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Cametá recebe simpósio sobre Indicação Geográfica e valorização de produtos regionais

Programação começa na próxima quinta-feira, 19, com pesquisadores, para debater o desenvolvimento sustentável na região do Tocantins

Por Marília Jardim (UEPA)
17/03/2026 15h45

Entre os dias 19 e 21 de março de 2026, a cidade de Cametá será o centro das atenções para quem busca entender o futuro da bioeconomia amazônica e a valorização de produtos tradicionais como o açaí, o cacau e a pimenta-do-reino. O II Simpósio de Indicação Geográfica do Pará (II SIIGPA), em parceria estratégica com a I Conferência do Projeto Valoriza-Bio, reunirá no Campus XVIII da Universidade do Estado do Pará (Uepa) pesquisadores, gestores públicos e produtores rurais para debater o desenvolvimento territorial sustentável da região. Os interessados em participar do evento podem se inscrever no site do evento.

As submissões de trabalhos acadêmicos podem ser feitas pela plataforma oficial até o mês de março de 2026, abrangendo áreas temáticas que discutem desde as emergências climáticas da COP 30 até o design de produtos para marcas coletivas. Para garantir a participação, os interessados devem realizar a inscrição obrigatória, com taxas estruturadas de forma inclusiva: dez reais para estudantes de ensino médio e técnico, vinte reais para graduação, trinta reais para pós-graduação e cinquenta reais para profissionais. As inscrições podem ser feitas até o dia de abertura do evento, oferecendo uma oportunidade para integrar um dos principais fóruns de discussão sobre a sociobiodiversidade da Amazônia Tocantina e os novos rumos do setor produtivo regional. 

A iniciativa propõe um mergulho profundo nas particularidades da produção na Região Integrada do Tocantins, abordando temas transversais que vão desde o papel da agricultura familiar até os desafios socioambientais enfrentados pelos produtores locais sob a ótica da Geografia. Com uma programação que inclui mesas-redondas sobre logística agroexportadora e propriedade intelectual coletiva, o evento busca fortalecer os signos de origem que diferenciam a produção paraense no mercado global. Além dos debates teóricos, os participantes poderão vivenciar a realidade local por meio de visitas técnicas programadas para as comunidades de Tamanduá Costa e Vila de Porto Grande, além de uma imersão no centro histórico de Cametá.

O evento terá a participação, na conferência de abertura, do professor Waldir Roque Dallabrida, pesquisador do CNPq, que une Geografia e Economia para investigar os caminhos do desenvolvimento territorial. Com uma trajetória acadêmica construída entre o Brasil e Portugal, o Dallabrida possui graduação em Geografia, especialização em Economia e titulação de mestre e doutor em Desenvolvimento Regional. Atualmente, é Professor Colaborador na Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul (Unijui).

Sua agenda de pesquisa orbita temas como governança territorial, patrimônio e identidade territorial, Indicações Geográficas e as relações entre teoria econômica e desenvolvimento. Sua produção científica acumulada soma 17 livros, 81 artigos em periódicos, 45 trabalhos completos em anais de eventos e 94 apresentações em congressos nacionais e internacionais. O título mais recente, Desenvolvimento, ser ou não ser, eis a questão, lançado em novembro de 2024 pela Editora CRV, propõe justamente a pergunta que orienta toda a sua obra: em que condições o crescimento econômico se transforma, de fato, em desenvolvimento?

O simpósio reserva ainda um espaço fundamental para a produção científica, com a apresentação de trabalhos em formato de resumos simples e expandidos que serão posteriormente publicados em livro. Durante o cronograma, ocorrerá também o lançamento de uma obra organizada pelo Laboratório de Análises e Pesquisas Territoriais da Amazônia (Laptea), do Centro de Ciências Sociais e Educação (CCSE) da Uepa, que é a entidade organizadora do encontro. Também integram a organização do SIIGPA o Programa de Pós-Graduação em Geografia e o projeto Valoriza-Bio, ambos da instituição, e conta com o apoio da Prefeitura de Cametá, da Universidade Federal do Pará (UFPA) e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

Texto: Fernanda Martins