovida pelo Hemopa, que reúne órgãos vinculados ao Governo do Pará para incentivar a participação dos servidores e fortalecer os estoques de sangue.

O Hospital de Clínicas é bicampeão da iniciativa, que estimula uma competição solidária entre as instituições participantes.

Durante a gincana, as doações são registradas conforme o órgão indicado pelo participante. O resultado será divulgado próximo ao Dia Nacional do Doador de Sangue, celebrado em 25 de novembro.

Para Alice Loureiro, embora a iniciativa incentive uma disputa saudável entre as instituições, o principal benefício é ampliar a disponibilidade de sangue para os pacientes.

“A parceria entre o Hospital de Clínicas e o Hemopa reforça a importância da doação regular. A participação voluntária contribui para manter os estoques e garantir a continuidade da assistência aos pacientes da rede de saúde”, afirmou.

A mobilização demonstra como a integração entre instituições públicas, profissionais de saúde, estudantes e a comunidade pode fortalecer a cultura da doação voluntária e ampliar as oportunidades de salvar vidas.

Texto: Kelly Barros (Ascom HC)