Theatro da Paz recebe visita do Iphan e avança na candidatura a Patrimônio Mundial da Unesco
Técnicos do Iphan estiveram no espaço na manhã desta quinta-feira (03) em etapa que marca mais um avanço na candidatura dos Teatros da Amazônia

O Theatro da Paz recebeu, na manhã desta quinta-feira (3), uma visita técnica do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), como parte do processo de candidatura dos Teatros da Amazônia - Theatro da Paz e Teatro Amazonas, em Manaus - ao título de Patrimônio Mundial da Unesco. O encontro reuniu técnicos do instituto e representantes do Pará e Amazonas, que seguiram com reunião no Centro Cultural Palacete Faciola durante a tarde.

A programação, que iniciou no dia 1º de abril em Manaus, trouxe o Grupo de Trabalho (GT) envolvido no processo de candidatura à casa de espetáculo para uma visita guiada. Eles também percorram o entorno do Theatro. De tarde, uma cópia do dossiê entregue à Unesco em janeiro, será entregue à Secretaria de Estado de Cultura (Secult).

O produtor do Theatro da Paz, Nilo Nunes, ressaltou a relevância do momento: “É uma alegria enorme receber esse grupo tão importante. Eu estou desde o início desse processo, em agosto do ano passado, quando montamos esse GT para que o Theatro seja reconhecido como Patrimônio Mundial. Essa candidatura é um benefício incrível, não só para nós, servidores do Teatro, mas também para toda a população brasileira e para o mundo”, afirmou.
A riqueza arquitetônica dos Teatros da Amazônia foi enfatizada pelo diretor de patrimônio material e fiscalização do Iphan, Andrey Schlee, que destacou o valor histórico e cultural do espaço. "Manaus e Belém apresentam-se como patrimônios locais de grande relevância e de excepcional valor universal. Aqui em Belém, isso se torna evidente, sobretudo nos elementos decorativos integrados ao Theatro, que refletem a influência local na construção. O que estamos oferecendo ao Patrimônio Mundial vai além de duas casas de ópera. São dois espaços vivos da cultura local", explicou.

Para Cristina Vasconcelos, superintendente do Iphan no Pará, a candidatura dos teatros reforça a riqueza cultural da Amazônia no cenário global. "Esse reconhecimento conjunto dos dois teatros permite que o Norte seja valorizado e visto pelo mundo como um berço da arte e da cultura popular. Chegou o momento de dar visibilidade a essas obras-primas do coração da Amazônia", destacou.
Texto: Painah Silva (Ascom Secult)