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Ophir Loyola alcança 7ª posição em projeto nacional de oncogenética

Resultado reúne 23 centros participantes e destaca atuação do hospital no mapeamento genético de pacientes com câncer de mama triplo negativo

Por Adaucto Couto (SECOM)
15/09/2026 13h48

Referência em oncologia no Pará, o Hospital Ophir Loyola (HOL) alcançou a 7ª posição entre 23 centros participantes de todo o Brasil em um projeto do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde (Proadi-SUS), vinculado ao Ministério da Saúde. O resultado considera o triênio 2024–2026, período em que foram realizadas 605 triagens e identificados 502 pacientes elegíveis em todo o país.

Convidado a integrar o projeto, o HOL participou de apenas quatro meses da etapa de recrutamento e registrou 21 inclusões, desempenho que garantiu ao hospital a sétima colocação entre os centros participantes.

A iniciativa realiza o mapeamento genético de pacientes com câncer de mama triplo negativo, buscando identificar variantes patogênicas relacionadas à predisposição hereditária à doença. O trabalho também permite o acompanhamento das pacientes pela área de Oncogenética, contribuindo para uma assistência mais personalizada.

O resultado ganha relevância no HOL porque o serviço de Oncogenética foi implantado há cerca de um ano, ampliando a atuação do hospital na área de medicina de precisão e no acompanhamento de pacientes e familiares com possível predisposição genética ao câncer.

Para a oncologista Danielle Feio, coordenadora do projeto no HOL, mais importante que a posição alcançada é a possibilidade de conhecer melhor o perfil genético das pacientes atendidas no Pará.

“Mais do que a posição no ranking, esse resultado nos ajuda a entender melhor o perfil genético das nossas pacientes. Entre as mulheres com câncer de mama triplo negativo incluídas pelo centro, mais de um terço apresentou variante patogênica, sendo a maioria delas mulheres jovens”, destaca.

Segundo a especialista, o desempenho também representa um avanço para a pesquisa em oncogenética no Estado. “Em tão pouco tempo de implantação do serviço de Oncogenética, esse resultado nos traz muita gratidão. Caminhamos, passo a passo, para o crescimento da pesquisa em nosso serviço, aqui no Pará, levando ciência e cuidado genético a mais mulheres da nossa região”, afirma.

O projeto reúne 23 centros de diferentes regiões do país, incluindo instituições paraenses, e tem como foco ampliar o conhecimento sobre as características genéticas de pacientes com câncer de mama triplo negativo. No HOL, a iniciativa fortalece a integração entre pesquisa, oncologia e cuidado genético, contribuindo para o avanço da medicina de precisão na região Norte.

Texto: Jeferson Höenisch – Ascom HOL