Semana Nacional da Enfermagem reúne servidores do Ophir Loyola

Evento científico reuniu profissionais da saúde e abordou desafios e perspectivas da profissão no cenário pandêmico

19/05/2022 15h24 - Atualizada em 19/05/2022 15h59

Mesa de abertura no Ophir Loyola discutiu desafios da profissão no contexto pós-pandemia Desde o último dia 12 de maio - Dia do Enfermeiro, o Hospital Ophir Loyola (HOL) realiza atividades que prestigiam os profissionais da saúde. Nesta quinta-feira (19), a instituição encerrou a conferência alusiva à 83º Semana Brasileira de Enfermagem, que abordou novas possibilidades trazidas com a pandemia e reuniu residentes, enfermeiros, docentes, gerentes, assistentes, auxiliares, técnicos e convidados. Mesas redondas, palestras e apresentações de produções científicas compuseram a programação. Em âmbito nacional, as celebrações da categoria seguem até esta sexta-feira (20), Dia do Técnico e do Auxiliar da área.

De acordo com o Conselho Federal de Enfermagem (Cofen), o quantitativo de enfermeiros supera os 17 mil no Pará. Se somados aos auxiliares e técnicos, o número de inscritos ultrapassa 90 mil no Estado. Em evidência durante o enfrentamento à covid-19, os profissionais do cuidado lidam com desafios diários ao colocar em prática o conhecimento de modo empático e zeloso. E foi discutindo formas de manter-se firme nesse propósito da prudência e atenção, que a classe debateu eixos temáticos acerca do exercício profissional no contexto pós-pandêmico.

“A gente não precisava viver uma pandemia para que a enfermagem tivesse a visibilidade que teve. Nós sempre estivemos nos nossos postos de trabalho, atuando na prevenção de doenças e de agravos, promovendo saúde. Mas a pandemia trouxe essa visibilidade,  algo que precisamos agarrar e continuar atuando com sabedoria e responsabilidade. Este é o momento de encontros, de brindar os avanços e de partilhar do sentimento de pertencimento dessa profissão, que é tão importante para a saúde e para a sociedade”, afirmou a presidente do Conselho Regional de Enfermagem, Danielle Rocha durante o evento inaugural.

Encerramento da Semana Brasileira de Enfermagem reconhece servidores Na ocasião, a mesa solene, presidida pela chefe do Centro de Suporte de Enfermagem (CSE), Eliete Morais, contou ainda com a participação da representante da Associação Brasileira de Enfermagem (ABEn-PA), Regina Nascimento; e da dra. Mary de Santana, da Universidade do Estado do Pará (Uepa). O debate foi seguido por palestra com a dra. Elizabeth Teixeira, que destacou a importância da elaboração e da publicização do conhecimento científico, assim como os avanços de processos comunicacionais e dos novos formatos, que se popularizaram no período pandêmico. “Mesmo em tempos de pandemia, a gente precisava socializar novos procedimentos, condutas, materiais, e esses recursos foram extremamente úteis”, explicitou.

Durante a breve reflexão, Elizabeth ressaltou que “a pandemia trouxe dor, tristezas, tensões, perdas, mas também muito aprendizado”. Para a pesquisadora, o mundo pode acompanhar o protagonismo dos profissionais da saúde. “O HOL é uma casa de ensino, pesquisa, assistência, cuidado e formação. Durante a pandemia, criamos muitas coisas e participamos da criação de tantas outras”, afirmou enquanto abordava aspectos de ordens epidemiológica, psicológica e imunológica.”

Para Eliete, que atua há 27 anos no HOL, as experiências ocupacionais do profissional da enfermagem é repleta de desafios diários que ultrapassam a linha do gerenciamento de equipes. Segundo a gestora, prestar cuidado individualizado, personalizado e humanizado envolve carinho, mas também escuta. “Esses eventos são importantes porque são compostos por momentos de construção, de visualização e vivências científicas, de troca de experiências”, concluiu.

A servidora Maria do Rosário Fernandes, da Divisão Assistencial de Enfermagem do HOL, também é categórica ao afirmar que a profissão exige o cuidar do outro com o respeito e atenção, sem esquecer da individualidade de cada usuário. Ela ressalta a necessidade de constantes qualificações, fundamentais na luta contra o tempo e na tomada de decisões rápidas e assertivas. “É importante se olhar e avaliar os processos que vivenciamos na pandemia e essa semana representa ganho técnico e científico aos profissionais da enfermagem”, afirmou.

Reencontros - A equipe de enfermagem do Centro de Terapia Intensiva do HOL também discutiu sobre os desafios e aprendizados vivenciados no período pandêmico. A confraternização, realizada no auditório da Radioterapia, contou com a presença da aposentada Maria de Belém. Por mais de três décadas ela atuou no HOL e foi também na instituição que a auxiliar reencontrou a técnica de enfermagem Tatiane Alves, uma de suas aprendizes.

“Talvez, a senhora não se recorde de mim, mas eu preciso dizer uma coisa: quando eu cheguei para uma capacitação aqui no Ophir, há alguns anos, a senhora, com toda a sua dedicação, foi a responsável por eu me apaixonar pela UTI. O trabalho desenvolvido ali me inspirou e hoje eu sou uma profissional da área graças à senhora”, disse a técnica de enfermagem enquanto levantava-se da plateia. A declaração gerou comoção entre os presentes.

A técnica de enfermagem Lucineia Brito compartilha vivências com colegas de profissão“Não tem como exercer a profissão sem pensar na qualidade e na responsabilidade do cuidar do outro que, certamente, é o amor da vida de alguém. O reconhecimento aos profissionais da saúde veio como um abraço apertado, daquele que tanto queríamos dar, mas, por respeito às normas de segurança, adiamos”, lembrou a auxiliar de enfermagem Lucineia Brito, durante discurso emocionado aos colegas do CTI. O encontro, realizado no auditório do setor de Radioterapia, foi marcado por relatos de coragem e homenagens a colegas que deram suas vidas para salvar tantas outras.

Semana - Proposta pelo Decreto nº 48.202, por Juscelino Kubitschek, a Semana Brasileira de Enfermagem é promovida nacionalmente. No HOL, apresentações de produções científicas também nortearam debates, que subsidiaram sugestões de melhorias no serviço. Entre frases, imagens e ideias, a programação foi encerrada com a premiação das três melhores ideias, que serão operacionalizadas e acompanhadas pelo CSE.

“A enfermagem é feita de pessoas que precisam cuidar e serem cuidadas. Precisamos refletir no nosso dia a dia e sermos ouvidos. Nos doamos muito pelos pacientes, pois acreditamos no poder do toque, do gesto. A enfermagem é muita habilidade, conhecimento, mas também somos coração, atenção e cuidado”, concluiu Lucineia.

Texto de Ellyson Ramos (Ascom Hospital Ophir Loyola)

Por Governo do Pará (SECOM)