Fapespa promove workshop para ampliar cooperação científica em bioeconomia
Evento teve a parceria da Fundação Araucária, do Paraná, e reuniu pesquisadores e representantes institucionais dos dois estados
A Fundação Amazônia de Amparo a Estudos e Pesquisas (Fapespa) e a Fundação Araucária, do Paraná, realizaram, nesta terça-feira (25), o “Workshop Fapespa e Fundação Araucária: Interfaces para Pesquisa Colaborativa em Bioeconomia”. O encontro ocorreu no Parque de Ciência e Tecnologia Guamá, em Belém, e reuniu pesquisadores, gestores e representantes de instituições de ciência, tecnologia e inovação (ICTs) dos dois estados.
A iniciativa objetivou aproximar os ecossistemas de ciência, tecnologia e inovação do Pará e do Paraná e promover o diálogo sobre possibilidades de cooperação científica voltadas à bioeconomia. Ao longo da programação, os participantes discutiram temas de interesse comum, oportunidades de desenvolvimento de pesquisas colaborativas e estratégias para o fortalecimento de redes de pesquisadores e instituições.
“As fundações de amparo à pesquisa trabalham em nível estadual. Quando você aproxima as duas fundações, você traz uma possibilidade imediata de fortalecer uma rede interestadual e com isso desenvolver projetos mais robustos, com muito mais sustentabilidade financeira e de infraestrutura”, destaca Marcel Botelho, presidente da Fapespa.
Quando se fala em ciência e tecnologia, a cooperação entre regiões ganha destaque. Por isso, o workshop desta terça-feira também marca a cooperação entre as duas instituições. “Nós vamos, inclusive, lançar uma chamada com recursos da Fapespa e da Araucária para fazer com que os pesquisadores paraenses e paranaenses possam desenvolver projetos comuns de pesquisa. Vamos iniciar agora e temos a certeza absoluta de que, nos próximos anos, isso vai crescer”, destaca Ramiro Wahrhaftig, Diretor-presidente da Fundação Araucária.
Cooperação para a bioeconomia
Um dos principais temas discutidos durante o workshop foi a construção de subsídios para uma futura chamada pública conjunta entre a Fapespa e a Fundação Araucária, direcionada à área de bioeconomia.
As discussões permitiram ouvir pesquisadores e representantes das instituições participantes sobre demandas, potencialidades e temas estratégicos que poderão orientar a elaboração da futura chamada. A iniciativa busca estimular o desenvolvimento de projetos de pesquisa em parceria e ampliar a integração entre os ecossistemas de ciência, tecnologia e inovação do Pará e do Paraná.
“Nós temos aqui uma situação bem interessante, porque são estados com uma diversidade muito grande. Então, trazer essas pessoas que têm expertises diferentes fortalece o grupo. Essa diversidade ela é fundamental para você achar soluções complexas para os problemas complexos da Amazônia”, destaca Marcel Botelho.
A aproximação entre Pará e Paraná também possibilita o compartilhamento de conhecimentos, experiências e capacidades institucionais em uma área considerada estratégica para o desenvolvimento sustentável e para a geração de novas oportunidades a partir da biodiversidade e dos recursos naturais.
Integração entre instituições
Com caráter técnico e direcionado a convidados, o workshop proporcionou um espaço de diálogo entre pesquisadores, gestores e representantes de instituições de ciência, tecnologia e inovação. As discussões contribuíram para identificar possibilidades concretas de atuação conjunta e fortalecer conexões entre pesquisadores e instituições dos dois estados.
“Temos possibilidades de avanços para o Pará com editais de fomento que possam trazer uma resposta científica para as cadeias produtivas, a produção de bioeconomia e a geração de emprego e renda, aliados ao saber da ciência”, considera a professora Tatiana Bahia, diretora de pesquisa da Universidade do Estado do Pará (UEPA).
A realização do workshop integra os esforços da Fapespa para fortalecer parcerias institucionais e ampliar a cooperação científica, tecnológica e de inovação, aproximando pesquisadores paraenses de redes e oportunidades de colaboração em âmbito nacional.
Ao final do encontro, as contribuições apresentadas pelos participantes foram reunidas como subsídios para os próximos encaminhamentos relacionados à construção da futura chamada pública conjunta em bioeconomia. A iniciativa representa mais um passo na articulação entre os dois estados e na busca por novas oportunidades de cooperação científica e tecnológica. “Acredito que este é um momento de muito proveito e aprendizado para todos nós e que avançaremos em novas oportunidades”, relata Tatiana Bahia.

