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Belém reúne mais de 20 mil pessoas no tradicional desfile da Independência do Brasil

Coordenada pelo Exército Brasileiro, com apoio do Governo do Pará, programação lotou a avenida Presidente Vargas

Por Adaucto Couto (SECOM)
07/09/2026 16h10

A avenida Presidente Vargas, em Belém, recebeu, neste dia 7 de setembro, mais de 20 mil pessoas para acompanhar o tradicional Desfile Cívico-Militar, que celebrou os 204 anos da Independência do Brasil. Coordenada pelo Exército Brasileiro, com apoio do Governo do Pará, a programação contou com a presença da governadora do Pará, Hana Ghassan, e dos comandantes da Marinha do Brasil,  do Exército Brasileiro e da Aeronáutica, entre outras autoridades.

O ato começou por volta das 9h e reuniu cerca de 5,8 mil participantes, entre integrantes das Forças Armadas e das forças de segurança estadual e do município de Belém. O desfile contou com carros blindados, esquadrões de motociclistas, cavalaria e tropas a pé, em diferentes formações. Também participaram alunos de escolas públicas e representantes de eixos temáticos da programação deste ano.

Durante os desfiles, a governadora do Pará passou em revista à tropas, conduzida por um blindado do modelo Guarani, do Exército Brasileiro. Ela destacou que o momento é importante para renovar o sentimento de união, de respeito e de esperança dos brasileiros. “No momento que vivemos hoje, temos que, acima de tudo, amar o nosso país e respeitar uns aos outros. Então, viva o Brasil, viva o Estado do Pará”, ressaltou Hana Ghassan.

Um total de 19 instituições civis participaram do desfile. Depois dos desfiles civis, vieram as instituições militares. Entre elas estavam a Marinha do Brasil, o Exército Brasileiro, e a Aeronáutica, além de corporações militares do Estado do Pará.

O general de Exército José Ricardo Vendramin Nunes, atual comandante militar do Norte, avaliou o desfile como “excelente”, e destacou a participação do público. “Foi um desfile bastante ensaiado, com mais de 5 mil pessoas aqui. Todas as tropas, as forças de segurança, as Forças Armadas e entidades civis passaram de maneira impecável. O povo do Pará é diferente. As pessoas ficaram até o final, num desfile longo, mas muito bonito. Parabéns a todos”, avaliou o comandante do Exército, que participou da programação ao lado do comandante do 4º Distrito Naval, o vice-almirante Adriano Marcelino Batista, e do atual comandante do I Comando Aéreo Regional e do Comando Aéreo Norte, o major-brigadeiro do Ar Alvaro Marcelo Alexandre Freixo.

Tradição para famílias - O Desfile Cívico-Militar de 7 de Setembro marca uma das principais celebrações da história do Brasil. A data rememora o processo de Independência do País, ocorrido em 1822, e representa um momento de valorização da história, da identidade nacional e dos símbolos que integram a formação da sociedade brasileira. O momento reúne milhares de pessoas, em eventos que ocorrem também em outras capitais brasileiras, incluindo a capital federal, Brasília (DF).

Para o estudante Mariano Vieira Pascoal, 28 anos, a data merece o prestígio de todos os brasileiros. “A primeira vez que eu participei foi em 2018, quando vim como como militar. E, desde então, venho prestigiar as forças, os guerreiros, que estão muitas vezes servindo porque gostam. Hoje estou com o meu pai. E é uma coisa que a gente sempre gosta de manter em família, bem tradicional”, detalhou.

De verde e amarelo, Miriam Martins, 60 anos, contou que, todos os anos, dedica a manhã do dia 7 de Setembro para assistir ao desfile. Segundo ela, a família mantém a tradição de acompanhar a programação todos os anos. “A gente gosta muito de vir para cá, desse momento. Enquanto estiver viva, vou estar por aqui. Eu gosto de ver o desfile, a Marinha, o Exército, os Bombeiros, de tudo, absolutamente tudo”, afirmou a autônoma.

A pedagoga Fabrícia Dias, 43 anos, contou que participa desde criança. “Diferentemente dos anos anteriores, hoje vai ser melhor, por causa do meu genro, que está desfilando. O coração está a mil. Acompanho desde criança, graças ao meu pai. Eu também já desfilei. Desfilava bastante quando era estudante. É um momento que mexe com a gente, mexe com o emocional, mexe com o sentimento”, emocionou-se Fabrícia.

Forças estaduais - A Polícia Militar do Pará, segunda corporação mais antiga do Brasil, levou ao desfile na avenida Presidente Vargas 530 integrantes dos grupamentos a pé, além de 80 alunos do Centro de Formação e Aperfeiçoamento de Praças (CFAP), e de efetivos dos grupamentos motorizado e da cavalaria. A corporação também levou 35 viaturas, 12 diciclos e a banda de música.

O Corpo de Bombeiros Militar participou com 500 integrantes, distribuídos em 10 pelotões, que representaram os esquadrões de salvamento, combate a incêndios, defesa civil e guarda-vidas. Os militares foram acompanhados ainda por 13 viaturas, utilizadas nas ações de resgate.

A Polícia Civil do Pará também integrou o desfile, com 60 policiais e 24 viaturas, entre elas um veículo blindado, uma unidade da Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam) e outro veículo pertencente ao acervo histórico da Polícia Judiciária.

A Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap) participou com 100 agentes e 10 viaturas. A instituição foi representada pelo Grupo de Ações Penitenciárias (GAP), pelo Comando de Operações Penitenciárias (Cope) e pelo Grupo de Busca e Recaptura (GBR).

Já a Polícia Científica do Pará participou do desfile com 50 servidores e 13  viaturas.

Operação de segurança - Para garantir a segurança do público e organizar o trânsito no entorno do desfile de 7 de Setembro, em Belém, foi realizado um planejamento integrado, durante reunião na sede da Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social (Segup). Ao todo, mais de 800 agentes estaduais e municipais atuaram antes, durante e após a programação, com o apoio de inteligência e tecnologia.

Segundo o titular da Segup, Ed-Lin Anselmo, o planejamento alcançou o objetivo de garantir tranquilidade durante um dos mais importantes momentos da história do Brasil. “Além do policiamento nas ruas, tivemos monitoramento em tempo real e equipes, atuando no ordenamento do trânsito, permitindo uma resposta rápida diante de qualquer necessidade. Podemos dizer que o resultado foi positivo”, avaliou o titular da Segup.

Texto: Diego Monteiro / Segup