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MOMENTO ESPECIAL

Programação carnavalesca no Hospital Octávio Lobo alegra pacientes internados

Festas temáticas promovidas pela instituição são terapias recreativas que distraem e elevam o ânimo de usuários e acompanhantes durante a hospitalização

Por Ellyson Ramos (HOL)
12/02/2024 13h42

Em pleno Carnaval, um dos momentos mais festivos no Brasil, o Hospital Oncológico Infantil Octávio Lobo (Hoiol), em Belém, realizou atividades alusivas ao período. Confetes e serpentinas contagiaram o ambiente hospitalar que, com a interação de colaboradores e voluntários vestidos à caráter, tornaram o momento ainda mais especial para usuários e acompanhantes.

Os preparativos para o desfile dos pequenos foliões ocorreu na brinquedoteca do segundo andar, com uma oficina para a confecção de máscaras carnavalescas. Em seguida, colaboradores vestidos com fantasias, camisas de super-heróis e adereços festivos deram início ao concurso de paródias em ritmo de marchinhas conhecidas do grande público.

A equipe vencedora adaptou a marchinha “Mamãe Eu Quero” com mensagens sobre o "Fevereiro Laranja” - mês de conscientização sobre a leucemia. Esse tipo de câncer causa o crescimento acelerado e anormal das células do sangue. De acordo com o Instituto Nacional do Câncer (Inca), a doença lidera a lista de neoplasias mais recorrentes em crianças de 0 a 19 anos.

“Vestimos a cor laranja, estudamos sobre o tema e abordamos a campanha em uma marchinha que todo mundo conhece. A conscientização sobre o Fevereiro Laranja é necessária e colocamos todas as informações na letra para que a mensagem sobre a importância do diagnóstico precoce e da doação de medula óssea fosse compreendida e cantada facilmente”, ressaltou a supervisora do Núcleo de Gestão de Pessoas (NGP), Tânia Silva.

Ana Paula e o filho Wellison

Com objetivo de proporcionar momentos de descontração, promovendo um ambiente ainda mais positivo e acolhedor para os pacientes em tratamento, o Hoiol organizou um “Bloquinho de Carnaval”. A animação da equipe foi embalada pela banda Tapiokids, grupo musical formado por crianças e que figura na lista de voluntários da instituição.

Para a diretora-geral do hospital, Sara Castro, programações como essa priorizam o bem-estar integral dos usuários. “Antes de realizarmos qualquer programação, nossas equipes avaliam as atividades para que sejam apropriadas e respeitem as necessidades e limitações dos pacientes. Essa ação carnavalesca, por exemplo, ajuda a aliviar o estresse e a ansiedade associados à hospitalização. Além disso, ao proporcionar esses momentos de interação social, promovemos o apoio mútuo e a saída da monotonia, principalmente para aqueles pacientes internados por longos períodos”, disse a gestora.

Concurso de Marchinhas abordou sobre o Fevereiro Laranja - mês de conscientização sobre a leucemia

A enfermeira Danielly Nobre destaca que a programação lúdica é proveitosa pois “soma ao tratamento e leva conforto e felicidade às crianças e às mães”. “É muito gratificante participar dessas atividades porque conseguimos estreitar mais os laços com as crianças e com as mãezinhas. É importante sair do quarto, desse processo de internação prolongado, e curtir esse momento de alegria. Crianças gostam de brincar, se divertir e interagir com outras crianças e, com as programações, é possível reviver e relembrar o dia a dia delas fora do ambiente hospitalar. É um cuidado com a criança e com o acompanhante”, afirmou.

A curuçaense Ana Paula Rodrigues, 28 anos, acompanha o filho Wellison, 4 anos, no enfrentamento à Leucemia Mielóide Aguda (LMA) e aprovou a iniciativa. “É a primeira vez que participo de um Carnaval dentro do hospital e é uma experiência animada para as crianças e para a gente (acompanhantes). Às vezes estamos no quarto por muito tempo e sair assim para aproveitar esse momento faz muito bem. É uma oportunidade de nos divertirmos”, disse.

Banda Tapiokids animou o Bloquinho de Carnaval do Hoiol

Serviço - Credenciado como Unidade de Alta Complexidade em Oncologia, o Hoiol é referência na região amazônica no diagnóstico e tratamento especializado do câncer infantojuvenil, na faixa etária entre 0 a 19 anos. A unidade é gerenciada pelo Instituto Diretrizes, sob o contrato de gestão com a Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa), e atende pacientes oriundos dos 144 municípios paraenses e Estados vizinhos.


Texto: Ascom/Hoiol