Seirdh discute parcerias com instituto afro-religioso para fortalecer ações voltadas à população LGBTQIA+
Reunião com o Instituto Príncipe Formoso, de Ananindeua, busca ampliar formação e acolhimento em terreiros da Região Metropolitana e interior
A Secretaria de Estado de Igualdade Racial e Direitos Humanos (Seirdh) realizou uma reunião com o Instituto Social Afro-Religioso dos Filhos e Amigos do Príncipe Formoso, localizado no bairro do Icuí, em Ananindeua. O encontro teve como objetivo discutir parcerias para o fortalecimento de ações voltadas à promoção dos direitos da população LGBTQIA+, especialmente no contexto dos terreiros, e ocorreu na sede da secretaria, na segunda-feira (13).
Durante a reunião, a presidente do Instituto Príncipe Formoso, Christhianne Leite, conhecida como Mãe Cris Leite (Doné Ominjibo), destacou a importância da construção de parcerias para qualificar o atendimento e ampliar o acolhimento dentro dos espaços religiosos.
“Viemos buscar parcerias para que a gente possa começar a aprender a trabalhar, de fato e de direito, com a população LGBTQIA+. É uma pauta que a gente precisa estar muito bem letrado para atuar. Na nossa casa já existe acolhimento, mas entendemos que, para oferecer um atendimento de melhor qualidade, precisamos desenvolver ações em parceria”, afirmou.
Ela ressaltou que o instituto, atualmente reconhecido como Pontão de Cultura, desenvolve projetos que começaram em Ananindeua e se expandiram para outros municípios da Região Metropolitana e do interior, com atuação em diferentes terreiros.
"No primeiro momento foi no Icuí, em Ananindeua, e hoje consegue desenvolver em outro municípios com outros terreiros. E a formação seria em parceria com terreiros de Marituba, Belém, Cametá, Abaetetuba, Parauapebas, Colares, Barcarena, entre outros", comentou.
O gerente de Diversidade Sexual e de Gênero da Seirdh, Denilson Silva, reforçou que o encontro representa um passo importante para a construção de uma ampla rede que garanta formação e letramentos para todos.
“Recebemos o Instituto Príncipe Formoso com a perspectiva de discutir a cidadania da população LGBTQIA+ e a garantia de direitos, além da possível construção de uma rede ampliada de proteção. A ideia é que possamos atuar como ponto de apoio e referência para formações e letramentos dentro da temática da diversidade sexual e de gênero”, explicou.
Para Denilson, a iniciativa também busca fortalecer o papel dos terreiros como espaços de acolhimento. "Os terreiros historicamente já desenvolvem um trabalho de acolhimento e possam se aprimorar nessa perspectiva, para que esses espaços, inclusive o próprio instituto possa, por exemplo, futuramente já participar de uma reunião do CEDS, que é o Conselho Estadual da Diversidade Sexual, que possa também garantir, além da inclusão, o enfrentamento também a outras pautas que são transversais a essa como a do racismo religioso", acrescentou.

