Pacientes internados no Hospital Metropolitano recebem acompanhamento psicológico
Serviço integra o plano terapêutico da unidade, que recebe diariamente pacientes vítimas de traumas de média e alta complexidade
Especializado no atendimento a pessoas vítimas de traumas de média e alta complexidade, o Hospital Metropolitano de Urgência e Emergência (HMUE), em Ananindeua, na Região Metropolitana de Belém, também oferece acompanhamento psicológico a pacientes e familiares durante o período de internação.
De janeiro a agosto deste ano já foram registrados 18.424 atendimentos psicológicos. Em 2025, o hospital, que pertence à rede de saúde pública do Pará, ultrapassou 25 mil atendimentos.
Natalia Failache, coordenadora de Psicossocial do HMUE, informa que o serviço é fundamental para pacientes e acompanhantes durante o atendimento hospitalar. Segundo ela, “falar de saúde mental para pessoas que estão enfrentando o período de internação é fundamental para o dia a dia do hospital. Esse acompanhamento permite que o paciente também seja protagonista do próprio tratamento, porque questões emocionais e psicológicas, quando não identificadas e cuidadas, podem impactar negativamente o processo de recuperação”.
Acolhimento - As abordagens psicológicas são realizadas diariamente, e podem ocorrer a partir de demandas identificadas pela equipe assistencial, busca ativa ou por demanda espontânea do paciente ou acompanhante.
Entre as situações que podem necessitar de acompanhamento estão casos de pacientes com ideação suicida, vítimas de violência, pessoas com diagnóstico ou histórico de transtornos psiquiátricos e situações em que o trauma pode resultar em sequelas permanentes.
De acordo com a psicóloga Elzelis Santiago, o trabalho começa no momento da admissão do paciente. “As demandas começam a ser identificadas a partir do pronto atendimento, tanto pela equipe multiprofissional quanto pelo serviço social e pela própria psicologia. Temos psicólogos que atuam na admissão, e contamos com critérios específicos de acionamento, que incluem, por exemplo, vítimas de violência, pacientes psiquiátricos e outras situações que exigem um olhar mais atento para os aspectos emocionais”, explica a especialista.
A assistência também permite que pacientes encontrem um espaço de escuta em meio à rotina hospitalar. É o caso da paciente Diana Rosa, 41 anos, internada no Centro de Tratamento de Queimados (CTQ). Para ela, o suporte psicológico tem sido importante para enfrentar o período de internação. “Eu estava totalmente desacreditada de viver, e o acompanhamento psicológico me ajudou a enfrentar os meus problemas e a me fortalecer”, afirma.
Segundo Diana, o suporte da equipe também ajuda a lidar com os receios relacionados ao tratamento. “Vem me ajudando muito, porque, às vezes, a gente tem medo da cirurgia, de algumas medicações, de muita coisa. Essa equipe ajuda a nos fortalecer em um momento que não é fácil”, acrescenta a paciente.
Estrutura - O Hospital Metropolitano de Urgência e Emergência dispõe de 208 leitos operacionais. A unidade oferece atendimento nas especialidades de traumatologia, cirurgia geral, neurocirurgia, clínica médica, pediatria e cirurgia plástica, esta última voltada exclusivamente para pacientes vítimas de queimaduras. O hospital também conta com leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI).
Texto: Ascom/Sespa

