Polícia Civil realiza operação em Belém contra suspeito de crimes de ódio e ameaças na internet
Ação apreendeu equipamentos eletrônicos para investigar a divulgação de mensagens discriminatórias e intimidações nas redes sociais
A Polícia Civil do Pará, por meio da Delegacia de Combate aos Crimes Discriminatórios e Homofóbicos (DCCDH), deflagrou, nesta quarta-feira (5), a operação “Anteparo”, destinada ao cumprimento de um mandado de busca e apreensão domiciliar no âmbito da investigação que apura a prática dos crimes de ameaça e discriminação, em Belém.
A medida cautelar foi deferida após representação da autoridade policial diante de elementos que indicam a utilização de redes sociais e aplicativos de mensagens para a divulgação reiterada de manifestações de cunho homofóbico, racista e discriminatório, além de ameaças e exibição de armamentos.
“Realizamos as diligências nas primeiras horas da manhã, quando demos cumprimento integral do mandado judicial. Durante a ação policial, foram apreendidos aparelhos eletrônicos de interesse para a investigação, que serão submetidos à extração e análise de dados, conforme autorização judicial, para obtermos elementos probatórios que contribuam para o esclarecimento dos fatos e para o regular prosseguimento do inquérito policial”, detalhou o delegado Janilson Gomes, responsável pelo caso.
A operação “Anteparo” reflete a atuação preventiva e qualificada da Polícia Civil do Estado do Pará diante de situações que possam representar risco à integridade física de pessoas e à ordem pública, especialmente quando associadas à propagação de discursos de ódio, discriminação e ameaças de violência.
“A ação reafirma o compromisso institucional da Diretoria de Atendimento a Grupos Vulneráveis e da Delegacia de Combate aos Crimes Discriminatórios e Homofóbicos com a proteção dos direitos fundamentais, a repressão aos crimes motivados por preconceito e a responsabilização dos autores, observados o devido processo legal e as garantias constitucionais”, finalizou Gomes.
As investigações policiais seguem para a responsabilização dos envolvidos no crime.
Texto: Rebeca Reis, estagiária sob supervisão de Jeniffer Terra/Ascom PCPA

