Semas destaca conexão entre políticas públicas e práticas ESG na mineração em congresso técnico
Durante o evento, foi destacada a importância de integrar as políticas públicas com as ações das empresas, especialmente no setor da mineração

A Secretaria de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semas) foi um dos destaques do Congresso Técnico do Sindicato das Indústrias Minerais do Estado do Pará (SIMINERAL), que ocorreu nos dias 02 e 03 de abril, em Belém, e reuniu especialistas e líderes do setor de mineração para discutir a aplicação de práticas sustentáveis e os padrões ESG (Ambiental, Social e Governança) no Pará e no Brasil.
Durante o evento, foi destacada a importância de integrar as políticas públicas com as ações das empresas, especialmente no setor da mineração, um dos mais estratégicos para o Estado.

A abertura contou com a participação de secretário adjunto de Gestão e Regularidade Ambiental da Semas, Rodolpho Zahluth Bastos, que destacou o desenvolvimento das práticas ESG alinhadas às políticas públicas do governo. “O Pará está criando uma estratégia para garantir que as práticas das empresas estejam alinhadas com as diretrizes estaduais de sustentabilidade, criando um movimento eficaz”, afirmou o secretário adjunto, que também ressaltou a importância de fomentar a colaboração entre as partes para impulsionar o desenvolvimento da mineração sustentável no Estado.
O evento, que contou com a participação da vice-presidente de sustentabilidade da Vale S.A., Camilla Lott, e de Pedro Paulo Dias, gerente de inteligência setorial de mineração do BNDES, também enfatizou o papel da Semas como facilitadora desse diálogo entre setor público e privado. “O Pará está avançando na integração de políticas públicas e boas práticas empresariais. Estamos trabalhando para melhorar a comunicação e a implementação de práticas sustentáveis que beneficiem o estado como um todo”, explicou Rodolpho.

Marcelo Moreno, diretor de Licenciamento Ambiental da Semas, ressaltou a qualificação técnica das equipes de licenciamento ambiental e a importância da primazia do debate técnico na análise e avaliação realizada pelo órgão ambiental. “O corpo técnico de licenciamento ambiental é de excelente nível multidisciplinar, composto por técnicos de diferentes campos e áreas do conhecimento. O fomento do debate interdisciplinar e qualificado entre todos é uma das marcas da gestão. Os números mostram quem a Semas avançou muito nos últimos anos em eficiência, capacidade técnica e produtividade”, comentou.
Emerson Rocha, diretor-executivo do SIMINERAL, enfatizou a parceria entre o governo e o setor privado como fundamental para o sucesso da mineração no Pará, especialmente no que diz respeito à implementação de práticas sustentáveis e à adaptação das empresas aos requisitos ESG globais. Para ele, “o Pará está pronto para liderar o setor de mineração no Brasil, e isso só será possível com a continuidade do diálogo e da transparência entre os diferentes atores envolvidos”.

A Semas também destacou o potencial do setor de mineração para promover mudanças significativas em relação à sustentabilidade e à transição energética, áreas onde o Pará possui grande potencial de crescimento e inovação, fomentando o desenvolvimento de práticas que atendam aos parâmetros ESG e às demandas da sociedade.

O painel de encerramento do congresso contou com o secretário adjunto da Semas, o diretor-executivo do SIMINERAL, e Rafael Benke, CEO da Proactiva, que reafirmaram a importância de um diálogo contínuo entre governo e empresas para fortalecer as práticas sustentáveis no Pará.