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SAÚDE E PREVENÇÃO

Hospital Abelardo Santos reforça importância do Teste do Pezinho à prevenção de doenças

Gratuito, exame é essencial para recém-nascidos, e amplia as chances de tratamento e qualidade de vida

Por Ascom Sespa (SESPA)
05/06/2026 09h58
Orientação às famílias reforça que o Teste do Pezinho deve ser realizado entre o 3º e o 5º dia de vida do bebê

Realizado nos primeiros dias de vida, o teste do pezinho é fundamental para a identificação precoce de doenças que podem comprometer o desenvolvimento infantil. O exame possibilita o início do acompanhamento e do tratamento antes mesmo do surgimento dos primeiros sintomas, contribuindo para a prevenção de complicações e sequelas.

Referência no atendimento à mulher, à criança e à população indígena, o Hospital Regional Dr. Abelardo Santos (HRAS), em Icoaraci, distrito de Belém, orienta diariamente pais e responsáveis sobre a importância da realização do exame dentro do período recomendado. A unidade é a maior unidade pública do Governo do Pará, conta com 360 leitos e está entre as principais maternidades do Estado, com mais de 5 mil partos realizados por ano.

Celebrado neste sábado, 6 de junho, o Dia Nacional do Teste do Pezinho marca, neste ano, os 50 anos de implantação do exame no Brasil. Ao longo de cinco décadas, o procedimento consolidou-se como uma importante estratégia de saúde pública para a identificação precoce de doenças em recém-nascidos.

Realizado em todo o país, por meio do Programa Nacional de Triagem Neonatal (PNTN), o teste do pezinho permite identificar doenças como hipotireoidismo congênito, fenilcetonúria, fibrose cística, hiperplasia adrenal congênita, deficiência de biotinidase e hemoglobinopatias, incluindo a anemia falciforme.

Desde a sanção da Lei nº 14.154, em 2021, o Brasil vem ampliando gradualmente a cobertura do exame, que poderá alcançar a detecção de até 50 doenças. Por se tratar de um teste de triagem, eventuais alterações nos resultados exigem acompanhamento médico e exames complementares para confirmação do diagnóstico.

Teste do Pezinho oferecido pelo SUS permite diagnosticar e tratar precocemente até 50 enfermidades

No HRAS, a orientação às famílias sobre a importância do exame faz parte dos cuidados oferecidos desde o nascimento. A iniciativa busca garantir que pais e responsáveis conheçam os prazos adequados para a realização do procedimento e compreendam sua relevância para a identificação precoce de doenças e o início oportuno do tratamento.

O exame consiste na coleta de algumas gotas de sangue do calcanhar do bebê, região escolhida por possuir boa circulação sanguínea. De acordo com o Ministério da Saúde, a coleta deve ser realizada preferencialmente entre o terceiro e o quinto dia de vida. Também é necessário que tenham se passado pelo menos 48 horas após o nascimento, período suficiente para que o recém-nascido já tenha recebido alimentação, fator importante para a confiabilidade dos resultados.

A médica neonatologista Salma Saraty, coordenadora da Neonatologia do HRAS, destaca que o teste do pezinho está disponível gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS) nas Unidades Básicas de Saúde (UBS). Segundo ela, é fundamental que os responsáveis realizem o exame dentro do prazo recomendado e mantenham seus dados de contato atualizados para eventuais convocações para nova coleta ou investigação complementar.

“O teste do pezinho é uma estratégia para detectar precocemente doenças que têm impacto negativo no desenvolvimento neuromotor de uma criança. Quanto mais cedo o exame for realizado, maiores são as chances de iniciar o tratamento antes do aparecimento de sintomas e sequelas”, explica.

Referência em saúde pública

O HRAS é a maior unidade pública do Governo do Pará. Referência no atendimento à mulher, à criança e à população indígena, a instituição realizou mais de um milhão de atendimentos em 2025.

A estrutura conta com pronto-socorro pediátrico, ginecológico e obstétrico 24 horas, 360 leitos distribuídos entre emergência, cirurgia, internação clínica, Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e Unidades de Cuidados Intermediários (UCIn). A unidade também é uma das principais maternidades do Estado, com mais de 5 mil partos realizados por ano, além de contar com um centro de terapia renal

Texto: Ascom HRAS