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HRBA fortalece atendimento humanizado com uso de pranchas de comunicação para pacientes não verbais

Iniciativa do setor de psicologia amplia interação entre equipe de saúde e usuários em Santarém

Por Ascom Sespa (SESPA)
28/04/2026 18h30
Pranchas são utilizadas para descobrir emoções dos pacientes

No Hospital Regional do Baixo Amazonas Dr. Waldemar Penna (HRBA), em Santarém, oeste do Pará, uma iniciativa do setor de psicologia vem fortalecendo a humanização do atendimento por meio do uso de pranchas de comunicação assertiva. A ferramenta tem auxiliado pacientes com dificuldade de fala a expressarem sentimentos, necessidades e percepções durante o tratamento.

Paciente morador da unidade desde 2011, o adolescente Luan Gabriel Castro, de 15 anos, passou a utilizar o recurso há cerca de dois meses. Durante o atendimento, a psicóloga apresenta imagens em uma prancha e, a cada pergunta, o paciente responde piscando os olhos para indicar “sim” ou permanece imóvel para sinalizar “não”. Dessa forma, ele consegue comunicar emoções como felicidade, tristeza ou irritação, além de preferências, necessidades básicas e comportamentos.

Luan iniciou a comunicação por meio das pranchas

A mãe de Luan, Eliana Castro, destaca a importância da iniciativa para a comunicação do filho com a equipe de saúde. “É muito importante para ele. Mesmo conseguindo se comunicar com médicos e a enfermagem, essa ferramenta facilita ainda mais. Como ele perdeu parte dos movimentos, confirma as respostas piscando os olhos e, quando não quer algo, mexe a boca. Graças a Deus, os profissionais conseguem se comunicar bem com ele”, afirmou.

Comunicação que gera cuidado

As pranchas de comunicação assertiva são utilizadas com pacientes não verbais, incluindo moradores da unidade, pessoas traqueostomizadas, em pós-operatório ou com outras condições que dificultam a fala. A proposta é facilitar o compartilhamento de informações com a equipe multiprofissional, permitindo identificar emoções, níveis de dor e necessidades básicas, contribuindo para um cuidado mais preciso e individualizado.

De acordo com a psicóloga Juliana Machado, a ferramenta amplia a capacidade de escuta da equipe. “Utilizamos as pranchas para facilitar a expressão dos pacientes. Elas trazem emoções, comportamentos, níveis de dor e necessidades básicas representadas por imagens. Alguns conseguem apontar respostas; outros utilizam movimentos como piscar os olhos ou balançar a cabeça. A partir disso, conseguimos interagir melhor, validar o que o paciente sente e acompanhar seu estado emocional”, explicou.

Pacientes podem apontar as respostas nas pranchas

Além da psicologia, técnicos de enfermagem, enfermeiros e médicos também utilizam o recurso no dia a dia assistencial. “As pranchas ficam ao lado do leito e ajudam os profissionais a identificar, por exemplo, se o paciente está com dor ou confortável, facilitando a comunicação contínua”, acrescentou a psicóloga.

Humanização e referência em saúde

Referência em atendimentos de média e alta complexidade para cerca de 1,4 milhão de pessoas em 29 municípios do oeste paraense, o HRBA investe em práticas que reforçam a humanização no cuidado em saúde.

O diretor-geral da unidade, Matheus Coutinho, ressalta que iniciativas como essa garantem mais dignidade aos pacientes. “O paciente precisa ser compreendido durante todo o tratamento. Essa ação do setor psicossocial dá voz aos usuários, inclusive àqueles que não conseguem se comunicar pela fala. Eles podem expressar como se sentem e o que precisam, permitindo que a equipe atenda de forma mais adequada, com valorização e humanização”, destacou.

Serviço: O Hospital Regional do Baixo Amazonas oferece serviços totalmente referenciados, atendendo demandas reguladas pela Central de Regulação do Estado. A unidade pertence ao Governo do Pará, sob gestão da Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa), e está localizada na Avenida Sérgio Henn, nº 1100, bairro Diamantino, em Santarém.

Texto: Ascom HRBA