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CIÊNCIA NA AMAZÔNIA

Uepa celebra Dia da Universidade consolidada como pilar de inovação e cidadania na Amazônia

Com mais de 19 mil alunos e presença em todas as regiões do Pará, instituição reafirma o tripé ensino, pesquisa e extensão como motor de transformação social e soberania regional.

Por Governo do Pará (SECOM)
17/01/2026 10h00

Muito antes de se consolidar como espaço de produção científica, inovação e transformação social, como é reconhecida atualmente, a universidade surgiu do desejo de sistematizar o conhecimento e compartilhá-lo de forma coletiva. As primeiras instituições que se aproximam do conceito de universidade emergiram na Europa medieval, entre os séculos XI e XIII, em cidades como Bolonha, Paris e Oxford. Nesse contexto, mestres e estudantes organizavam-se em corporações - as universitas - dedicadas ao estudo do direito, da teologia, da medicina e das artes liberais.

Ao longo do tempo, essa concepção foi se ampliando. A universidade passou a incorporar a pesquisa científica como eixo estruturante, deixando de ser apenas um espaço de transmissão do saber para se tornar também um ambiente de produção de novas ideias. No século XIX, consolidou-se o modelo de universidade moderna, inspirado na proposta de Wilhelm von Humboldt (1767–1835), filósofo, linguista, estadista e educador prussiano. Sua concepção reforçou a indissociabilidade entre ensino, pesquisa e, posteriormente, extensão, base que sustenta o funcionamento das universidades como as conhecemos hoje.

Em reconhecimento à relevância dessas instituições para a sociedade, celebra-se neste domingo (18), o Dia da Universidade. De acordo com dados do Ministério da Educação (MEC), o Brasil conta com mais de 2.600 instituições de ensino superior, das quais pouco mais de 200 possuem o status de universidade. A Universidade do Estado do Pará (Uepa) integra esse grupo e, há mais de três décadas, oferta à população paraense, com excelência, o tripé ensino, pesquisa e extensão, fundamento da universidade pública.

A pró-reitora de graduação, Acylena Coelho Costa

A trajetória da Uepa teve início em 18 de maio de 1993, a partir da fusão de unidades de ensino superior já existentes no estado. Sua criação reuniu faculdades estaduais de Enfermagem, Medicina, Educação Física e Educação, estabelecendo uma base sólida para a consolidação de uma das instituições mais populares da região.

Atualmente, a universidade desenvolve ações integradas nas áreas da Saúde, Educação e Tecnologia, afirmando-se como uma importante força de produção do conhecimento na Amazônia. O ensino superior da instituição atende mais de 19 mil estudantes, distribuídos entre cursos de graduação e pós-graduação. Com mais de cem cursos de graduação e mais de mil projetos de ensino, pesquisa e extensão, a Uepa atua tanto na modalidade presencial quanto na educação a distância, incluindo programas de pós-graduação lato e stricto sensu.

Enquanto instituição de ensino superior, a missão primordial da Uepa é promover a formação integral dos estudantes. A pró-reitora de graduação, Acylena Coelho Costa, destaca que a qualidade do ensino está diretamente ligada ao estímulo ao pensamento crítico. “É uma experiência inovadora onde o aluno terá contato com novos conhecimentos e outras áreas, que lhe propiciarão pensar na resolução de problemas quando atuarem no mercado de trabalho”, pontua.

A pró-reitora de pesquisa e pós-graduação, professora Luanna Fernandes

A presença da universidade nas diversas regiões do Estado vai além da formação de profissionais qualificados: contribui para a produção de conhecimento aplicado, impulsiona a economia local e promove o bem-estar social, reafirmando a universidade como um bem coletivo essencial para a soberania do povo paraense. Além dos cinco campi localizados na capital, a Uepa está presente nos municípios de Paragominas, Conceição do Araguaia, Marabá, Altamira, Igarapé-Açu, São Miguel do Guamá, Santarém, Tucuruí, Moju, Redenção, Barcarena, Vigia, Cametá, Salvaterra, Castanhal, Bragança, Ananindeua e Parauapebas. Para além dos campi físicos, a instituição também oferta cursos de graduação por meio de programas como o Forma Pará, alcançando as doze regiões de integração do Estado.

Para além da sala de aula, a Uepa fortalece a produção científica por meio da consolidação das pesquisas desenvolvidas na graduação e na pós-graduação. A pró-reitora de pesquisa e pós-graduação, professora Luanna Fernandes, destaca as oportunidades oferecidas aos acadêmicos nesse campo: “Os alunos que entram na universidade e na academia se deparam com a possibilidade de, além de realizar o ensino nas aulas da graduação, também participar de grupos e projetos de pesquisa por meio de seus orientadores”. Segundo ela, essas iniciativas possibilitam uma imersão em diferentes territórios e comunidades, enriquecendo a formação prática e humana dos estudantes.

O pró-reitor de extensão da Uepa, professor Higson Rodrigues

Ao analisar as últimas três décadas, o pró-reitor de extensão da Uepa, professor Higson Rodrigues, observa que a trajetória institucional pode ser compreendida em ciclos decenais: a primeira década marcada pela estruturação do ensino superior; a segunda voltada ao fortalecimento da pesquisa; e a terceira dedicada à consolidação da extensão. “A gente vai avançar, levar o conhecimento que é produzido na graduação, na pós-graduação e na pesquisa, para atender e fortalecer os projetos de extensão, para atender o máximo a população e a sociedade”, afirma. Esse movimento reafirma o compromisso de romper os muros da universidade, levando benefícios diretos a comunidades ribeirinhas, quilombolas e a diversos segmentos da sociedade.

Texto: Marcely Borges (Assessoria de Comunicação - Ascom/Uepa)