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AGOSTO LILÁS

Polícia Civil realiza mutirão de oitivas de testemunhas e investigados em Belém e Ananindeua

A iniciativa contribuiu para a conclusão de quase 900 inquéritos policiais que envolvem mulheres em situação de violência

Por Roberta Paraense (SECOM)
24/08/2026 19h33

As Delegacias Especializadas no Atendimento à Mulher (Deams) dos municípios de Belém, incluindo o distrito de Icoaraci, e Ananindeua, realizaram, nos dias 22 e 23 de agosto, uma ampla operação de oitiva de testemunhas e investigados, a fim de dar continuidade, com maior celeridade, às investigações de crimes praticados contra mulheres. Mais de 1.800 pessoas foram ouvidas pelas equipes das unidades especializadas, na Região Metropolitana de Belém.

A iniciativa contribui para a conclusão de quase 900 inquéritos policiais, fortalecendo a resposta da Polícia Civil do Pará às mulheres em situação de violência.

Segundo a delegada Emanuela Amorim, titular da Diretoria de Atendimento a Grupos Vulneráveis (DAV), a megaoperação integra as ações da campanha Agosto Lilás, dedicada à conscientização e ao enfrentamento da violência contra mulheres.

“Testemunhas e investigados foram previamente intimados a comparecerem na unidade policial para que fossem colhidos seus depoimentos. Durante os dois dias de ação, as equipes policiais das unidades de Belém, Icoaraci e Ananindeua puderam dar seguimento aos procedimentos policiais que investigam violência de gênero”, informou.

De acordo com a delegada Caroline Batista, titular da Deam Belém, a mobilização possibilitou a concentração de efetivo para agilizar os procedimentos policiais. “A realização das oitivas promove um significativo avanço na instrução dos procedimentos, na coleta de elementos necessários à elucidação dos fatos e à conclusão dos respectivos inquéritos”, explicou.

Compromisso - A Polícia Civil do Pará é comprometida com o enfrentamento à violência doméstica e familiar contra o público feminino, com a efetividade da investigação criminal e a prestação de um atendimento rápido e qualificado às vítimas.

“Esses mutirões agilizam o nosso trabalho e permitem com que possamos dar uma resposta mais rápida e eficaz às mulheres em situação de violência, remetendo ao Poder Judiciário os inquéritos que foram instaurados nas nossas unidades”, ressaltou a delegada Andreyza Teixeira, titular da Deam Ananindeua. 

Texto: Rebeca Reis, estagiária, sob supervisão de Jeniffer Terra - Ascom/PCPA