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Liderança na aprovação no PET-Saúde: Clima fortalece a atuação da Uepa em diferentes regiões do Pará

Universidade do Estado foi reconhecida pelo Ministério da Saúde como a instituição de ensino superior que mais aprovou projetos no Brasil

Por Fernanda Martins (UEPA)
22/06/2026 14h30

A Universidade do Estado do Pará (Uepa) teve oito projetos aprovados na 13ª edição do Programa de Educação pelo Trabalho para a Saúde (PET-Saúde: Clima), iniciativa dos Ministérios da Saúde e da Educação voltada à formação de profissionais para o Sistema Único de Saúde (SUS) e ao enfrentamento dos impactos das mudanças climáticas sobre a saúde da população. O resultado, divulgado pelo Ministério da Saúde, reafirma o protagonismo da instituição na produção de conhecimento e na articulação entre ensino, pesquisa, extensão e serviços de saúde em diferentes territórios amazônicos.

As propostas aprovadas serão desenvolvidas em parceria com secretarias municipais de saúde e abrangem diferentes realidades do Estado. Os projetos contemplam os municípios de Altamira, Ananindeua, Belém, Conceição do Araguaia, Santarém, Marabá, Parauapebas e Tucuruí, este último em parceria com a Universidade Federal do Pará (UFPA). As iniciativas abordam temas como vigilância em saúde, equidade, qualidade ambiental, doenças respiratórias, justiça climática, comunicação científica e fortalecimento da atenção à saúde em territórios vulneráveis.

Os oito projetos aprovados são: Saúde, Clima e Equidade no Xingu: integração entre vigilância, cuidado especializado e comunicação em saúde no enfrentamento das emergências climáticas em Altamira-PA; Equidade em Saúde, Vigilância Territorial e Inovação Interprofissional para Respostas às Emergências Climáticas na região do Baixo Amazonas, em Santarém; PET-Saúde: Clima e Doenças Respiratórias em Conceição do Araguaia; PET-Saúde Clima Ananindeua: equidade em saúde e respostas às emergências climáticas na Amazônia; Equidade em Saúde e Emergências Climáticas na Amazônia: Estratégias Territoriais do PET-Saúde em Comunidades Vulnerabilizadas – Vila da Barca, em Belém; Água, Qualidade Ambiental e Equidade em Saúde em Parauapebas: Sazonalidade Amazônica e Emergências Climáticas; Produção de conhecimento e comunicação para ações de enfrentamento aos impactos à saúde provocados por mudanças climáticas em Marabá-PA; e PET Saúde Clima REVIVER: Estratégias para promoção da equidade em saúde e justiça climática em populações atingidas por barragens em Tucuruí, desenvolvido em parceria entre Uepa e UFPA. Todos os projetos foram aprovados na chamada pública nacional do PET-Saúde: Clima.

Com investimento superior a R$ 90 milhões, o PET-Saúde: Clima tem como objetivo fortalecer a integração entre instituições de ensino superior, serviços de saúde e comunidades para formar profissionais preparados para enfrentar os desafios impostos pelas emergências climáticas e ambientais. 

O Programa de Educação pelo Trabalho para a Saúde (PET-Saúde) é uma iniciativa conjunta dos Ministérios da Saúde e da Educação destinada ao fortalecimento da integração ensino-serviço-comunidade. Os projetos reúnem docentes, estudantes e profissionais do SUS em atividades de ensino, pesquisa e extensão, promovendo uma formação interprofissional conectada às necessidades dos territórios e da população.

O pró-reitor de extensão, Higson Coelho, explica que a aprovação expressiva da Uepa no PET-Saúde Clima não aconteceu por acaso. “Esse resultado é fruto de uma trajetória construída ao longo de muitos anos de compromisso com o fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS) e com a formação de profissionais cada vez mais preparados para enfrentar os desafios da saúde pública brasileira”, afirmou o professor.

A Uepa participa do Programa PET-Saúde desde suas primeiras edições, ainda no PET-Saúde/Saúde da Família. De acordo com o professor Higson, essa continuidade permitiu à instituição acumular experiência, maturidade técnica e capacidade de articulação para elaborar propostas cada vez mais qualificadas e alinhadas às necessidades dos territórios. “Ao longo dos anos, aprendemos a transformar os editais em oportunidades concretas de integração entre ensino, serviço, extensão e comunidade”, frisou.

Outro fator decisivo tem sido o compromisso da gestão superior da universidade em fortalecer a participação institucional nos programas estratégicos do Ministério da Saúde. "De forma planejada e orgânica, temos incentivado a mobilização de todos os campi da universidade, ampliando e consolidando parcerias com as secretarias municipais e estadual de saúde. Essa articulação garante que os projetos sejam construídos a partir das demandas reais dos serviços e das populações atendidas pelo SUS", completou.

“Mais do que um resultado expressivo para a universidade, essa conquista reafirma o papel da Uepa como uma instituição pública que contribui diretamente para o fortalecimento do SUS, formando profissionais qualificados e desenvolvendo ações que geram impacto real na vida das pessoas em todas as regiões do Pará”, concluiu o pró-reitor.

Para a Uepa, o resultado que a aponta como a Instituição de Ensino Superior que mais aprovou projetos representa mais um reconhecimento da qualidade de sua atuação acadêmica e científica, o que reforça o compromisso institucional com a formação de profissionais comprometidos com o desenvolvimento regional e com a construção de respostas inovadoras para os desafios da saúde pública na Amazônia. 

A aprovação de projetos em diferentes regiões do estado amplia a presença da universidade junto às comunidades e fortalece sua contribuição para a implementação de políticas públicas voltadas à promoção da saúde e da justiça climática.

Texto: Guaciara Freitas, jornalista (Assessoria de Comunicação - Ascom Uepa) com informações de Nádia Conceição (Ministério da Saúde)