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Encontro Regional fortalece Educação Permanente e integração dos serviços de saúde no Marajó

Promovido pelo 7º Centro Regional de Saúde da Sespa, evento reúne profissionais de municípios marajoaras para discutir protocolos assistenciais, qualificação das equipes e estratégias para aprimorar o atendimento no SUS

Por Adaucto Couto (SECOM)
24/08/2026 13h58

A Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa), por meio do 7º Centro Regional de Saúde, realiza hoje (24) e amanhã (25), em Belém, o I Encontro Regional de Educação Permanente na Saúde – Marajó I. O evento acontece no auditório da Secretaria de Meio Ambiente e reúne profissionais que atuam na Atenção Primária à Saúde (APS), Vigilância em Saúde e Educação Permanente nos municípios da região.

A mesa de abertura do encontro contou com a participação de Iane Guimarães, Coordenadora da Educação na Saúde do 7º CRS – Marajó I; Raquel Gomes, representando a direção do 7º CRS; Michelle Pena, enfermeira e representante da Coordenação de Educação na Saúde do nível central da Sespa; e Raimundo Sena, médico e apoiador do Conselho de Secretarias Municipais de Saúde do Pará (Cosems-PA).

A programação tem como objetivo fortalecer a Educação Permanente em Saúde como ferramenta para qualificar os profissionais e aprimorar os serviços oferecidos à população pelo Sistema Único de Saúde (SUS). O encontro também busca ampliar a integração entre diferentes áreas da saúde e promover o alinhamento dos protocolos assistenciais e dos fluxos de atendimento nos municípios.

O evento reúne cerca de 45 participantes, de nove municípios do Marajó: Afuá, Cachoeira do Arari, Chaves, Muaná, Ponta de Pedras, Salvaterra, Santa Cruz do Arari, São Sebastião de Boa Vista e Soure e também servidores do 7º CRS. O público é composto por coordenadores de Atenção Primária e de Vigilância em Saúde, além de profissionais qualificados para atuar na Educação Permanente local.

Para a Coordenadora de Educação na Saúde do 7°CRS, Iane Guimarães, o encontro foi pensado justamente para aproximar áreas que precisam atuar de forma articulada no enfrentamento aos problemas de saúde de cada território. “O evento vem com a necessidade de fortalecer essa articulação, esse caminhar conjunto da Atenção Primária com a Vigilância em Saúde, dentro do contexto da Educação Permanente. Quando cada área desenvolve seu trabalho de forma separada, a resposta aos agravos também é diferente. Queremos que esses profissionais possam planejar e executar juntos as ações, buscando respostas mais efetivas para as necessidades dos municípios”, explicou Iane.

A coordenadora destaca ainda que a programação possibilita a atualização dos participantes sobre protocolos assistenciais. “Existem protocolos para diferentes agravos, mas, para que eles funcionem da melhor forma possível dentro dos municípios, é necessário que Atenção Primária e Vigilância planejem e executem as ações de maneira integrada”, acrescentou.
A proposta do evento  é também identificar e fortalecer profissionais que possam atuar como referências da Educação Permanente nos municípios do Marajó I. Dessa forma, o conhecimento compartilhado durante o encontro poderá ser multiplicado nas equipes locais e incorporado aos processos de trabalho dos serviços de saúde.

Entre os participantes está a enfermeira Patrícia Quaresma, do município de Afuá. Para ela, a iniciativa contribui para fortalecer não apenas a atuação dos profissionais, mas toda a rede de saúde da região. “É de suma importância aprimorar a rede de saúde do município e também da região, fortalecendo a Educação Permanente e os núcleos responsáveis por esse trabalho. A proposta é atuar de forma integrada, envolvendo Atenção Primária, Vigilância em Saúde, rede especializada, conselhos e os demais serviços. Quem participa também assume a responsabilidade de ser multiplicador desse conhecimento no município”, afirmou Patrícia.

A profissional ressalta que a qualificação ganha importância ainda maior diante das particularidades geográficas do Marajó, onde as grandes distâncias e as dificuldades de deslocamento fazem parte da rotina das equipes. Por isso, ampliar a capacidade dos próprios municípios para desenvolver ações de Educação Permanente contribui para fortalecer a assistência nos diferentes territórios.

O coordenador da Atenção Primária à Saúde de Ponta de Pedras, Frank Fernandes, também destaca que a integração entre os setores pode gerar resultados concretos na assistência prestada à população. “O evento é importante para fomentar a integração entre a Vigilância em Saúde e a Atenção Primária, com enfoque na Educação Permanente. Ao mesmo tempo em que os profissionais recebem capacitação e qualificação, isso se reflete na comunidade, com uma assistência mais qualificada. Essa integração permite aprimorar os processos de trabalho e alcançar resultados mais efetivos para os trabalhadores e para os usuários”, destacou.

Ao longo dos dois dias, os participantes discutem os dispositivos da Educação Permanente em Saúde, gestão do trabalho e protocolos assistenciais relacionados a diferentes áreas da assistência e da vigilância. A programação desta segunda-feira (24) inclui atividades sobre Educação Permanente e Gestão do Trabalho, além de protocolos assistenciais, com abordagem de temas como Teste do Pezinho e atendimento em situações de violência contra crianças e adolescentes. Na terça-feira (25), o encontro prossegue com discussões sobre o panorama da Vigilância em Saúde no Marajó, protocolo de vigilância da raiva, estudo de caso, apresentação de experiências exitosas e uma roda de conversa envolvendo Atenção Primária, Vigilância em Saúde e Educação Permanente.

Com a realização do primeiro encontro regional dedicado ao tema, o 7º CRS busca consolidar a Educação Permanente como parte do cotidiano dos serviços, aproximando gestão e profissionais e estimulando a construção conjunta de soluções adequadas à realidade dos municípios do Marajó I. A estratégia parte do princípio de que a qualificação contínua das equipes e a integração dos diferentes setores da saúde contribuem diretamente para melhorar os processos de trabalho e a assistência oferecida aos usuários do SUS.

Texto: Giullianne Dias – Ascom Sespa