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VITÓRIA DA VIDA

Paciente do Ophir Loyola celebra a vida após transplante e superação de linfoma

História de Denise Miranda é referência de vitória e esperança no Dia Mundial do Doador de Medula Óssea, celebrado neste sábado (19)

Por Governo do Pará (SECOM)
18/09/2026 09h59

Aos 25 anos, Denise Miranda recebeu o diagnóstico de linfoma (câncer que se origina no sistema linfático, responsável por defender o corpo contra infecções) depois de perceber um caroço endurecido no lado esquerdo do pescoço. O que começou com uma alteração aparentemente localizada deu início a uma longa jornada de exames, quimioterapia e transplante de medula óssea no Hospital Ophir Loyola (HOL), em Belém. Atualmente, aos 30 anos, ela está em remissão completa e celebra uma nova fase da vida.

A história de Denise ganha destaque neste sábado (19), quando é celebrado o "Dia Mundial do Doador de Medula Óssea", data que reforça a importância da doação para pacientes que precisam de um transplante. A compatibilidade entre doador e receptor pode possibilitar o tratamento de doenças graves do sangue, incluindo alguns tipos de leucemias e linfomas.

Diagnóstico e tratamento

O diagnóstico foi um dos momentos mais difíceis para Denise. Depois de exames de sangue, tomografia de tórax e uma biópsia do caroço, veio a confirmação da doença. “Creio que, em 30 anos de vida que tenho hoje, foi a coisa mais difícil de ter ouvido. Lembro de perguntar: ‘Eu vou morrer?’, ‘Não me deixa morrer’, ‘Quero viver tantas coisas ainda, quero casar, quero ser mãe’”, relembra.

No Ophir Loyola, Denise realizou o tratamento quimioterápico e, posteriormente, o transplante de medula óssea. Ela destaca o acompanhamento médico e o acolhimento recebido durante o período. “Eu sou muito grata ao Ophir Loyola. Fiz quimio, tive o acompanhamento exclusivo e humano do douto Thiago Xavier, consegui encaminhamento para o PET Scan pelo SUS, coloquei o cateter para aférese da medula e realizei meu transplante”, conta.

Hematologista e coordenador do Serviço de Transplante de Medula Óssea do HOL, o médico Thiago Xavier, explica que o linfoma é um câncer que se origina nos linfócitos, células responsáveis pela defesa do organismo. A doença tem diferentes tipos e pode apresentar comportamentos distintos, por isso, o tratamento é definido de acordo com as características de cada paciente.

Um dos sinais mais conhecidos é o aumento persistente dos gânglios, popularmente chamados de “ínguas”, principalmente no pescoço, axilas ou virilhas. Febre sem causa aparente, suor noturno intenso, perda de peso sem explicação e cansaço também podem ocorrer. O médico ressalta, porém, que nem toda íngua significa câncer.

“O que merece atenção é um gânglio que permanece aumentado por algumas semanas sem uma causa evidente, continua crescendo ou aparece associado a outros sintomas. Nesses casos, é importante procurar avaliação médica”, orienta.

Um novo começo

O transplante de medula pode ser indicado em situações específicas, de acordo com o tipo de doença e a resposta ao tratamento. Para Denise, o procedimento representou uma nova oportunidade. Após o transplante, ela entrou em remissão completa.

“A vida depois do linfoma é uma vida normal que eu desejei, sonhei, esperei com paciência em Deus. Entrei em remissão completa depois do transplante, noivei, casei com o maior amor que Deus poderia ter me dado, estou trabalhando, tenho minha casa própria e amo a família que estou construindo.”

A experiência também mudou sua maneira de enxergar a vida. Mesmo mantendo acompanhamento médico e convivendo com o receio de uma possível recidiva, ela afirma que passou a valorizar mais cada momento.

“A vida é diferente, jamais vai ser como era. Eu me proíbo de viver e ver a vida como eu vivia e via antes de adoecer. Tem mais sentido agora”, afirma.

Doação de medula

O transplante depende, em determinadas situações, da identificação de um doador geneticamente compatível. No Brasil, os voluntários são cadastrados no REDOME (Registro Brasileiro de Doadores Voluntários de Medula Óssea).

Podem se cadastrar pessoas de 18 a 35 anos, em bom estado geral de saúde. O cadastro é realizado em um hemocentro, com coleta de uma amostra de sangue para identificação genética. Caso seja encontrada compatibilidade com um paciente, o voluntário é chamado para novos exames e avaliação médica. (redome.inca.gov.br)

Para Denise, a mensagem para quem enfrenta a doença é de fé, confiança na medicina e esperança. “Não é nenhum pouco fácil, mas Deus também não prometeu que seria, mas passa, precisa passar. E que bom que passa.”

Texto: Jeferson Höenisch – Ascom HOL