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Presidente do Ideflor-Bio medeia painel de manejo florestal em Simpósio Internacional

Programação debateu questões relacionadas ao desenvolvimento das atividades econômicas ligadas à governança ambiental, social e corporativa

Por Vinícius Leal (IDEFLOR-BIO)
07/07/2023 08h38

“O manejo como ferramenta para manter a floresta viva, em pé e produtiva”. Esse foi o  tema do painel mediado pelo presidente do Instituto de Desenvolvimento Florestal e da Biodiversidade (Ideflor-Bio), Nilson Pinto, na quinta-feira (6). O workshop marcou o encerramento do II Simpósio Internacional de Engenharia e Sustentabilidade (SIES), que movimentou o Teatro Maria Sylvia Nunes (Estação das Docas), em Belém.

O evento é uma iniciativa da Caixa de Assistência dos Profissionais do Crea (Mútua-PA). O painel teve como palestrantes os engenheiros florestais, Lucas Mazzei, Rafael Ferreira, Marco Lentini e César Tenório. Eles debateram sobre os serviços florestais; o processo de licenciamento no manejo florestal; a exploração madeireira e a exploração ilegal de espécies; e os povos e a sustentabilidade das florestas manejadas.

Nilson Pinto enfatizou que a iniciativa foi uma oportunidade excepcional para discutir um tema do momento, que é a sustentabilidade. “Foi um importante chamamento às áreas técnicas das engenharias, para verem como as áreas podem contribuir para um futuro sustentável para nossas gerações", disse ele. 

O secretário acrescentou: "o Mútua, o Confea e o Crea estão de parabéns. O Ideflor-Bio se sente absolutamente feliz de ter participado dessa parceria, porque essa é a nossa mensagem, essa é a nossa vocação. Estamos juntos para trabalhar pela sustentabilidade, por um futuro melhor para todos. Parabéns aos organizadores”.

Oportunidades - A diretora de Gestão de Florestas Públicas de Produção, Gracialda Ferreira, ressaltou que o SIES é um evento que trata das ações de engenharia voltadas à sustentabilidade. Ela disse, ainda, que o manejo florestal para a gestão das florestas públicas é a principal ferramenta para garantir a preservação dos recursos naturais. 

“A participação do Ideflor-Bio durante o evento e agora, encerrando a programação com esse painel, trouxe essa perspectiva de que a gente vai retomar uma atividade que já esteve entre as principais fontes do [Produto Interno Bruto] PIB do Pará. Obtendo produção da floresta, garantindo sustentabilidade e movimentando uma economia inclusiva para povos e comunidades tradicionais, que é o propósito atual: manter a floresta viva, em pé e produtiva, com a inclusão das pessoas”, enfatizou.

Desde o início, o Ideflor-Bio marcou presença na programação que tem o intuito de congregar profissionais e acadêmicos da Engenharia, Agronomia e Geociências para um debate acerca de questões relacionadas ao desenvolvimento das atividades econômicas ligadas à governança ambiental, social e corporativa, do inglês environmental, social, and corporate governance (ESG).

A metodologia é uma abordagem que serve para avaliar até que ponto uma corporação trabalha em prol de objetivos sociais que vão além do papel de maximizar os lucros em nome dos acionistas. Além dos workshops, a programação também oportunizou aos universitários um espaço para a exposição dos seus trabalhos acadêmicos. No total, mais de 150 pesquisas foram submetidas à comissão organizadora e cerca de 130 foram apresentadas ao público durante os três dias de evento. 

“Tudo o que a gente faz por amor, que a gente coloca a força de vontade, acontece. Eu costumo dizer que o Congresso Amazônico de Meio Ambiente e Energia Renováveis que a gente criou na [Universidade Federal Rural da Amazônia] UFRA, em duas edições, alcançou voos mais altos. Em 2022, nós fizemos a primeira edição do SIES, que foi um sucesso. Este ano, nós estamos finalizando a segunda edição, que não aconteceria se cada um de vocês que está hoje aqui não tivesse acreditado que ele poderia acontecer”, afirmou a diretora-geral da Mútua, Paula Pinheiro.