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Adepará entrega primeiro registro artesanal para Casa de Farinha, em Augusto Corrêa

Procedimento técnico assegura a qualidade do produto, atesta a produção dele dentro de protocolo higiênico-sanitário e de boas práticas de fabricação

Por Manuela Oliveira (FAPESPA)
02/12/2022 12h48

A Agência de Defesa Agropecuária do Estado (Adepará) entregou, esta semana, o Certificado e Registro Artesanal, para um produtor de farinha, proprietário do Sítio Três Lagoas, em Vila Verde , município de Augusto Corrêa, Nordeste do Pará. Esta foi a primeira agroindústria de farinha certificada no município.

A casa de farinha certificada fica em território abrangido pela Indicação Geográfica da Farinha de Mandioca de Bragança. A unidade produz, em média, 60 sacos de farinha por mês, e emprega 22 pessoas da agricultura familiar que atuam em todas as etapas do processo.

O certificado de Nº0079 foi entregue pelo gerente de Inspeção de Produtos de Origem Vegetal, Hamilton Altamiro, e pela diretora de Defesa e Inspeção Vegetal da Adepará, Lucionila Pimentel.

“Essa certificação assegura a qualidade do produto, atesta que ele foi produzido dentro de um protocolo higiênico-sanitário, que tem as boas práticas de fabricação, garantindo saúde pública e segurança alimentar. Esse programa da certificação artesanal é uma política pública inclusiva, pois vem dar visibilidade para a agricultura familiar, fortalecendo essa categoria. É um dos programas de grande relevância que nós temos na Adepará. E, eu fico muito feliz quando vejo a prefeitura do município abraçando o programa, revelando a importância que é para o município a criação de uma agroindústria, uma referência para a agricultura familiar do estado do Pará” , ressaltou a diretora Lucionila Pimentel.

A história da casa de farinha do Sítio Três Lagoas envolve gerações da mesma família de agricultores que plantam mandioca. Na área de 25 hectares , hoje além do cultivo da mandioca foi introduzida a atividade de piscicultura, plantação de hortaliças,frutas e produção de ovos. 

O investimento na casa de farinha contou com a orientação técnica da Emater, e foi  incentivada pela Indicação Geográfica da Farinha de Mandioca de Bragança, que está delimitada nos municípios paraenses de Augusto Corrêa, Bragança, Santa Luzia do Pará, Tracuateua e Viseu. O registro é o reconhecimento do trabalho do agricultor e do produtor rural dando visibilidade do seu produto e do Estado. 

A regularização da Casa de Farinha foi uma meta alcançada pelo produtor que agora poderá comercializar farinha para outros municípios paraenses , proporcionando a abertura de novos mercados, a valorização da agricultura familiar e os pequenos produtores da região. Com essa certificação a gente espera que agregue mais valor ao nosso produto”, disse o Gerenaldo Oliveira, produtor e proprietário da Casa de Farinha.

De acordo com a Gerência de Inspeção de Produtos de Origem Vegetal da Adepará, atualmente existem mais de 40 estabelecimentos certificados pela Agência na Região Bragantina.

Texto de Rosa Cardoso