Prazo para cadastro das propriedades que cultivam soja no Pará encerra nesta sexta-feira, 28
Não haverá prorrogação. O cadastro obrigatório ajuda o órgão de defesa a planejar e executar as ações que protegem contra a ferrugem asiática
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A Agência de Defesa Agropecuária do Estado do Pará (Adepará) informa que o período do cadastro anual das áreas de cultivo de soja, referente à Safra de 2024/2025, terminou nesta sexta-feira, 28, e não será prorrogado.
O cadastro anual das áreas de soja é obrigatório e ajuda a prevenir a ferrugem asiática, principal doença que afeta esse cultivo.
O monitoramento da cultura objetiva o controle de doenças e pragas, explica Maria Alice Thomaz, fiscal agropecuária e gerente do Programa de Pragas Quarentenárias da Adepará. A engenheira agrônoma lembra que é competência do sojicultor, assim como também aos produtores de sementes e responsáveis por plantios destinados à pesquisa, a realização do cadastro anual na Adepará. “O produtor de soja deverá registrar suas áreas de plantios em formulário próprio e fazer a declaração de conformidade do cumprimento do vazio sanitário da soja”, enfatizou.
É a partir do conhecimento das áreas com soja no Estado, que a Adepará pode planejar e executar as ações de defesa fitossanitária do Programa Nacional de Controle da Ferrugem Asiática da Soja (PNCFS) para o fortalecimento da cadeia produtiva no Estado. Além disso, é uma importante ferramenta de orientação para regular e amparar a produção agrícola estadual e de inserção em políticas públicas.
“O cadastro anual, permite uma ação mais rápida e eficiente, em situações de emergências fitossanitárias e no atendimento de focos de pragas capazes de reduzir a produção e causar prejuízos aos produtores. Quem não se regularizar estará sujeito às penalidades previstas na lei estadual, como a não inclusão no planejamento estadual, visando o controle e prevenção de pragas na cultura da soja”, ressalta Rafael Haber, gerente de Defesa Vegetal.
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Soja - De acordo com o Núcleo de Planejamento da Secretaria de Desenvolvimento Agropecuário e da Pesca (Sedap), a soja em grão foi o produto do agro mais exportado pelo Pará em 2024. Os chamados produtos do Complexo da Soja - conjunto de produtos derivados da soja, que inclui o grão, o farelo e o óleo - foram importados para 34 países. A soja em grão foi o principal produto exportado, em torno de 99,8% de participação nas exportações do agro paraense em 2024. Como principal mercado desses produtos, a China importou US$704,87 Milhões (46,83%), seguido da Espanha (12,21%), Turquia (6,52%) e Rússia (6,32%).
Principal cultura agrícola do Brasil, em volume e geração de renda, a produção de soja no Brasil representou quase a metade do total de cereais, leguminosas e oleaginosas produzidos no País em 2024, aponta o IBGE. O Pará registrou em 2024, um volume de 3,73 milhões de toneladas, um aumento de 569 mil toneladas, que representam 18,02% de crescimento comparado ao ano de 2023, ficando em 4º colocado dos estados com maior incremento de produção em 2024, ficando atrás de Rio Grande do Sul (43,79%), Amazonas (40,15%) e Acre (32,41%).