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Central de Transplantes e OPO Tapajós fortalecem ações para doação e captação de órgãos e tecidos

Visita técnica ao Hospital Regional do Baixo Amazonas foi momento de alinhamento para novos projetos no Oeste paraense. Unidade é referência em captações e transplantes renais

Por Ascom Sespa (SESPA)
09/04/2026 15h03
Central de Transplantes visita HRBA

Referência em captação de órgãos e transplantes renais, o Hospital Regional do Baixo Amazonas Dr. Waldemar Penna (HRBA), em Santarém, no Oeste paraense, recebeu a visita da equipe da Central Estadual de Transplantes (CET), da Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa). O momento foi de discussão e alinhamento para novos projetos que incentivem a doação de órgãos e tecidos na Região de Integração. A visita técnica no município foi realizada nos dias 6 e 7 deste mês. 
 
Seis integrantes da CET conheceram a estrutura do HRBA, conversaram com profissionais do setor de transplantes e da Organização de Procura de Órgãos (OPO) Tapajós, que funciona dentro da unidade e atua na identificação, manutenção e captação de potenciais doadores para fins de transplantes de órgãos e tecidos em toda a região Oeste do Estado.

CET reuniu com direção do HRBA

“Nosso objetivo, além de saber como está a estrutura e o funcionamento dos serviços, é fortalecer essa parceria e a aproximação da Central de Transplantes junto a essa instituição, que consideramos super importante para o cenário de doação de órgãos no Estado. A equipe conversou com os profissionais, conheceu os processos de trabalho, as potencialidades e observou os pontos de melhoria e como podemos ajudar. Essa é a primeira OPO do estado do Pará e esse serviço precisa cada vez mais ser fortalecido. Até mesmo porque se não há doação, não há transplantes”, explicou a gerente administrativa da Central de Transplantes do Pará, Enfermeira Perla Corrêa.
 
Busca ativa - Desde 2012, o HRBA conta com a Organização de Procura de Órgãos (OPO) Tapajós, que trabalha na busca ativa de potenciais doadores nas unidades de saúde de Santarém e região, no apoio ao diagnóstico de morte encefálica e no acolhimento e consentimento da família para doação. Atualmente, um médico, dois enfermeiros e uma assistente administrativa fazem parte da OPO. De lá para cá, já foram realizadas 56 captações, que resultaram na doação  de 201 órgãos, sendo 105 rins, 79 córneas, 13 fígados e quatro corações. 

Equipe da Central conversou com profissionais do Hospital Regional

Além das captações, o Hospital Regional também é referência em transplantes renais, e já realizou 138 procedimentos desde 2016, sendo 54 intervivos, quando o doador é geralmente parente do transplantado, e mais 84 de doadores falecidos, mudando a vida de pacientes que deixaram as sessões de hemodiálise e ganharam maior qualidade de vida.
 
“Temos uma equipe preparada, tanto para realizar as captações e transplantes quanto para abordar os familiares, explicar todo o processo e até para divulgar as informações sobre a doação de órgãos para a população em geral. Ficamos felizes com a visita da Central de Transplantes para que possamos fortalecer ainda mais o trabalho que é realizado aqui no oeste do Pará, aumentando o número de doações e mudando a vida de cada vez mais pessoas que aguardam na fila por um transplante de órgãos”, ressaltou o diretor-geral do HRBA, Matheus Coutinho.
 
Durante a visita, a equipe da Central conheceu a estrutura da Unidade de Terapia Intensiva do HRBA, conversou com os médicos que atuam nos processos de captação e transplantes e teve uma reunião com a direção do hospital. Tudo com o objetivo de alinhar ações que incentivem a doação de órgãos na Região de Integração do Baixo Amazonas 
 
“Consideramos que a visita foi muito produtiva e ficamos muito felizes com a receptividade, lembrando que é de fundamental importância fortalecer os serviços de doação de órgãos e tecidos para que tenha um impacto maior na questão dos transplantes”, destacou Perla.

OPO Tapajós participou de reunião com Secretaria de Saúde de Santarém

Além do Hospital Regional, a CET também visitou o Hospital Municipal de Santarém. Na quarta-feira (8), membros da OPO Tapajós participaram de uma reunião com a secretaria de saúde do município e a direção do hospital local.
 
Incentivo – Para ser um doador de órgãos após a morte é necessária a realização de um rigoroso protocolo médico, a fim de determinar se o paciente teve morte encefálica, que consiste na parada irreversível das funções do cérebro. No Brasil, a retirada de órgãos só pode ser realizada após autorização familiar. Mesmo que uma pessoa tenha dito em vida que gostaria de ser doador, a captação só é feita se a família autorizar. O Hospital Regional do Baixo Amazonas realiza uma série de ações durante o ano para incentivar a doação de órgãos e conscientizar as pessoas sobre a importância que essa decisão pode ter na vida de outros pacientes.
 
“O hospital está capacitado para realizar a captação de órgãos e temos feito isso ao longo do tempo. E existe um trabalho de conscientização, tanto dos profissionais da área da saúde quanto da comunidade em geral, abordando a importância da doação. É fundamental ressaltar que tudo isso é feito de forma muito segura, que o diagnóstico de morte encefálica é realizado após a avaliação de equipes médicas diferentes e segue um protocolo rígido, para dar toda a segurança também aos familiares”, concluiu o coordenador da OPO, o médico Antônio Carlos Silva.
 
Serviço:

O HRBA, mantido pelo governo do Pará, é referência em média e alta complexidade para uma população de 1,4 milhão de pessoas residentes em 29 municípios, e presta serviço 100% referenciado, atendendo à demanda originária da Central de Regulação do Estado.

Texto: Ascom/ HRBA.