Estado fortalece mulheres extrativistas do Combu com nova ação de apoio à sociobioeconomia
Entrega da Semas reforça presença contínua do governo do Pará e amplia suporte ao trabalho comunitário na ilha do Combu
A presença continuada da Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Clima e Sustentabilidade do Pará (Semas) na ilha do Combu ganhou mais um capítulo nesta segunda-feira (16), com uma nova ação de fortalecimento da Associação das Mulheres Extrativistas do Combu (AME), em Belém. Mais do que a entrega de equipamentos, a iniciativa reafirma uma política pública voltada à valorização do trabalho feminino, ao apoio às cadeias produtivas locais e ao incentivo a um modelo de desenvolvimento baseado na sociobioeconomia e na conservação ambiental.
Em 2025, o governo do Pará já havia realizado duas ações de entrega de equipamentos à associação, em agendas que consolidaram a AME como uma das experiências acompanhadas pela política ambiental paraense no incentivo à inclusão produtiva e ao fortalecimento de comunidades tradicionais. As entregas anteriores ocorreram em março e dezembro do ano passado, dentro de ações articuladas pela Semas com foco em práticas ESG e licenciamento ambiental com retorno social para os territórios.
A nova entrega realizada pela Semas teve apoio de empreendimentos licenciados pelo órgão ambiental e representados pela consultoria Green Forest. A iniciativa evidencia como o licenciamento ambiental pode induzir resultados concretos para populações tradicionais, associando responsabilidade socioambiental, articulação institucional e desenvolvimento local.
Nesse contexto, o secretário-adjunto de Gestão e Regularidade Ambiental da Semas, Rodolpho Zahluth Bastos, destacou o alcance social da iniciativa e sua conexão com as diretrizes adotadas pelo órgão ambiental.
“A doação desses equipamentos faz parte do nosso compromisso com o fortalecimento das comunidades extrativistas, e da implementação das práticas ESG no processo de licenciamento ambiental que a Semas tem induzido. Esses recursos vão apoiar as mulheres do Combu a continuarem seu trabalho de forma eficiente e produtiva, além de contribuir para o desenvolvimento da sociobioeconomia local”, afirmou.
A ação também reforça o protagonismo das mulheres da ilha, que vêm consolidando uma experiência comunitária ligada ao extrativismo, ao atendimento local e à organização produtiva. Para a presidente da Associação das Mulheres Extrativistas do Combu, Daniele Sarmanho, a entrega representa um avanço concreto para a atuação do grupo.
“Estamos muito felizes, porque isso era um sonho para a gente. Queremos cada vez mais nos organizar para melhorar o nosso atendimento e cuidar melhor das pessoas da nossa comunidade”, disse.
Para a analista ambiental e representante da Diretoria de Gestão Florestal (DGFLOR), Rafaela Pinho, a iniciativa fortalece uma trajetória construída por mulheres que conciliam trabalho, cuidado e organização comunitária. Segundo ela, esse tipo de apoio amplia as condições para que o empreendimento siga crescendo, ganhe visibilidade e se consolide como referência. Ao destacar o papel da associação nesse modelo de articulação, ela afirmou: “Vocês são pioneiras nesse modelo de parceria, e esperamos que outras iniciativas semelhantes também possam ser contempladas e fortalecidas”.
A parceria também foi ressaltada por Samara Pinheiro, da Green Forest, representante das empresas licenciadas, ao enfatizar a importância de aproximar setor privado, Estado e comunidade em ações com impacto direto no território.
“Gostaria de agradecer ao Estado, por meio da Semas, por nos proporcionar a oportunidade de conhecer comunidades tão próximas da gente. Essa aproximação permite que a gente esteja mais perto da população e compreenda melhor como o nosso trabalho pode influenciar positivamente nessas comunidades. É muito gratificante estar aqui representando a empresa, firmando parcerias com a Semas e com a AME, que é composta por mulheres tão fortes e dedicadas”, concluiu.

