Comércio Varejista sofre recuo no primeiro trimestre de 2015

08/06/2015 17h05

O aumento das taxas de juros, a elevação de impostos e o crescimento da inflação foram alguns dos principais fatores que influenciaram para diminuição do consumo, no primeiro trimestre deste ano em âmbito nacional. Somente no setor varejista, a retração nas vendas atingiu 17 estados brasileiros, tendo a média nacional variado negativamente em 0,8%. Isso é o que revela o Boletim do Comércio Varejista Paraense do primeiro trimestre de 2015, elaborado pela Fundação Amazônia de Amparo a Estudos e Pesquisas do Pará (Fapespa), com base nas informações da Pesquisa Mensal do Comércio do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (PMC/IBGE).

Outros fatores como os reajustes nos preços dos combustíveis e da energia elétrica e a elevação do endividamento e inadimplência do consumidor contribuíram para a diminuição nas vendas do comércio varejista, comprometendo, também, o mercado de trabalho e arrecadação de impostos.

No caso do comércio varejista paraense, o comportamento de recuo nas vendas para o primeiro trimestre foi iniciado após a retirada dos incentivos fiscais dados pelo governo federal nos produtos da chamada “linha branca”, subsídios que duraram até o segundo semestre de 2013. No primeiro trimestre deste ano, a receita nominal cresceu 5%, por outro lado, o volume de vendas recuou 0,9% em relação ao mesmo período de 2014.

Mas dentre todos os fatores avaliados, o principal vilão da desaceleração nas vendas e, consequentemente, no consumo neste setor, no Pará, foi a inflação, que no primeiro trimestre chegou a 2,69% acima do registrado no ano passado (1,42%). Conforme o Índice de Preços ao Consumidor para a Região Metropolitana de Belém (IPC) calculado pela Fapespa, a habitação e alimentação foram os segmentos de maior alta, 7,68% e 2,86%, respectivamente.

O endividamento das famílias esteve muito atribuído também ao cartão de crédito, apontado por 91,9% das famílias como sendo o principal tipo de dívida em março deste ano, seguido pelo carnê (22,4%) e crédito pessoal (14%). O crédito consignado, comum entre aposentados e funcionários públicos, aparece como o quarto tipo de endividamento mais frequente nas famílias paraenses.

Análise - O Índice de Volume de Vendas (IVV) e o Índice de Receita Nominal (IRN) do comércio varejista são índices que se originam da receita das atividades no varejo, divulgadas para o Brasil nas 27 unidades da federação. No Pará, os resultados do IVV e do IRN são sintetizados pela Fapespa e relacionados com informações relativas ao emprego, à inflação, ao ICMS.

Para acessar o Boletim do Comércio varejista do primeiro trimestre de 2015 completo, clique aqui.

Por Redação - Agência PA (SECOM)