Hospital Ophir Loyola encerra 'Novembro Azul' enfatizando prevenção e cuidado integral
Superintendência do Instituto de Oncologia promove programação com intervenções culturais para conscientizar sobre como prevenir e tratar o câncer de próstata
O Hospital Ophir Loyola, em Belém, encerrou a programação Novembro Azul, reforçando a importância do diagnóstico precoce do câncer de próstata e do cuidado integral com a saúde do homem. As atividades foram organizadas pela Superintendência do Instituto de Oncologia, que coordenou ações educativas, humanizadas e culturais voltadas para pacientes, familiares e profissionais de saúde.
Para o diretor-geral do HOL, Heraldo Pedreira, o movimento é decisivo para incentivar que os homens busquem avaliação médica e superem estigmas ainda associados aos exames preventivos. “O Novembro Azul busca quebrar estigmas, incentivar consultas regulares e promover um cuidado mais amplo com a saúde física e mental do homem. Nosso foco é o diagnóstico precoce”, destacou.
Heraldo Pedreira reforçou que homens com histórico familiar devem iniciar o rastreamento mais cedo, enquanto após os 60 anos a avaliação deve ser realizada a cada seis meses.
Avanços, riscos e sinais de alerta - O urologista Ricardo Tuma alertou que o câncer de próstata é, na maioria das vezes, silencioso, exigindo atenção constante. “É uma doença que, muitas vezes, não apresenta sintomas. Por isso, a prevenção é essencial”, explicou.
O especialista também destacou os avanços na área: ressonância multiparamétrica, PET-PSMA, cirurgia robótica, radioterapia moderna e novos agentes hormonais que ampliam as possibilidades de tratamento.
Acolhimento - A campanha no HOL também priorizou o cuidado emocional e social dos pacientes. A assistente social Lucilene de Fátima Souza da Silva lembrou que muitos homens chegam ao Hospital com medos e inseguranças, que vão além da saúde física.
“O Novembro Azul é espaço de escuta e acolhimento. Trabalhamos rodas de conversa, aproximação com as famílias e fortalecimento do cuidado integral. Quebrar tabus também é um gesto de amor”, disse o urologista.
Fé e superação - Entre os relatos que marcaram a programação está o de Nildo Pantoja, 72 anos, que descobriu alterações na próstata na pandemia de Covid-19, mas só anos depois buscou ajuda ao sentir dificuldades urinárias. O toque retal foi decisivo para confirmar o diagnóstico. “Eu digo para todos: superem o preconceito. O toque salvou minha vida”, contou.
Hoje, em tratamento no Hospital Ophir Loyola, ele relata acolhimento, fé e força emocional como pilares de sua caminhada.
Música que acolhe - O encerramento da campanha contou com um momento especial: a apresentação do Coral Voz e Vida, formado por pacientes e servidores do HOL. O grupo é regido por Alexsandro Souza de Brito e acompanhado ao piano por Wellington Alexandre Mendonça Machado, ambos voluntários.
Além do coral, os cantores Guto Risuenho e Bernardo Miranda realizaram intervenções musicais na clínica de quimioterapia e na unidade de hemodiálise, levando arte, esperança e conforto a pacientes em tratamento.
As ações culturais reforçam o compromisso do HOL em unir cuidado técnico e sensibilidade, lembrando que saúde também passa pela dimensão emocional.
Impacto positivo - Segundo a direção clínica, a campanha deste ano ampliou a conscientização sobre o câncer de próstata, fortaleceu ações preventivas e aproximou a população dos serviços de saúde por meio de iniciativas informativas e humanizadas.
O Hospital Ophir Loyola reafirma seu compromisso com o cuidado integral e a prevenção - esta como principal caminho para diagnósticos mais precoces e tratamentos com maior eficácia.
