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Lamparina Acesa promove acessibilidade na 29ª Feira Pan-Amazônica do Livro e das Multivozes

Projeto da Uepa oferece serviços para ampliar a participação de pessoas com deficiência na programação

Por Adaucto Couto (SECOM)
31/08/2026 15h20

A 29ª Feira Pan-Amazônica do Livro e das Multivozes dedica a programação desta segunda-feira (31) às Vozes da Diversidade e Inclusão. Entre as iniciativas presentes no evento está o Lamparina na Feira, ação do projeto Lamparina Acesa, da Universidade do Estado do Pará (Uepa), que oferece serviços de acessibilidade para pessoas com deficiência e mobilidade reduzida durante a programação no Hangar.

O Lamparina Acesa Literatura Acessível desenvolve oficinas voltadas à área da deficiência visual. Uma das ações do projeto é o Lamparina na Feira, realizado em parceria com a Secretaria de Estado de Cultura (Secult), que disponibiliza profissionais para acompanhar pessoas com deficiência durante a visita à Feira Pan-Amazônica do Livro.

Segundo a coordenadora do projeto, Joana Martins, os serviços são oferecidos de acordo com a necessidade de cada visitante. Pessoas surdas, por exemplo, podem contar com um profissional para acompanhá-las durante a visita, enquanto pessoas com deficiência visual têm à disposição o acompanhamento de guia-vidente. O projeto também oferece cadeiras de rodas para quem chega ao evento com mobilidade reduzida.

Na Arena Multivozes, a acessibilidade também integra a programação, com serviços de audiodescrição e interpretação em Libras. A iniciativa busca proporcionar ao público acesso às atividades realizadas no espaço.

A professora Elisandra Vilhena, que tem deficiência visual e frequenta a Feira do Livro há vários anos, destaca a diferença proporcionada pelo acompanhamento durante a visita. “A gente percebe a diferença na nossa locomoção, em ter esse apoio para andar aqui dentro, para escolher os livros que a gente quer comprar. Garante a nossa acessibilidade e a nossa inclusão”, afirma.

Neste ano, o Lamparina Acesa completa dez anos de atuação. Para Joana, a continuidade do projeto reforça a importância de tornar o evento acessível a diferentes públicos. “É permitir que pessoas com deficiência ou com mobilidade reduzida possam aproveitar uma feira literária como as demais pessoas que não têm nenhuma deficiência”, destaca.

Os serviços de acessibilidade são gratuitos e ficam disponíveis durante os nove dias da Feira.

Texto: Ascom/Uepa