Show ‘Somos Pará’ celebra patrimônio histórico no centenário Theatro da Paz
Evento gratuito teve apresentações da Amazônia Jazz Band e convidados, para marcar o Dia Nacional do Patrimônio Histórico e Cultural
O show “Somos Pará”, em celebração ao Dia Nacional do Patrimônio Histórico e Cultural, no palco do centenário Theatro da Paz, em Belém, nesta segunda-feira (17), foi dedicado à valorização e preservação da memória e da cultura paraense.
O secretário de Estado de Cultura, Bruno Chagas, enfatizou a importância da celebração da data em uma das casas de espetáculos mais antigas e importantes do País. “Esta noite representa, para nós, um momento muito especial de abrir às portas deste monumento, o Theatro da Paz, para que o público possa desfrutar deste espaço e celebrar o Dia do Patrimônio Histórico e Cultural. É muito importante democratizar o acesso à cultura e permitir que a nossa população tenha, cada vez mais, contato com esta casa de espetáculos tão importante”, disse o titular da Secult (Secretaria de Estado de Cultura).
“No Dia do Patrimônio tivemos programações e abrimos as portas de todos os nossos museus para que a população pudesse entrar, visitar e conhecer um pouquinho mais do nosso Estado”, completou o secretário.
Atrações - O evento contou com apresentações da Amazônia Jazz Band e convidados, como Fafá de Belém, Nazaré Pereira, Banda Sayonara, Pinduca e Banda Warilou. Devido à grande procura do público, foi realizada sessão extra às 21h.
A servidora pública Márcia Braga, 52 anos, assistiu ao show ao lado das amigas. “Eu tô empolgada, porque eu adoro os ritmos paraenses, principalmente a Fafá de Belém e Amazônia Jazz Band. Já participei de outros eventos aqui, e acho legal também a questão da gratuidade”, reforçou a servidora.
Conquista - Para a superintendente do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) no Pará, Cristina Nunes, o evento representa muito mais que uma celebração; é uma conquista para toda a região Norte. “A gente precisa mostrar para o mundo que a Amazônia existe, que a Amazônia constrói com a sua população, e que a Amazônia constrói cultura acima de tudo”, enfatizou Cristina Nunes.
A jornalista Joyce Oliveira, 23 anos, levou o irmão, Murilo Gabriel, 18 anos, pela primeira vez ao Theatro da Paz, o que tornou a experiência ainda mais significativa. “Eu costumo frequentar o Theatro. Foi a oportunidade de trazer o meu irmão mais novo. É a primeira vez que ele vem ao Theatro, nunca assistiu às apresentações da Amazônia Jazz Band e dos artistas paraenses que vão estar se apresentando. Achei que fosse uma boa oportunidade de integrá-lo”, contou Joyce.
Para Murilo, a experiência ficará para sempre na memória. “Além de ser a minha primeira vez aqui, é bom ter contato com algo que foge da minha rotina. A entrada franca é uma boa oportunidade de aproximar as pessoas do nosso patrimônio cultural, para que todos tenham noção do que é”, completou.
O Dia Nacional do Patrimônio Histórico e Cultural também foi celebrado em outros equipamentos culturais do Estado. Os museus e memoriais abriram as portas, excepcionalmente nesta segunda-feira, com entrada franca, além da gratuidade nas visitas guiadas ao Theatro da Paz.
Texto: Yasmin Costa - Ascom/Secult

