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CULTURA E MEMÓRIA

Fundação Cultural do Pará organiza sarau em homenagem ao centenário do poeta Max Martins

Programação na Biblioteca Francisco Paulo Mendes, na Casa da Linguagem, terá roda de leitura, poemas musicados e lançamento de plaquete literária

Por Helena Saria (FCP)
22/06/2026 17h02
Max Martins faria aniversário no último dia 20 de junho. O escritor também atuou como diretor da Casa da Linguagem

A Casa da Linguagem, parte integrante da Fundação Cultural do Pará (FCP), realiza, na próxima sexta-feira (26), o Sarau “Diante de ti: Travessias com Max Martins”. Organizado pela Coordenação de Artes Literárias da FCP, o evento será realizado na Biblioteca Francisco Paulo Mendes para homenagear o poeta paraense que faria aniversário no dia 20 de junho. A programação será aberta ao público e contará com a participação de amigos, poetas, admiradores, alunos, professores e pesquisadores da vida e obra do celebrado poeta.

A programação está prevista para começar às 18h com uma roda de leitura de poesias, memórias e afetos compartilhada entre os convidados e o público. Na sequência, os poemas de Max Martins serão apresentados em versões musicadas pelo multi-instrumentista Argentino Neto, com participação especial do músico e servidor da FCP, Maurício Panzera.

A Casa da Linguagem quer manter viva a memória de Max Martins

Para a técnica em gestão cultural da Fundação, Elaine Oliveira, é muito importante a Casa da Linguagem manter viva a memória do Max Martins como poeta, escritor e também diretor desta casa, por sua importância na história literária do Pará e também como um poeta, formador de poetas. “O professor Paulo Nunes diz que ele é um poeta paradigma, aquele que é referência para as novas gerações. Martins inovou na sua linguagem literária, trouxe mudanças profundas na maneira da construção do verso e trabalhou com colagens. Foi um homem muito atuante na geração dele, junto ao Benedito Nunes e Age de Carvalho, seu principal parceiro de criação”, detalha a servidora. “Nós, que somos técnicos e servidores desta casa, não podemos deixar que a memória dele seja esquecida. Junto à Maria Lúcia Medeiros, os dois foram responsáveis pela natureza do trabalho que é feito aqui, de formação de leitores literários, professores e do acesso à política pública no campo da arte e da cultura”, concluiu.

A agenda encerra com o lançamento da plaquete “Diante de Ti”, publicada pela Mezanino Editorial para distribuição gratuita. A edição reúne textos dos escritores Amarilis Tupiassu, Andreev Veiga, Danielle Fonseca, Clei Souza, Harley Dolzane, Lília Silvestre Chaves, Márcia Huber, Ney Ferraz Paiva, Paulo Nunes, Paulo Vieira, Rodrigo Briveira, Rosângela Darwich e Vasco Cavalcante. 

Sobre o poeta

Foto histórica: Max Martins (primeiro diretor da Casa), Dina Oliveira (Superintendente da Fundação Curro Velho, ao meio) e Maria Lucia Medeiros (consultora da Casa)

Max Martins nasceu em Belém do Pará, em 20 de junho de 1926, onde viveu, trabalhou, constituiu família e publicou toda sua obra literária. O escritor faleceu em 9 de fevereiro de 2009, aos 82 anos. Ele também atuou como diretor da Casa da Linguagem, espaço público dedicado à promoção da leitura, arte e literatura. Na instituição, desenvolveu, em conjunto com a escritora Maria Lúcia Medeiros, atividades voltadas para a formação de leitores e escritores na capital paraense.

Autodidata, o autor iniciou estudos particulares nas áreas de Literatura, Poesia, Artes e Filosofia em 1934. Ao longo de sua trajetória profissional, colaborou na revista literária Encontro em 1948, além de ter trabalhado como noticiarista e secretário de redação do jornal Folha do Norte, no período de 1962 a 1964. Na década de 1980, participou de projetos de leitura e oficinas literárias e, em 1987, ministrou palestras e leituras de poemas nas universidades americanas de Columbia, St. Louis e Rolla.

Sua produção literária estreou em livro com a obra “O Estranho”, em 1952, que recebeu o prêmio Frederico Rhossard, da Academia Paraense de Letras, e o prêmio Santa Helena Magno, da Secretaria de Educação do Estado do Pará. O escritor também publicou títulos como “Anti-Retrato” (1960), “H’era” (1971), “Caminho de Marahu” (1983) e “Para ter onde ir” (1992). Em 1993, recebeu o prêmio Olavo Bilac, concedido pela Academia Brasileira de Letras, pelo livro “Não para Consolar”. Conforme análise do crítico Benedito Nunes, para o escritor, "cultivar a poesia significa estudá-la, e estudá-la, cultivar o conhecimento do mundo através dela.".

A homenagem promovida pela FCP reafirma a atuação da FCP na execução das políticas públicas de cultura do Estado do Pará. Ao preservar a memória de expoentes da literatura regional e oferecer programações gratuitas de difusão literária, a fundação cumpre as diretrizes de democratização do acesso à cultura, valorização do patrimônio imaterial paraense e estímulo à produção intelectual contemporânea. Acompanhe as ações da FCP pelo site e rede social.

Serviço:

Sarau Diante de ti: Travessias com Max Martins

Data: 26/06/2026 (sexta-feira) 

Hora: 18h 

Local: Casa da Linguagem / Biblioteca Francisco Paulo Mendes 

Endereço: Avenida Nazaré, 31

Mais informações: 98163-0219 e 3323-0300 

Entrada franca