Mutirão de braquiterapia amplia atendimentos e reduz tempo de espera no Hospital Ophir Loyola
A iniciativa amplia a capacidade de atendimento, reduz o tempo de espera e fortalece o cuidado às pacientes com câncer ginecológico e no endométrio na região Norte
O Hospital Ophir Loyola (HOL) realiza um mutirão de braquiterapia ginecológica de alta taxa de dose com o objetivo de reduzir o tempo de espera de pacientes com câncer de colo do útero e endométrio, fortalecendo o acesso ao tratamento oncológico em uma região marcada pela alta incidência desses tipos de câncer.
Na condição de Centro de Assistência de Alta Complexidade em Oncologia (Cacon), o HOL recebe pacientes de todo o Pará e também de estados vizinhos. Além da demanda própria do hospital, chegam pacientes encaminhados de Unidades de Alta Complexidade em Oncologia (Unacons) de municípios como Tucuruí, Castanhal, do Hospital Barros Barreto e até de Macapá, no Amapá
Alta demanda e ampliação da capacidade de atendimento
De acordo com o diretor clínico do Hospital Ophir Loyola, Fábio Araújo, o elevado número de casos de câncer ginecológico na região contribuiu para o aumento do tempo de espera pelo procedimento. “Além da nossa própria demanda, estamos em uma região onde o câncer ginecológico é epidêmico. Chegamos a ter cerca de 150 pacientes aguardando a braquiterapia, com um tempo médio de espera de quatro meses e meio”, explica.
Com o início do mutirão, o hospital passou a realizar procedimentos no turno da noite e aos sábados, ampliando em cerca de 60% o número de aplicações. A expectativa é que, em até 45 dias, o tempo de espera seja reduzido para aproximadamente duas semanas.
O que é a braquiterapia
A braquiterapia é uma modalidade de radioterapia em que a fonte de radiação é aplicada diretamente na região afetada pelo tumor, permitindo uma alta dose de radiação no local da doença, com menor impacto nos tecidos saudáveis ao redor.
No tratamento do câncer de colo do útero e do endométrio, a braquiterapia é uma etapa fundamental, geralmente realizada após a radioterapia externa e, em alguns casos, associada à quimioterapia. A técnica contribui para aumentar as chances de controle da doença e melhora os índices de cura.
No Hospital Ophir Loyola, o procedimento é realizado por equipe especializada, com acompanhamento médico, de enfermagem e de física médica, garantindo segurança, precisão e qualidade no tratamento.
Impacto direto na resposta ao tratamento
Segundo o diretor clínico, a redução do tempo de espera tem impacto direto na resposta terapêutica e nos indicadores de cura das pacientes, garantindo que o tratamento seja iniciado dentro do período adequado.
“Essa agilidade melhora os resultados do tratamento e reforça nosso compromisso com a qualidade da assistência prestada”, destaca Fábio Araújo.
Atendimento especializado e atuação multiprofissional
O médico rádio-oncologista Cláudio Reis explica que a braquiterapia é uma etapa imprescindível no tratamento do câncer de colo do útero e que o Hospital Ophir Loyola atende pacientes de diversas regiões do Pará, além do sul do Maranhão e do Amazonas.
“Muitos pacientes aguardavam de três a cinco meses para iniciar a braquiterapia. Com o mutirão, conseguimos reduzir drasticamente esse tempo”, afirma.
Para viabilizar o mutirão, o hospital conta com a atuação integrada de uma equipe multiprofissional, envolvendo médicos, enfermagem, física médica, técnicos e o serviço social.
Busca ativa e acolhimento das pacientes
A enfermeira da radioterapia, Sandra Suely Silva de Oliveira, ressalta que o trabalho vai além da assistência técnica e envolve uma busca ativa constante das pacientes que aguardam na fila. “A gente mobiliza toda uma equipe para localizar essas pacientes, muitas delas de municípios distantes. Organizamos datas, horários, documentação e acolhimento, para que elas cheguem aqui seguras e bem orientadas”, relata.
Segundo a enfermeira, as pacientes já saem do setor com todas as etapas do tratamento programadas, garantindo mais tranquilidade durante o processo.
Esperança e gratidão das pacientes atendidas
Entre as pacientes beneficiadas está Rosa Maria Nascimento Pereira, de 50 anos, que aguardava há cerca de cinco meses para iniciar a braquiterapia. “Fiquei muito feliz quando me ligaram. A gente fica ansiosa, com vontade de terminar logo o tratamento, mas agora estou feliz por ter sido chamada”, conta.
Santana de Nazaré Costa Caldas, de 43 anos, moradora do município de Melgaço, também foi atendida pelo mutirão e destaca a importância do acolhimento recebido. “A gente tem que ter fé e confiar nos médicos. Sou muito grata por tudo que fizeram por mim”, afirma.
Compromisso com a assistência humanizada
Com o mutirão de braquiterapia, o Hospital Ophir Loyola reafirma seu compromisso como referência em oncologia, garantindo mais agilidade, humanização e qualidade no cuidado às pacientes, além de fortalecer a resposta do sistema público de saúde frente ao câncer ginecológico na região.
