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Ação 'Árvore da Vida' estimula alimentação saudável aos pacientes do Hospital Galileu, na Grande Belém.

Voluntários percorreram os leitos com dinâmicas para reforçar os cuidados com a alimentação em período de internação.

Por Ascom (Governo do Pará)
27/03/2025 13h50

No contexto hospitalar, a nutrição desempenha um papel fundamental na prevenção de doenças, no tratamento dos pacientes e na manutenção da saúde. Para conscientizar os usuários sobre a importância de uma alimentação equilibrada, o Hospital Estadual Galileu (HPEG), localizado na Grande Belém, promove dinâmicas informativas nos leitos, destacando os benefícios dos alimentos quando consumidos de forma adequada.

Uma dessas iniciativas é a ação "Árvore da Vida", que integra o Grupo de Trabalho de Humanização (GTH) da unidade e conta com a participação de voluntários externos. Neste mês, o Grupo Dunamis Pockets, que atua em instituições de educação e saúde, levou uma árvore de papel ao hospital para ilustrar os benefícios dos alimentos naturais, como frutas, legumes e vegetais, na promoção do bem-estar.

Momento de aprendizado e descontração

Entre os pacientes que aprovaram a iniciativa está o estudante Elton Carlos, de 20 anos, internado há uma semana após sofrer um acidente de trânsito. Para ele, além de conscientizar sobre a alimentação saudável, a ação proporcionou um momento de distração no ambiente hospitalar.

"Ainda não tenho previsão de alta, pois preciso passar por cirurgia. Estar internado é um desafio, mas ações como essa ajudam a aliviar o dia a dia. As pessoas interagem mais, aprendem e se distraem. Achei muito legal, pois trouxe conforto para todos e reforçou a importância da alimentação. Essa atividade poderia ser feita sempre", destacou.

Quem também aprendeu com a dinâmica foi o autônomo Raimundo Moraes, de 46 anos, que há sete anos recebe atendimento no HPEG após sofrer uma fratura na perna durante uma partida de futebol. Ele elogiou a unidade pelo acolhimento e reconheceu o impacto da alimentação na recuperação.

"Desde a portaria até os médicos, o atendimento aqui é excelente. Aprendi que, quando estamos doentes, a alimentação pode ser uma grande aliada na recuperação, pois fornece os nutrientes necessários para termos mais força e saúde", observou.

Educação nutricional como ferramenta de humanização

A administradora de Humanização do Hospital Galileu, Izabella Cavalcante, explicou que o objetivo da atividade foi promover a educação nutricional de forma interativa.

"Os pacientes foram convidados a escolher e fixar na árvore as frutas de sua preferência, enquanto recebiam orientações dos voluntários sobre os benefícios de uma alimentação equilibrada", ressaltou.

A voluntária Natália Gabrielle de Araújo Sarmento, técnica em nutrição e dietética, destacou a importância de ações como essa no ambiente hospitalar.

"Muitos pacientes têm resistência à alimentação saudável, pois associam as refeições hospitalares a algo sem sabor ou pouco atrativo. Quando o conhecimento é transmitido de maneira lúdica e interativa, há uma maior aceitação e uma mudança gradual na forma como enxergam a nutrição dentro do hospital", explicou.

Mudança de percepção sobre a alimentação hospitalar

Iniciativas como essa são essenciais para incentivar hábitos saudáveis e tornar o ambiente hospitalar mais acolhedor. Além disso, reforçam o papel da alimentação equilibrada na recuperação dos pacientes.

A coordenadora de Humanização do HPEG, Anny Segóvia, ressaltou que a percepção da alimentação hospitalar tem mudado ao longo dos anos.

"Por muito tempo, a comida servida nos hospitais foi vista como sem graça e pouco atraente. No entanto, hoje, as equipes trabalham juntas para elaborar dietas restritas, mas cheias de sabor, em um conceito de assistência humanizada", afirmou.

Sobre o hospital

O Hospital Estadual Galileu tem perfil de média e alta complexidade, atuando como retaguarda cirúrgica para pacientes com traumas ortopédicos. Também atende casos urológicos e de cirurgia torácica, sendo referência em reconstrução de traqueia.

A unidade é pública, administrada pelo Instituto de Saúde e Social da Amazônia (ISSAA), em parceria com a Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa). Localizado na avenida Mário Covas, o hospital conta com 104 leitos de internação.


Texto: Roberta Paraense