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AGOSTO BRANCO

Ophir Loyola alerta para a importância da prevenção e do diagnóstico precoce do câncer de pulmão

Hospital reforça conscientização sobre o tabagismo como principal fator de risco e destaca sinais de alerta para buscar atendimento precoce

Por Roberta Paraense (SECOM)
25/08/2026 15h56

O mês de agosto é marcado pelo Agosto Branco, campanha nacional de conscientização sobre o câncer de pulmão. A iniciativa busca ampliar o conhecimento da população sobre os fatores de risco, os sinais de alerta, a prevenção e a importância do diagnóstico precoce, que pode aumentar as possibilidades de tratamento com intenção curativa.

Segundo o Instituto Nacional de Câncer (Inca), são estimados 35.380 novos casos de câncer de pulmão por ano no Brasil para o triênio 2026–2028. Desse total, aproximadamente 18.730 devem ocorrer em homens e 16.650 em mulheres. O câncer de pulmão está entre os tipos mais incidentes no País, ocupando a terceira posição entre os homens e a quarta entre as mulheres, quando não são considerados os cânceres de pele não melanoma. 

Em 2023, a doença foi responsável por 31.237 mortes no Brasil, de acordo com dados do Inca. Apesar da gravidade, parte dos fatores associados ao desenvolvimento da doença pode ser evitada, principalmente aqueles relacionados ao consumo de produtos derivados do tabaco. 

Tabagismo é o principal fator de risco

O tabagismo é considerado pelo Inca o principal fator de risco para o desenvolvimento do câncer de pulmão. Cerca de 85% dos casos diagnosticados estão associados ao consumo de derivados do tabaco. A exposição passiva à fumaça também aumenta o risco. Além disso, fatores ambientais e ocupacionais podem contribuir para o desenvolvimento da doença, como a exposição a poluentes e substâncias carcinogênicas. 

Para a médica oncologista do Hospital Ophir Loyola, Danielle Feio, a prevenção começa principalmente pela redução da exposição ao tabaco. “A prevenção do câncer de pulmão passa, antes de tudo, pelo controle da exposição ao tabaco. Cerca de 85% dos casos diagnosticados estão associados ao tabagismo, segundo o INCA, e isso inclui não só quem fuma, mas quem convive diariamente com a fumaça de terceiros”, destaca. 

A especialista destaca ainda que a prevenção não se limita ao cigarro convencional. Exposições ocupacionais e ambientais também devem ser consideradas, especialmente para pessoas que têm contato frequente com substâncias como asbesto, sílica e radônio. “Quem trabalha exposto a esses agentes precisa de acompanhamento diferenciado”, explica Danielle.

Diagnóstico precoce pode fazer diferença

Um dos principais desafios relacionados ao câncer de pulmão é que a doença pode não apresentar sintomas nas fases iniciais. Por isso, a atenção a alterações persistentes na saúde respiratória é fundamental.

Entre os principais sinais de alerta estão tosse persistente ou que muda de característica, tosse com sangue, falta de ar progressiva, dor no peito, rouquidão persistente, perda de peso sem causa aparente e infecções respiratórias de repetição.

De acordo com Danielle Feio, a presença desses sintomas não significa necessariamente que a pessoa tenha câncer, mas deve ser motivo para avaliação médica quando persiste. “Nenhum desses sintomas, isoladamente, significa câncer. Mas quando persistem por mais de duas ou três semanas, especialmente em pessoas com histórico de tabagismo, merecem investigação médica, não para gerar pânico, mas porque diagnóstico precoce muda diretamente o prognóstico”, informa.

O diagnóstico em fases iniciais pode ampliar as possibilidades de tratamento. Segundo o INCA, apenas uma parcela dos casos é identificada em estágio localizado, fase em que as chances de sobrevida são maiores. 

Rastreamento para pessoas de alto risco

Além da atenção aos sintomas, a médica chama atenção para o rastreamento de pessoas que apresentam maior risco para desenvolver a doença.

“Para pacientes de alto risco, em geral, entre 50 e 80 anos, com carga tabágica significativa, equivalente a 20 maços-ano ou mais, fumantes atuais ou que pararam há menos de 15 anos, a tomografia de tórax de baixa dose de radiação, feita anualmente, é capaz de detectar lesões em estágio inicial, antes mesmo dos sintomas aparecerem”, explica.

A orientação reforça que o rastreamento não deve ser realizado indiscriminadamente por toda a população. A indicação deve considerar o histórico individual e ser avaliada por um profissional de saúde.

Informação também é uma forma de prevenção

Para a oncologista, o Agosto Branco tem papel importante ao aproximar a população das informações sobre uma doença que ainda apresenta números expressivos no país. “O Agosto Branco cumpre um papel que vai além da divulgação de estatísticas: ele aproxima um tema técnico da vida real das pessoas”, observa. 

A campanha também ajuda a combater a ideia de que o câncer de pulmão é uma doença inevitável. Para Danielle, informação e acesso ao cuidado podem contribuir para que o paciente procure atendimento mais cedo. “Campanhas como essa ajudam a desconstruir esse fatalismo. Elas reforçam que existe prevenção possível, que existe rastreamento para quem tem risco elevado, e que buscar um médico diante de sintomas persistentes não é exagero, é cuidado”, afirma. 

No Hospital Ophir Loyola, referência em atendimento oncológico pelo Sistema Único de Saúde no Pará, a conscientização também está relacionada à ampliação do acesso à informação e ao cuidado. “Cada campanha de conscientização é também uma ferramenta de equidade em saúde: quanto mais cedo a informação chega, mais cedo o diagnóstico acontece, e maiores são as chances de um tratamento com intenção curativa dentro do próprio sistema público”, finaliza a médica.

Fique atento aos principais fatores de risco:

Tabagismo;

Exposição passiva à fumaça do cigarro;

Poluição atmosférica;

Exposição ocupacional a substâncias carcinogênicas;

Histórico familiar e determinados fatores genéticos.

Sinais de alerta

Tosse persistente ou mudança no padrão da tosse;

Tosse com sangue;

Falta de ar progressiva;

Dor no peito;

Rouquidão persistente;

Perda de peso sem causa aparente;

Infecções respiratórias recorrentes.

Diante de sintomas persistentes, especialmente em pessoas com histórico de tabagismo ou outros fatores de risco, a recomendação é procurar um serviço de saúde para avaliação profissional.

Durante o Agosto Branco, o Hospital Ophir Loyola reforça seu compromisso com a conscientização sobre o câncer de pulmão, destacando a importância da prevenção, da atenção aos sinais de alerta e da busca por atendimento médico. A iniciativa também contribui para ampliar o acesso à informação e fortalecer a conscientização sobre o diagnóstico precoce e o tratamento da doença pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

Texto: Ascom do Hospital Ophir Loyola