Tesouro Nacional aponta Pará com solidez fiscal em 2026
Dados constam no Relatório Resumido de Execução Orçamentária (RREO em Foco) divulgado em agosto pela Secretaria do Tesouro Nacional (STN)
De acordo com o Relatório Resumido de Execução Orçamentária (RREO em Foco), divulgado em agosto pela Secretaria do Tesouro Nacional (STN), o Pará manteve desempenho fiscal positivo no primeiro semestre de 2026, com crescimento das receitas, controle das despesas e capacidade de investimento.
As receitas correntes do Estado alcançaram R$ 26,31 bilhões, um crescimento de 12% em relação ao mesmo período de 2025. As despesas correntes totalizaram R$ 21,74 bilhões,com alta de 9%.
O Pará obteve um resultado orçamentário superavitário de R$ 3,57 bilhões, equivalente a 15% da Receita Corrente Líquida (RCL). A poupança corrente, que mostra a capacidade do governo financiar investimentos com recursos próprios, atingiu 19,7% da RCL no período.
Cerca de 58% das receitas correntes do Pará são provenientes de arrecadação própria, e 42% decorrem de transferências da União, refletindo uma base arrecadatória menos dependente de recursos externos, aponta o documento da STN. Em seis meses o Estado destinou 7% da receita total para investimentos públicos, e manteve as despesas com pessoal, relativa a todos os Poderes, em 44% da receita total.
O Estado teve uma variação de 8% na Dívida Consolidada, e quitou aproximadamente 76% dos restos a pagar inscritos no início do exercício, mostrando o compromisso com a redução de passivos e a regularidade dos pagamentos.
Gestão financeira - O Pará apresenta apenas 2% de obrigações financeiras pendentes em relação à receita total, um dos menores índices entre os estados brasileiros. As despesas pagas alcançaram 86% da receita total.
A Secretaria do Tesouro Nacional mede a solidez fiscal dos Estados e Municípios por três indicadores: Poupança Corrente, Liquidez e Nível de endividamento. O Pará é o terceiro Estado brasileiro menos endividado, com 12% da RCL. Ao final de 2025, a dívida consolidada bruta do Estado era de R$ 10,3 bilhões, para uma Receita Corrente Líquida de R$ 44,7 bilhões, um nível de endividamento de 23,07%, muito distante dos 200% do estabelecido na Lei de
Responsabilidade Fiscal (LRF).
Secretário da Fazenda (Sefa), René Sousa Júnior avalia que o resultado é fruto do esforço da equipe de governo. "O Pará mantém um cenário de equilíbrio fiscal e crescimento das receitas, mostrando capacidade de investimentos, e com isso está apto a realizar e sustentar ações voltadas ao desenvolvimento socioeconômico estadual”.
O secretário esclareceu que o Pará continua com as contas equilibradas e deu, como exemplo, a dívida consolidada. “Em 2018, a dívida era de R$ 4,1 bilhões, e em 2025 somou R$ 10,3 bilhões. Em compensação, a Receita Corrente Líquida (RCL), que era de R$ 18,8 bilhões em 2018, passou para R$ 44,7 bilhões em 2025. O percentual de endividamento do estado era de 21,86% em 2018, e passou para 23,07% em 2025. Uma diferença percentual pequena”, conclui o titular da Sefa.
O Relatório de Gestão Fiscal (RGF) em Foco, da STN, do primeiro quadrimestre de 2026 registra que o Estado do Pará tem o terceiro menor grau de endividamento entre os estados: R$ 10,9 bilhões de Dívida Consolidada Bruta para uma RCL de R$ 44,7 bilhões, representando 23,33% da RCL, atrás somente do Maranhão com 23,02% e Mato Grosso do Sul com 11%.

