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SEGURANÇA PÚBLICA

Polícia Civil prende dupla suspeita de adulterar placa veicular, em Belém

Presos são investigados por integrar um esquema de fabricação e comercialização clandestina de placas de veículos

Por Jeniffer Terra (PC)
25/08/2026 12h45

A Polícia Civil do Pará, por intermédio da Delegacia de Repressão a Roubos e Furtos de Veículos Automotores (DRRFVA), cumpriu dois mandados de prisão preventiva e um de busca e apreensão em desfavor de um homem e uma mulher investigados por integrar, juntamente com outros envolvidos, um esquema de fabricação e comercialização clandestina de placas de identificação veicular. A prisão aconteceu na última segunda-feira (24), em Belém.

De acordo com o delegado Lincoln Vruck, titular da DRRFVA, as investigações tiveram início após denúncia formal encaminhada pelo Departamento de Trânsito do Pará (Detran). A denúncia apontou a existência de produção e comercialização irregular de placas no antigo padrão nacional, popularmente conhecido como “placa cinza”.

“As apurações apontaram que a mulher atuava como intermediária na comercialização das placas produzidas clandestinamente, mantendo contato com interessados e encaminhando as demandas para confecção. Já o homem era responsável pela empresa e teria papel central na fabricação das placas. O esquema contava, ainda, com a participação de outros intermediários, entre eles chaveiros e despachantes”, afirmou Vruck.

Embora o estabelecimento fosse credenciado pelo Detran para a estampagem regular de Placa de Identificação Veicular (PIV) no padrão Mercosul, as investigações indicaram que, paralelamente à atividade autorizada, eram confeccionadas e distribuídas, de forma clandestina, novas placas no antigo padrão cinza, à margem dos procedimentos oficiais de autorização, controle e rastreabilidade.

“A produção clandestina permitia a criação de novos identificadores físicos de veículos sem observância dos mecanismos de segurança e controle previstos na regulamentação, inclusive fora dos registros do sistema oficial de estampagem, além de representar um risco relevante à segurança pública, uma vez que identificadores produzidos fora dos mecanismos oficiais de controle e rastreabilidade podem, em tese, ser empregados para dificultar a identificação de veículos, ocultar a origem de automóveis roubados ou furtados ou facilitar a utilização de veículos na prática de outros crimes", continuou.

Os presos foram localizados após diligências investigativas e conduzidos para a unidade policial. Após a realização dos procedimentos legais cabíveis, eles estão à disposição da Justiça.

"Ambos são investigados pelas condutas apuradas sob a perspectiva do Artigo 311 do Código Penal, que criminaliza a adulteração, remarcação ou supressão, sem autorização do órgão competente, de número de chassi, monobloco, motor, placa de identificação ou qualquer outro sinal identificador de veículo automotor, de seus componentes ou equipamentos", finalizou o delegado Lincoln Vruck.

Texto: Jacqueline Costa, estagiária sob supervisão de Jeniffer Terra (Ascom PCPA).