Ginecologista da Poli Metropolitana orienta sobre cuidados essenciais em todas as fases da vida
Mesmo com o fim de março, mês dedicado à mulher, a unidade mantém ações contínuas de prevenção e assistência à saúde feminina
Com a chegada dos últimos dias de março, mês marcado por ações de conscientização sobre a saúde da mulher, o cuidado com o público feminino segue como prioridade permanente na Policlínica Metropolitana do Pará, em Belém. Referência em atendimento ambulatorial especializado, a unidade do Governo do Estado mantém uma rotina contínua de serviços voltados à prevenção e ao diagnóstico precoce de doenças.
Mensalmente, são ofertadas até 1.400 consultas especializadas em ginecologia e mastologia, além de cerca de 2,3 mil exames diagnósticos, incluindo ultrassonografia, mamografia e biópsias — fundamentais para a detecção precoce de doenças como o câncer de colo do útero e de mama.
Para o secretário de Estado de Saúde Pública, Ualame Machado, a Policlínica exerce papel estratégico na rede pública. “A unidade oferece por mês quase 1.400 consultas ambulatoriais em ginecologia e mastologia, além de exames de diagnóstico, contando com um parque tecnológico moderno que ajuda na prevenção de doenças. Esse trabalho reforça o compromisso do Governo do Pará em modernizar a rede de saúde e assegurar mais eficiência, dignidade e cuidado integral à população”, afirma.
Com investimentos contínuos em tecnologia, gestão e qualificação profissional, a Policlínica Metropolitana reafirma seu papel como referência em atendimento ambulatorial especializado, unindo inovação, humanização e acesso à saúde pública de qualidade.
Mais do que uma pauta sazonal, o cuidado com a saúde da mulher deve ser contínuo ao longo de toda a vida. A ginecologista Adriana Parente Anaisse reforça que o acompanhamento regular é a principal estratégia de prevenção.
“O principal cuidado é manter o acompanhamento regular com o ginecologista. Além disso, é importante adotar hábitos saudáveis, como alimentação equilibrada, prática de atividade física e atenção à saúde íntima. A prevenção inclui também a realização de exames periódicos, vacinação quando indicada e a observação de qualquer mudança no próprio corpo”, explicou
A médica também destaca que a periodicidade das consultas é essencial, mesmo na ausência de sintomas. “O ideal é que a mulher realize uma consulta ginecológica pelo menos uma vez por ano. Em algumas situações específicas — como presença de sintomas, histórico familiar de doenças ou acompanhamento de condições já diagnosticadas — esse intervalo pode ser menor, conforme orientação médica”, reforça Adriana.
No campo da prevenção, os exames de rotina são aliados indispensáveis para identificar doenças ainda em fase inicial. “Entre os principais exames estão o preventivo do colo do útero (Papanicolau) disponibilizado na Atenção Básica (postos de saúde), essencial para detectar alterações que podem evoluir para câncer; a mamografia, indicada principalmente a partir dos 50 anos ou antes em casos específicos; além de ultrassonografias ginecológicas, exames laboratoriais e avaliação clínica regular. Esses exames ajudam a identificar doenças ainda em fase inicial”, disse a ginecologista.
A especialista também chama atenção para a relação entre saúde íntima e qualidade de vida. “Sem dúvida. A saúde íntima está diretamente relacionada ao bem-estar físico, emocional e sexual da mulher. Infecções ginecológicas, alterações hormonais ou desconfortos na região íntima podem impactar não apenas a saúde física, mas também a autoestima e a qualidade de vida”, destaca a médica.
Observar os sinais do corpo é fundamental para evitar o agravamento de doenças. “Alguns sinais merecem atenção, como dor pélvica persistente, sangramento fora do período menstrual, corrimento com odor forte ou coloração alterada, coceira intensa, dor durante a relação sexual ou alterações no ciclo menstrual. Ao perceber qualquer um desses sintomas, é importante procurar avaliação médica”, detalha.
Mesmo assim, a busca por atendimento ainda ocorre, muitas vezes, apenas quando há dor. “Porque muitas doenças ginecológicas evoluem de forma silenciosa. Quando a dor aparece, em alguns casos o problema já pode estar em estágio mais avançado. O acompanhamento preventivo permite identificar alterações antes mesmo de surgirem sintomas, facilitando o tratamento e aumentando as chances de cura.”
O diagnóstico precoce, segundo a médica, é determinante para o sucesso do tratamento. “Sim, faz toda a diferença. Quando uma doença é diagnosticada precocemente, as possibilidades de tratamento são maiores e menos invasivas. Isso ocorre, por exemplo, no câncer de colo do útero e no câncer de mama, em que o rastreamento precoce aumenta significativamente as chances de sucesso no tratamento”, ressalta Adriana.
O acesso aos atendimentos ocorre por meio do Sistema Estadual de Regulação (SER), a partir do encaminhamento realizado nas Unidades Básicas de Saúde (UBS). Na Policlínica Metropolitana, entre os atendimentos mais frequentes estão consultas de rotina, investigação de alterações menstruais, acompanhamento do climatério e menopausa, rastreamento de câncer e orientações sobre saúde reprodutiva e planejamento familiar.
Para a diretora técnica da unidade, Camylla Rocha, o compromisso da Policlínica vai além do atendimento, priorizando o cuidado integral e humanizado. “O compromisso da unidade é garantir que cada mulher tenha acesso a atendimento especializado, diagnóstico precoce e cuidado humanizado dentro do SUS. O principal recado é que a saúde da mulher deve ser prioridade. Cuidar de si mesma não é apenas uma necessidade, mas um ato de amor próprio. Realizar exames preventivos, manter acompanhamento médico e prestar atenção aos sinais do corpo são atitudes que podem salvar vidas”, finaliza.
Texto: Ascom/ Policlínica Metropolitana

