Hospital Santa Rosa realiza programação em alusão ao Dia Nacional de Luta pela Redução da Mortalidade
Durante as rodas de conversa foram abordadas questões essenciais sobre a saúde materna
Com o intuito de aumentar a conscientização e a educação em saúde sobre a prevenção da mortalidade materna, reforçando a importância de um atendimento humanizado, do pré-natal, do monitoramento pós-parto e da identificação precoce dos sinais de risco. O Hospital Regional do Baixo Tocantins Santa Rosa (HRBTSR), em Abaetetuba, realizou, nos dias 27 e 28 de maio, uma série de atividades. O objetivo foi enfatizar a relevância de 28 de maio, que marca o Dia Internacional de Luta pela Saúde da Mulher e o Dia Nacional de Redução da Mortalidade Materna. Sendo imprescindível que a sociedade se una em torno dessa questão: a necessidade de ampliar as políticas públicas de saúde que sejam eficazes no atendimento às necessidades das mulheres, garantindo que seus direitos relacionados à sexualidade e à reprodução sejam totalmente respeitados e garantidos.
A programação do Dia Nacional de Luta pela Redução da Mortalidade Materna foi uma iniciativa da Comissão de Humanização e aconteceu na recepção do setor de Ginecologia e Obstetrícia (GO) do HRBTSR. Por meio de um diálogo educativo, os estudantes do curso de Enfermagem, que estão estagiando no hospital, conseguiram compartilhar diversas informações, conhecimentos e reflexões a respeito da importância do cuidado integral à saúde da mulher durante a gestação, parto e pós-parto com as usuárias puérperas e suas acompanhantes.
Foram abordadas, durante as rodas de conversa, questões essenciais sobre a saúde materna. Foi esclarecido que a mortalidade materna se refere ao falecimento de uma mulher durante a gravidez, no momento do parto ou até 42 dias após o término da gestação, em função de complicações relacionadas à gravidez ou à assistência recebida.
Foram evidenciadas as maiores causas de mortalidade materna: hipertensão gestacional, hemorrágicas, infecciosas, complicações do parto e pós-parto e falta de assistência regular.
As mulheres que participaram da ação foram informadas sobre a importância do pré-natal como um recurso fundamental para prevenir, monitorar o desenvolvimento saudável da gravidez e detectar precocemente possíveis riscos.
Outro tema abordado foi o parto humanizado, ressaltando que a mulher tem o direito a um atendimento que seja digno, acolhedor, respeitoso e seguro, que se baseie na escuta, no cuidado integral e que respeite suas escolhas.
No encerramento da atividade, aconteceu a dinâmica chamada “Árvore do Cuidado”, quando todas as mulheres presentes foram convidadas a refletir sobre a pergunta: “O que representa cuidado e proteção para uma gestante?” Cada uma das participantes escreveu palavras ou pequenas frases que representam o cuidado materno, como amor, acolhimento, pré-natal, escuta, respeito, apoio familiar e atenção.
Todas as mensagens foram penduradas em uma árvore simbólica, formando coletivamente a “Árvore do Cuidado”, representando a importância da rede de apoio e do cuidado humanizado durante a gestação.
Na avaliação do setor de Humanização, que coordenou o evento, e dos voluntários acadêmicos de enfermagem que realizaram as palestras, a ação ofereceu uma oportunidade de aprendizado, reflexão e compartilhamento de experiências entre os envolvidos. A intensa participação das mulheres durante a conversa educativa e na atividade sugerida contribuiu para reforçar as orientações relacionadas à saúde materna e à importância do cuidado integral com a mulher. A estratégia acolhedora e interativa ajudou a aprofundar o conhecimento necessário sobre os cuidados durante a gestação e pós-parto, além de estreitar laços entre os usuários e a equipe de saúde do Hospital Santa Rosa.
Segundo a coordenadora do setor de Ginecologia e Obstetrícia (GO), enfermeira Patrícia Muniz, falar sobre redução da mortalidade materna é falar sobre cuidado, prevenção e responsabilidade coletiva. “Cada orientação compartilhada, cada acompanhamento realizado e cada escuta acolhedora fazem diferença na vida de uma gestante. A humanização da assistência é fundamental para garantir segurança, dignidade e respeito às mulheres em todas as fases da gestação, parto e pós-parto”, ponderou.
Ao lado de sua filha gestante, que aguardava por atendimento médico, Catarina Sodré Sales, 49 anos, dona de casa, residente na zona rural de Abaetetuba, expressou sua profunda gratidão pela aula informativa que recebeu durante a abordagem dos futuros enfermeiros. “Foi uma oportunidade de ampliar nossos conhecimentos e aprender o que não sabíamos. Olha, se eu tivesse estes conhecimentos ao longo do período de gestação dos meus cinco filhos, seria muito diferente. Hoje o parto humanizado é a melhor forma de dar à luz aos nossos bebês”, enfatizou.
A estagiária e estudante de Enfermagem, Tatiane Moura, que participou ativamente realizando palestra e orientações durante os dois dias de programação, ressaltou que participar da ação foi uma experiência muito enriquecedora, devido a oportunidade de dialogar diretamente com as usuárias sobre um tema tão importante. “Muitas vezes, a informação pode salvar vidas. Poder orientar, esclarecer dúvidas e contribuir para que essas mulheres reconheçam sinais de alerta e compreendam a importância do pré-natal e do cuidado contínuo foi extremamente significativo para nossa formação e também para o fortalecimento do cuidado humanizado”, destacou.
Serviço:
O Hospital Regional do Baixo Tocantins Santa Rosa integra a rede de saúde do Governo do Pará. Os serviços são 100% gratuitos pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A unidade é referência na região e está localizada na Rua Joaquim Mendes Contente, 1360 – Bairro Santa Rosa, em Abaetetuba.
Texto: Ascom/HRBTSR

