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SABOR DA AMAZÔNIA

Açaí paraense conquista o mercado árabe e se destaca na COP 28

O fruto é produzido por cooperativas e associações ribeirinhas, beneficiado em Castanhal e exportado para a Ásia

Por Igor Nascimento (SEMAS)
10/12/2023 07h05

O açaí, uma das principais cadeias produtivas do Pará, conquistou o mercado árabe, marcando presença na 28ª Conferência sobre Mudanças Climáticas (COP 28), em Dubai, nos Emirados Árabes. A empresa Xingu Fruit, localizada em Castanhal, município da Região Metropolitana de Belém, compra açaí de cooperativas e associações ribeirinhas, transforma o fruto em produtos e comercializa no Brasil e em outros países.

A primeira exportação, para os Estados Unidos, ocorreu ainda no primeiro ano de funcionamento da empresa. Hoje, presente em quase todos os estados brasileiros, a marca exporta diversos produtos para 16 países, entre os quais Austrália, França, Alemanha, Espanha, Bélgica, Equador, Chile e os Emirados Árabes Unidos.Açaí: sabor, tradição, cultura, geração de renda e conquista de novos mercados

Na COP 28, o empresário brasileiro Márcio Saboya, fundador da The Açaí Spot, está com um ponto de vendas em um dos espaços mais movimentados da Expo City Dubai. Ele é um dos responsáveis pelo açaí da Xingu Fruit chegar ao consumidor dos Emirados Árabes. 

Bioeconomia - “Márcio é um brasileiro visionário, que está trazendo o açaí do Pará e garantindo emprego no Estado. Esse açaí é de Igarapé-Miri, vai pra Castanhal, onde é verticalizado, e é exportado, provando que é possível fazer bioeconomia com produto da Amazônia, que gera emprego lá no Pará. Márcio já está com 12 lojas nos Emirados, e ampliando para a Índia”, informou o governador Helder Barbalho, ao visitar o empreendimento na Expo City Dubai.

“Ter alguém como o governador vindo aqui na nossa loja mostra o quanto ele se importa com os produtos da Amazônia chegando aqui, do outro lado do mundo, dando prêmio pro pessoal lá e também gerando emprego aqui e no Pará. É trazer o gosto da Amazônia para os Emirados. E uma pessoa como ele vindo aqui faz toda a diferença pra mim. A empresa gera 85 empregos diretos e compra 200 toneladas por ano, prontas para o consumo”, disse Márcio Saboya. 

Crescimento - A quantidade de açaí exportada para os Emirados Árabes Unidos saiu de 19 toneladas, em 2020, para cerca de 100 toneladas em 2022, e em 2023 já atingiu 200 toneladas. O produto, que sai em navios do Brasil, chega ao continente asiático pronto para consumo. A Xingu exporta seus produtos da linha açaí com guaraná orgânico.

A Xingu Fruit é licenciada pelo Governo do Pará, por meio da Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semas), e conta com incentivos fiscais concedidos pela gestão estadual, via Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Mineração e Energia (Sedeme).

Sustentabilidade - “O açaí não é apenas o principal cartão de visitas da sociobiodiversidade da Amazônia. É parte indissociável da formação socioeconômica e cultural do Pará. É fonte vital de subsistência alimentar e econômica das comunidades da floresta, e está presente em todas as feiras de cidades ribeirinhas da Amazônia. Ficamos felizes em ver empresas paraenses, como a Xingu Fruit, demonstrar compromisso com práticas sustentáveis. Porém, é essencial que o desenvolvimento acelerado da cadeia do açaí se traduza em desenvolvimento local e gere riqueza em todas as etapas da cadeia produtiva. Desenvolvimento local com impacto neutro no clima é o segredo guardado a sete chaves do desenvolvimento sustentável. O sucesso na exportação de açaí para a Ásia ressalta a qualidade do produto brasileiro e a crescente demanda global por superalimentos. Nada disso fará sentido se não houver compromisso socioambiental”, disse o secretário adjunto de Gestão e Regularidade Ambiental da Semas, Rodolpho Zahluth Bastos.

“Ficamos satisfeitos em ver um produto paraense fazendo sucesso aqui em Dubai. Um produto que conta com a regularidade atestada por nós, como é o caso da Xingu Fruit, e que resulta em produtos que seguem o padrão Halal, selo árabe de alimentos, no caso da Açaí Spot”, explicou o secretário adjunto. 

De agosto a dezembro, as famílias ribeirinhas fazem a colheita do açaí. Elas também cuidam e limpam a área do plantio para manter o espaço pronto para novas colheitas.