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SAÚDE PÚBLICA

Estado descentraliza nefrologia e amplia acesso à hemodiálise em todas as regiões

Com 19 centros especializados e 334 novas máquinas adquiridas desde 2019, rede estadual reduz deslocamentos de pacientes e fortalece o atendimento renal no interior

Por Giullianne Dias (SESPA)
12/03/2026 08h00

O governo do Pará, através da Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa), tem fortalecido a assistência aos pacientes com doenças renais por meio de investimentos na rede pública de saúde. Desde 2019, o Estado ampliou e descentralizou os serviços de nefrologia e terapia renal substitutiva, garantindo que pacientes que antes precisavam se deslocar longas distâncias para realizar hemodiálise, possam receber atendimento mais próximo de casa. 

Atualmente o Pará conta com 19 serviços de nefrologia e terapia renal substitutiva, distribuídos por toda a rede de saúde. Parte dessa expansão ocorreu nos últimos anos, com a implantação e ampliação de serviços em hospitais regionais, que atendem diferentes regiões do Pará. 

Entre as unidades que passaram a oferecer o serviço estão: o Hospital Regional Público dos Caetés, em Capanema, na região de saúde do Rio Caetés; o Hospital Regional do Sudeste do Pará, em Marabá, na região dos Carajás; o Hospital Regional Público do Marajó, em Breves, na região Marajó II; o Hospital Regional Público do Tapajós, em Itaituba, na região do Tapajós; e o Hospital Regional da PA-279, em Ourilândia do Norte, na região de saúde do Araguaia.

A coordenadora da Central de Regulação da Sespa, Nayara Nonato, explica que a expansão dos serviços representa um avanço importante na garantia do acesso ao tratamento. “O governo do Pará vem investindo de forma contínua na ampliação da rede de nefrologia, especialmente com a implantação de centros de terapia renal substitutiva em hospitais regionais. Isso permite que os pacientes realizem o tratamento mais perto de suas casas, reduzindo deslocamentos e garantindo maior qualidade de vida, além de fortalecer a organização da rede assistencial em todo o Estado”, destaca.

Além da ampliação dos serviços, o Estado também investiu na estrutura das unidades. Entre 2019 e 2025, foram adquiridas 334 novas máquinas de hemodiálise, fortalecendo a capacidade de atendimento nos hospitais estaduais.

Hoje, os serviços de nefrologia estão distribuídos em diferentes municípios paraenses, incluindo Belém, Bragança, Castanhal, Marabá, Santarém, Altamira, Capanema, Ourilândia do Norte, Redenção, Abaetetuba, Breves, Marituba, Tailândia, Tucuruí e Itaituba, garantindo maior cobertura regional.

Para os pacientes, a descentralização do serviço representa mais conforto e segurança. No Hospital Regional Público dos Caetés, em Capanema, a usuária Edna Guedes Paixão da Rosa, de 41 anos, moradora de Bragança, realiza o tratamento há cerca de três anos e destaca a qualidade do atendimento. “Eu gosto muito do serviço aqui. Sempre fui muito bem atendida por toda a equipe. Eles tratam a gente com muito cuidado e respeito, o que faz toda diferença para quem precisa fazer hemodiálise com frequência”, relata.

No Hospital Regional Público do Marajó, em Breves, o centro de hemodiálise inaugurado em 2021 já realizou 23.994 sessões até fevereiro de 2026, ampliando o acesso ao tratamento na região insular. O paciente Josias Corrêa Santana, de 67 anos, acompanha essa evolução de perto. “O atendimento é ótimo. São pessoas que têm muito cuidado com a gente e fazem tudo o que é possível durante o tratamento”, afirma.

Na região Oeste, o Hospital Regional do Baixo Amazonas Dr. Waldemar Penna, em Santarém, também é referência na assistência renal. A paciente Maria Cilene de Sousa Rodrigues, de 59 anos, natural de Óbidos, passou anos em tratamento na unidade até conseguir realizar um transplante renal. “Eu estou aqui contando a minha alegria, emoção e felicidade. Foi muito importante para mim. Eu fui cuidada por cada equipe e só tenho a agradecer pelo cuidado, carinho e amor”, diz.

Na região do Araguaia, o Hospital Regional Público do Araguaia, em Redenção, também ampliou o acesso à terapia renal substitutiva. O paciente Erieldo Rodrigues, de 30 anos, realiza hemodiálise na unidade há cinco anos e destaca o impacto do serviço em sua rotina. “Ser atendido aqui é muito bom. Não preciso viajar para outro município para fazer o tratamento, o que traz mais conforto e qualidade de vida”, afirma.

Situação semelhante é vivida pela paciente Lindalva Pereira, de 57 anos, atendida no Hospital Geral de Tailândia, que ganhou um centro de hemodiálise inaugurado em 2024. “Fazer o tratamento aqui facilita demais. Eu termino a sessão e já posso ir para casa descansar. É muito melhor do que ter que viajar para outro município”, relata.

Em Belém , o Hospital de Clínicas Gaspar Vianna também é uma das referências no atendimento aos pacientes renais. A costureira Eunice Portal, de 46 anos, realiza hemodiálise há mais de uma década e destaca a importância do tratamento. “Para mim, a hemodiálise representa vida. Eu só estou viva hoje primeiro por Deus e depois por causa desse tratamento. Aqui somos muito bem atendidos por toda a equipe”, conta.