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Secir tem 84% das obras de abastecimento de água rural iniciadas ou autorizadas

Secretaria de Estado das Cidades e Integração Regional do Pará (Secir) tem trabalhos e contratos em 16 das 19 cidades do seu panorama inicial

Por Camila Guimarães (SECIR)
30/04/2026 10h47
Secir apresenta modelo da Estação de Tratamento que será construída nas comunidades paraenses

No Pará, 84% dos municípios que vão receber sistemas de abastecimento de água por meio da Secretaria de Estado das Cidades e Integração Regional (Secir), já têm obras saindo do papel. Das 19 cidades incluídas na primeira etapa do projeto aprovado no Novo PAC Rural, 16 já estão com obras em andamento ou ordem de serviço assinadas, evidenciando o esforço do Governo do Estado de implementar políticas públicas para redução das desigualdades regionais.

Na prática, isso significa que a maioria dos municípios que vão receber os sistemas já vivenciam diferentes estágios de execução das obras — desde as fases iniciais até obras com quase 50% de conclusão.

“Esse é um dos principais projetos desenvolvidos pela Secir, pois entendemos que o acesso à água tratada é um direito básico. Entretanto, ainda é um desafio para um estado tão grande como o Pará, onde temos comunidades muito distantes dos centros urbanos, que não conseguem ser alcançadas, muitas vezes, pela rede de abastecimento central. É aí que enxergamos a necessidade e a oportunidade para agir e reduzir essa desigualdade”, explica a titular da Secir, Fernanda Paes.

Baixo Amazonas

A Região de Integração do Baixo Amazonas concentra o maior volume de obras e também os avanços mais expressivos, refletindo o foco estratégico do projeto em localidades marcadas pela dificuldade de acesso à água tratada.

“Além disso, a região também foi uma das que mais sofreu com queimadas e estiagem no ano de 2023, quando o Governo do Pará declarou situação de emergência de nível 2 em todo o território paraense”, lembra a secretária de Estado das Cidades, Fernanda Paes.

Dos municípios desta região, Juruti já alcançou com 47% de obra executada, seguido por Alenquer, com 30%. Outras cidades como Monte Alegre, Belterra, Mojuí dos Campos e Santarém já iniciaram suas obras, todos com 10% de avanço físico.

Obra na zona rural de Juruti na região do Baixo Amazonas

“Todas essas cidades já completaram a etapa de perfuração e instalação do poço profundo que vai garantir água em quantidade necessária para suprir a população, mesmo nos meses mais quentes do ano. Após o poço, a próxima etapa é a construção da Estação de Tratamento, que vai proporcionar água potável de qualidade”, explica o engenheiro civil e supervisor de obras da Secir, Luiz Frazão.

Em Mojuí dos Campos, a funcionária pública Marinalda da Silva e Silva, moradora há 12 anos da comunidade Boa Fé, comenta a importância da chegada do projeto: “Eu acredito, sim, que a água tratada vai melhorar a vida das pessoas, porque a maioria das doenças é causada por contaminação da água. Nós estamos numa região com muita poluição, agrotóxico, então a água tratava vai ser, com certeza, muito bom para a comunidade”, comemora.

O engenheiro Luís Frazão explica, ainda, que todos esses sistemas terão capacidade para abastecer até 50 famílias, o que representa cerca de 200 pessoas por comunidade atendida, com possibilidade de extensão da obra em sistemas de rede.

Ainda no Baixo Amazonas, cidades como Óbidos, Terra Santa, Almeirim e Prainha já têm ordens de serviço assinadas, o que representa um passo decisivo para o início das obras. Já Oriximiná segue em fase pré-operacional para implementação do projeto.

Conclusão da etapa do poço em Monte Alegre na região do Baixo Amazonas

Tapajós e Marajó

Na Região do Tapajós, o cenário também é de avanço. Itaituba registra 30% de obra executada, enquanto Aveiro alcança 20%. Já Rurópolis permanece na fase preparatória.

No Marajó, as obras começam a se consolidar. Curralinho já apresenta 10% de execução, e municípios como Salvaterra, Breves e São Sebastião da Boa Vista estão com ordens de serviço assinadas, prontos para avançar para a fase de implantação.

Investimento

Com investimento inicial de R$ 49,7 milhões, o projeto deve beneficiar mais de 3 mil pessoas que vivem em áreas rurais, levando água tratada a comunidades que historicamente dependem de fontes alternativas e, muitas vezes, inadequadas para o consumo, como poços rasos.

O alcance da iniciativa, no entanto, já está em expansão. Em dezembro de 2025, novos projetos foram aprovados no âmbito do Novo PAC Rural, garantindo mais R$ 57 milhões para a implantação de outros 22 sistemas de abastecimento que vão alcançar novas localidades em alguns municípios já contemplados, como Juruti, Alenquer e Almeirim, mas também vão chegar a cidades pela primeira vez, sendo elas: Acará, Altamira (zona rural e ribeirinha), Capitão Poço, Concórdia do Pará, Curuá, Itupiranga, Muaná, Ourém, Placas, São Félix do Xingu, Soure e Cametá.

Somados, os dados revelam um projeto em plena execução e com perspectiva de crescimento. Ao avançar simultaneamente em diferentes regiões de integração, a Secir consolida uma política pública que busca reduzir desigualdades históricas e promover desenvolvimento regional por meio de um elemento essencial: o acesso à água.