Hospital Geral de Tailândia adere ao Maio Laranja e conscientiza usuários

Unidade promove palestra com equipe da psicologia e assistência social para alertar sobre crimes contra crianças

18/05/2022 16h11

Para sensibilizar, conscientizar e alertar sobre a necessidade de combater um crime que vem assolando o Brasil nos últimos anos, o Hospital Geral de Tailândia (HGT), localizado no sudeste paraense, aderiu à campanha Maio Laranja, alusivo ao Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes, lembrado nesta quarta-feira, 18 de maio.

A ação de educação em saúde foi conduzida pelo Grupo de Trabalho de Humanização (GTH), que organizou uma palestra para usuários e acompanhantes nas áreas de atendimento da unidade hospitalar. O conteúdo foi ministrado pela a assistente social, Daniele Cândido, e pelas psicólogas, Sâmela de Paula e Izabel Alves,

Preparado para receber esses tipos de ocorrências, a equipe multiprofissional do HGT conta com atuação conjunta da psicologia e assistência social. “Primeiramente trabalhamos a humanização e acolhimento para com essas vítimas. Conduzimos os encaminhamentos acionando os órgãos competentes para que os direitos da pessoa violentada sejam assegurados e protegidos”, ponderou Danielle Cândido, assistente social.

A violência ou abuso às crianças e adolescentes, não atinge somente as vítimas, como também às famílias. “Propomos a psicoterapia tanto à família, quanto a vítima, onde realizamos uma escuta qualificada, acolhedora e sem julgamentos. Deste modo, pontuamos o que chamamos de sofrimento psíquico e isso demanda tempo para elaborar recursos de enfrentamento ao sofrimento. Atuamos no suporte para recuperação psicológica da vítima, seja a curto ou a longo prazo”, explicou a psicóloga hospitalar, Izabel Alves.

Participante da ação, a usuária Luísa Castro, de 27 anos, pontuou que a palestra foi salutar e bem esclarecedora. “É um tema bem presente em nossas vidas, infelizmente já aconteceu na minha rua com a filha de uma vizinha, de 12 anos. As profissionais expuseram bem o assunto passando todo o passo a passo de como lidar com a situação de abuso ou exploração às crianças e adolescentes. Tanto de início, acionando a polícia até amparando a vítima emocionalmente”.

A usuária ressaltou a importância do detalhamento de como agir neste momento de amparo às vítimas de violência, entre eles, como fiscalizar seja na  família ou em qualquer outro local. “Aprendi também ter uma percepção mais apurada para saber se está ocorrendo algo de errado com uma criança. O HGT não é somente um local de atendimento em saúde, ele é bem atuante nos ensinando assuntos pertinentes na sociedade”, frisou a moradora de Tailândia.

Dados alarmantes

Hoje, como Lei Federal 9.970/2000, a data é marcada por um fato que chocou o País em 1973. quando Araceli Crespo, de 8 anos, foi sequestrada, violentada e assassinada no dia 18 de maio, em Vitória, no Espírito Santo. Foi o primeiro caso de grande repercussão na sociedade brasileira.

De acordo com o Instituto Liberta, referência em dados no assunto, são 500 mil vítimas registradas no Brasil, que ocupa o segundo lugar no ranking de exploração sexual de crianças e adolescentes, atrás apenas da Tailândia.

Os números foram obtidos através de estudos das organizações de sociedade civil e governamental, motivando a criação da campanha de conscientização denominada “Números”, do Instituto Liberta; uma parceria feita entre instituições que atuam na linha de frente pela causa e o Ministério da Justiça, em conjunto com a Secretaria Nacional de Promoção dos Direitos da Criança e do Adolescente (SNPDCA).

A pesquisa revela ainda que a cada 24 horas, 320 crianças e adolescentes são explorados sexualmente no Brasil, mas esse quantitativo pode subir, porque apenas sete a cada 100 casos são denunciados.

]O levantamento informa que 75% das vítimas são meninas e em sua maioria, negras. Elas são vítimas de espancamentos, estupros, estando também vulneráveis ao vício em álcool e drogas, consequentemente, expostas às Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST’s).

Estrutura - O HGT possui 51 leitos e mantém uma Unidade de Cuidados Intensivos (UCI) com nove leitos, sendo seis adultos e três pediátricos. Os usuários que dependem do Sistema Único de Saúde (SUS) têm acesso aos serviços oferecidos pelo HGT por meio da Central de Regulação Municipal, e aos de urgência e emergência em livre demanda ou encaminhados pelo Samu, Corpo de Bombeiros Militar e Polícia Rodoviária.

SERVIÇO

O HGT é uma unidade de saúde do Governo do Pará, administrado pelo Instituto Nacional de Desenvolvimento Social e Humano (INDSH), em parceria com a Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa). O hospital fica na avenida Florianópolis, s/n, no bairro Novo. Mais informações pelo fone (91) 3752.3121.

 Texto de Pallmer Barros

Por Governo do Pará (SECOM)