Hospital Galileu alerta: no Carnaval, a imprudência no trânsito pode virar trauma
Unidade orienta sobre cuidados nas estradas e destaca impacto dos acidentes no SUS
Com a chegada do Carnaval e o aumento do fluxo de veículos nas estradas, o Hospital Público Estadual Galileu (HPEG), na Grande Belém, reforça o alerta sobre os riscos dos acidentes de trânsito. Referência em traumatologia, a unidade orienta motoristas e motociclistas a redobrarem os cuidados, evitando a combinação de álcool e direção, respeitando os limites de velocidade e realizando a revisão dos veículos antes de viajar.
Além do risco imediato à vida, os acidentes provocam impactos duradouros e sobrecarregam o Sistema Único de Saúde (SUS), deixando sequelas como limitações de movimento e, em casos mais graves, amputações, o que exige longos períodos de internação, tratamento especializado e reabilitação multiprofissional para garantir a recuperação e a qualidade de vida dos pacientes.
Perfil - De acordo com o médico ortopedista do Hospital Galileu, Marcus Preti, a maior parte dos atendimentos da unidade está relacionada a acidentes de trânsito, principalmente envolvendo motocicletas. “No HPEG, os principais atendimentos na ortopedia e traumatologia são de vítimas de acidentes de trânsito, especialmente de moto, com predomínio de fraturas nas pernas”, explica.
Segundo o especialista, as lesões mais frequentes nesses casos são fraturas expostas, principalmente da tíbia. “São fraturas graves, que exigem cirurgia e acompanhamento rigoroso”, destaca.
O tempo de internação varia conforme a gravidade do trauma. “Em média, esses pacientes permanecem internados de sete a doze dias, mas em casos mais complexos esse período pode ser maior”, afirma Preti.
Sequelas - Sobre as possíveis sequelas, o médico alerta: “Quanto mais complexa a fratura, maiores são as chances de limitações funcionais, como perda de força, redução de movimento e dificuldade para caminhar”.
O impacto desses acidentes na saúde pública também é significativo. “São fraturas decorrentes de traumas graves, que muitas vezes geram sequelas permanentes e comprometem a capacidade laboral do paciente”, ressalta Preti.
Para o período carnavalesco, o ortopedista reforça um apelo direto à população. “No Carnaval, alegria não pode virar fratura. Álcool e direção não combinam. Use sempre cinto ou capacete, respeite os limites de velocidade e evite o celular ao volante. A maioria dos traumas ortopédicos no trânsito é evitável. Chegue vivo, chegue inteiro”, orienta o ortopedista.
Balanço - Em 2025, o hospital registrou mais de 300 atendimentos por trauma automobilístico, sendo mais de 90% envolvendo motociclistas. As lesões mais frequentes são fraturas expostas, sobretudo da tíbia, que exigem cirurgia e acompanhamento especializado.
O tempo médio de internação varia de sete a doze dias, conforme a gravidade do trauma. Fraturas mais complexas aumentam o risco de sequelas, como perda de força e limitação dos movimentos.
Prevenção e cuidado - A diretora executiva da unidade, Paula Narjara, destaca que o hospital possui estrutura e equipe especializada para o atendimento aos traumas, mas reforça que a prevenção é fundamental. “Contamos com equipe médica e multiprofissional, formada por fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais, psicólogos e nutricionistas, que atuam na recuperação física e psicossocial dos pacientes”, afirma.
Segundo a gestora, o trabalho integrado permite salvar vidas e reduzir sequelas. “Nosso foco é oferecer assistência qualificada e humanizada, além de conscientizar a população de que muitos acidentes podem ser evitados com atitudes responsáveis”, completa.
Durante o Carnaval, o Governo do Estado reforça as orientações para direção segura, uso de equipamentos de proteção e manutenção dos veículos, com atenção redobrada em dias de chuva.
Serviço - O Hospital Público Estadual Galileu, localizado na Avenida Mário Covas, nº 2553, é referência em ortopedia e cirurgias de fraturas de média e alta complexidade. A unidade pública do Governo do Pará, gerenciada pelo Instituto de Saúde Social e Ambiental da Amazônia (ISSAA), realiza procedimentos como fratura diafisária da tíbia, fratura distal do antebraço e da mão, além do tratamento de osteomielite crônica e aguda.
O hospital possui 104 leitos de internação e conta com o Serviço de Reconstrução e Alongamento Ósseo, além de realizar cirurgias de traqueia e urológicas, como hiperplasia prostática benigna, exclusão renal e triagem com biópsia de próstata.
Texto: Ascom/HPEG
