Arranjo Produtivo Local de biocosméticos terá plano de ação

13/06/2015 12h04
Por Redação - Agência PA (SECOM)

Empresas do setor de cosméticos do Pará e instituições parceiras que integram o Arranjo Produtivo Local (APL) de biocosméticos do Pará reuniram-se com a Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico, Mineração e Energia (Sedeme), Sindicato das Indústrias Farmacêuticas do Estado e Rede CIN/Fiepa (Centro Internacional de Negócios), para validar o planejamento de atividades para o APL, com ações a serem aplicadas nas próximas semanas. Em julho, eles farão o planejamento participativo do setor.

“Temos como foco também o desenvolvimento de um selo de produto autêntico da Amazônia. Vamos discutir este e outros tópicos estratégicos para o APL com todos os parceiros institucionais. Este diálogo ativo e direto é vital para o fortalecimento do projeto’’, garante a diretora de Mercado da Sedeme, Lucélia Guedes.

Ela informa que a ação de planejamento participativo, definida para o próximo mês, terá a presença do consultor Sidney Ferreira e visa o aprimoramento do debate sobre compras compartilhadas, prospecção de mercado e distribuição, além de marketing digital e até a proposição da criação do polo das indústrias de biocosméticos. Na semana passada, o consultor teve o primeiro contato com os membros da governança do APL de Biocosméticos em reunião na sede da Sedeme, em Belém.

Consultor em marketing, finanças e associativismo, Sidney Laureano Ferreira veio de Goiás, a convite da Sedeme e do Sebrae Pará, a fim de alavancar o trabalho articulado em rede pelo APL. Com experiência no Paraná e Goiás no segmento de produtos de higiene pessoal, perfumaria e cosméticos, Sidney Ferreira frisou que o convite para o trabalho no Pará, portal de entrada da Amazônia, é desafiador. “Como consultor buscamos agregar novas frentes para o portfólio e expertise pessoal. Aqui, se trata de um produto diferenciado em que o tema da sustentabilidade, que tanto atrai o mercado, é valioso. Então, não pensei duas vezes em vir”, disse ele.

A reunião na Sedeme integra uma série de iniciativas conjuntas, coordenadas pela Secretaria, nos últimos meses, em parceria com grandes e pequenos empresários e instituições como Sebrae Pará e o Sebrae Nacional, Sindicato das Indústrias Farmacêuticas do Pará e Rede CIN/Fiepa, que trabalha pela internacionalização de empresas brasileiras.

Estruturação - Sócia-fundadora da empresa Chamma da Amazônia, que comercializa um mix de artigos como xampus, perfumes, óleos esfoliantes, entre outros, Fátima Chama assegura que a expectativa dos empreendedores é a de estruturação completa do segmento. “Temos a participação direta de instituições que têm afinidades e que podem fomentar o APL. Na verdade, temos um potencial enorme que não é bem aproveitado e acreditamos que esse trabalho pode impulsionar a imagem do Pará em sustentabilidade, assim como, no apoio às micros, pequenas e médias empresas e ainda na convivência integrada dos órgãos parceiros”, disse ela.

Fátima Chamma reitera que enquanto projeto estruturante, o APL se volta ainda à importância das comunidades tradicionais, responsáveis pela produção de alguns insumos presentes na fabricação de produtos do setor. “A gente vê uma grande possibilidade de que elas possam se auto-sustentar, caminhar sozinhos com ações simples de manejo sustentável para superar a atividade extrativista, e também buscar a certificação com valor agregado ao que produzem, o que pode dar-lhes maior rentabilidade”, afirmou a empresária.

Responsável técnica da empresa Juruá Cosméticos, com sede em Belém, Dâmaris Busman, diz que a construção do APL é como a gestação de um bebê. “A cada ação, o APL, que começou engatinhando, cresce e esperamos que essa ‘criança’ nasça firme, forte e saudável, atingindo o mercado com estratégias”, disse a técnica.

Para a representante da empresa Aromas da Amazônia, Ana Coeli Sanches Pinto, o projeto vai modernizar o setor em definitivo. “A gente acredita que pode ser mais competitivo, realizar compras melhores e receber mais benefícios do Estado, que já é um grande fomentador deste trabalho, então, o diálogo é mais tranquilo”, afirmou ela. O encontro também contou com a presença do gerente de Fortalecimento do Mercado da Sedeme, Augusto César Anunciação e de Raul Tavares, gerente do CIN/Fiepa.