Polícia Civil promove oficina pelo Dia Internacional Contra a LGBTQIA+fobia

Programação abordou a prevenção e o enfrentamento a crimes discriminatórios em razão da identidade de gênero

27/05/2022 16h19 - Atualizada em 27/05/2022 16h51

A Polícia Civil promoveu, na manhã desta sexta-feira (27), uma oficina de orientação e capacitação, com a temática “Diálogos pela Diversidade”. A programação foi alusiva ao Dia Internacional Contra a LGBTQIA+fobia, celebrado em 17 de maio. 

A programação teve como objetivo a promoção de debates sobre a prevenção e o enfrentamento a crimes discriminatórios em razão da identidade de gênero e orientação sexual. Contribuindo para a diminuição da vulnerabilidade social e o enfrentamento a este tipo de violência. Participaram do encontro policiais civis, alunos do curso de formação da Academia da Polícia Civil (Acadepol), além de representantes do Ministério Público, de movimentos LGBTQIAP+ e do Comitê Estadual de Segurança Pública e Enfrentamento à LGBTQIA+fobia.

Titular da Diretoria de Atendimento a Grupos Vulneráveis (DAV), a delegada Ariane Melo destacou a importância do evento. “Me sinto imensamente satisfeita em participar deste evento. Reforçamos que a Polícia Civil está comprometida em reafirmar a luta por um mundo onde as pessoas possam viver em medo de serem agredidas ou que percam suas vidas em razão de sua sexualidade e identidade de gênero.” pontuou.  

Durante o evento foram realizadas apresentações sobre diversos temas como políticas públicas e direitos humanos para a construção de uma sociedade sem LGBTQIA+fobia, democracia e segurança pública, atuação policial no combate à discriminação e a legislação em defesa da população LGBTQIA+. 

Lana Larrá participou do evento como representante do comitê de segurança pública de combate à LGBTIA+fobia. Para ela, eventos como este são importantes para formar pessoas humanizadas. “É importante formar pessoas, além de profissionais. Pessoas que respeitem a diversidade e garantam o direito de todos, independente de gênero, raça ou crença. Queremos respeito.” afirmou 

Protocolos de Atendimento

Representante do Ministério Público do Estado do Pará, a promotora Ana Claudia Pinho destacou que este é um evento pioneiro. “É uma parceria entre o Ministério Público e a Polícia Civil, que tem como objetivo entabular um diálogo entre representantes dos movimentos sociais e agentes de segurança e criar um protocolo conjunto de atendimento para este grupo historicamente vulnerabilizado.” apontou.  

Beto Paes, vice-presidente do Movimento LGBTQIA+ do Pará, apontou a necessidade de um atendimento acolhedor para o público. “É importante dialogar para um quantitativo expressivo de policiais, pois são pessoas que vão estar no atendimento ao público em todo o Estado. Reconhecemos a necessidade de um atendimento acolhedor para que este público possa se sentir seguro e acolhido para ser ouvido e denunciar crimes. Desejo que ações como esta possam crescer e se desenvolver cada vez mais.”

Por Matheus Rocha (PC)